Workshop: Contingência, Absurdo e Determinação
IFCS - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Quinta feira 30 de Agosto de 2012 (14:00-18:00)
Sala Ceslo Lemos
Sala Ceslo Lemos
Prezados leitores, estamos, por meio desta mensagem, avisando que o periódico Investigação Filosófica está mudando de site. Como temos uma política de acesso livre a todos os nossos textos, dada a nossa intenção de divulgar e estimular a filosofia, e como somos um grupo sem fins lucrativos, pensamos que seria mais adequado hospedar o periódico num servidor gratuito, tais como são o blogger e o scribd. Voltamos à nossa versão antiga do periódico e os convidamos a adicionar o novo endereço.
O Departamento de Filosofia da UFRN, através da Base de Pesquisa "Lógica, Conhecimento e Ética", dá continuidade a sua programação anual dos Seminários de Lógica e Filosofia Formal, com a palestra: “Should the World be Present?”, Frode Bjørdal (Department of Philosophy, Classics, History of Art and Ideas, The University of Oslo)
Uma maneira muito comum de definir o conceito de propriedade essencial é através de
conceitos modais. Entretanto, esse tipo de definição enfrenta alguns contraexemplos
apresentados por Kit Fine (1994). Além disso, Fine oferece uma caracterização
alternativa do conceito de propriedade essencial que não faz uso de conceitos modais.
Neste artigo, defendo que (i) a caracterização alternativa de Fine não é bem-sucedida e
que (ii) seus contraexemplos tampouco o são.
Há certa tensão entre duas de nossas crenças mais razoáveis: a crença de que temos livre-arbítrio e a crença de que o determinismo é verdadeiro. O determinismo é a tese de que o passado mais as leis da natureza determinam um futuro único. Por exemplo, se o determinismo é verdadeiro, a caneta que acabei de soltar está determinada a cair, dado o passado mais as leis da natureza. Quanto ao livre-arbítrio, é difícil dizer algo consensual, mas comumente se aceita que uma condição necessária para ter livre-arbítrio é poder se decidir de outro modo. Por exemplo, se o leitor tem livre-arbítrio, parece que poderia ter decidido não ler esta resenha. E diríamos que intuitivamente o leitor tem livre-arbítrio. Por outro lado, parece que também temos razões para pensar que o determinismo é verdadeiro. Intuitivamente, as leis da natureza e o passado determinam que as coisas aconteçam apenas desse modo. E se assim o for, aparentemente se segue que nossas decisões são também determinadas, e que por isso não poderiam ser diferentes. Assim voltamos à tensão inicial: as crenças de que temos livre-arbítrio e de que o determinismo é verdadeiro são plausíveis, mas parecem incompatíveis. Mas será que de fato o são? Alguns pensam que sim, outros pensam que não. Os primeiros, conhecidos como incompatibilistas, têm a seu favor a intuição de que essas crenças não são compatíveis. Já os últimos, conhecidos com compatibilistas, defendem a conclusão mais desejável; tanto melhor se conseguirmos compatibilizar as duas crenças que, consideradas separadamente, são muito plausíveis. Motivações para ambas as posições, bons argumentos para cada lado e muita controvérsia. Eis aqui um dos principais problemas da filosofia.