quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Entrevista com Érico Andrade para o Blog Investigação Φ Filosófica



Entrevistador: Ítalo Oliveira

Doutor em filosofia pela Sorbonne (Paris IV), sob a direção de Michel Fichant, Érico Andrade é professor do departamento de filosofia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Concedeu-nos gentilmente esta entrevista por e-mail.

Blog Investigação Φ Filosófica: Poderia nos falar um pouco sobre sua trajetória filosófica pessoal? O porquê fez e decidiu-se pela filosofia.


Estudei no Colégio Marista Recife onde havia um ambiente intelectual muito interessante. As aulas de religião eram tomadas por reflexões filosóficas e sociais. Nas aulas de filosofia tínhamos a oportunidade de conhecer autores e textos filosóficos. A escolástica do tempo de João Cabral de Melo Neto já não existia, nem era mais ensinada, porque os ex-padres vermelhos eram naquele momento apenas vermelhos. Naturalmente uma rede de discussão se formou em torno de temas ligados à política, o que tornou a leitura de Marx obrigatória, mas não a única leitura possível. A preocupação já era naquela época de ler os textos dos filósofos de diferentes tradições. Assim, o contato com as obras de Marx foi seguido da análise dos textos de Erich Fromm, Nietzsche, Jung, Freud e de alguns economistas clássicos. Essa diversidade de autores convergia para um desejo de aprofundar reflexões que fossem na direção de uma filosofia política. As minhas leituras do Capital e de outras obras me levou primeiramente ao curso de economia. Abandonei o curso e com ele a convicção de que a economia era o motor da história. Durante o curso de economia encontrava nas bibliotecas universitárias um refúgio para a leitura da poesia russa e de uma gama mais extensa de filósofos. A mudança para a filosofia aguardou apenas o fim do primeiro ano de economia. Numa das várias noites em que estava numa biblioteca fechei um tratado de política de Espinosa, que estava lendo, e disse para mim mesmo: é a hora de assumir definitivamente a filosofia. Vestibular refeito e curso novo. Essa decisão manteve a minha ideia de que a política é o terreno mais importante para as transformações sociais ou para a transvaloração de todos os valores. Percebi que a economia é apenas um dos caminhos que nos levaria a uma sociedade menos injusta. A análise dos outros caminhos precisava ser feita. Só a filosofia permitia que as minhas reflexões não estivessem circunscritas a um ramo específico do conhecimento. Com a filosofia vários caminhos se abrem. Nesse sentido, o que me levou a fazer o curso de filosofia foi o caráter geral e generalista da reflexão filosófica que é capaz de desbravar diferentes vias na busca pelo conhecimento do justo, do bem.
No primeiro ano do curso de filosofia meu contato com a obra de Descartes me despertou para uma reflexão essencial: os limites do conhecimento e os próprios limites da filosofia. Numa tarde devorei as seis Meditações. Não segui o conselho de Descartes de ler uma meditação por dia porque fiquei fascinado com a tentativa cartesiana de demarcar racionalmente o conhecimento e o próprio discurso filosófico. Dediquei-me a desvendar os meandros da filosofia cartesiana e com ela os principais vetores que compunham a filosofia moderna. Por isso, avancei em obras que considero hoje mais importantes do que as Meditações como, por exemplo, as Regras para Direção do Espírito no que diz respeito, pelo menos, à tarefa de demarcar os limites do conhecimento. Esse foi o tema central dos meus estudos até o doutoramento em Paris. Essa reflexão epistemológica fez com que eu percebesse que a discussão sobre a validade da política precisava de uma análise sobre a natureza do conhecimento de modo geral. Por isso, reservei um tempo de minhas reflexões ao estudo da filosofia moderna para entender como o sujeito do conhecimento pode ser um modelo epistemológico consistente para explicar e validar o conhecimento de maneira geral; inclusive o conhecimento político. Meu livro introdutório O sujeito do Conhecimento (São Paulo, Martins Fontes, 212) traça um pouco dessa trajetória de maneira bastante didática. Em outro livro, que deve sair pela editora Discurso Editorial (A ciência cartesiana: fábula e certeza, USP), traço, de forma igualmente didática, mas um pouco menos introdutória, como pensei que a filosofia cartesiana oferecia uma boa resposta sobre a validade do conhecimento científico na modernidade. Por fim, a maior parte dos meus artigos se concentrou na epistemologia na filosofia moderna.

Blog Investigação Φ Filosófica: Há críticas metafilosóficas contemporâneas contra as pretensões tradicionais dos filósofos em sustentar um saber específico que fundamente a priori o resto da cultura, especialmente o conhecimento científico e as práticas morais. Para Willard V. O. Quine, por exemplo, a filosofia é apenas a parte mais abstrata da ciência e não uma questão de “análise de significados”. Hilary Putnam já chegou a dizer que os instrumentos filosóficos parecem melhores em criticar e refutar posições do que propriamente fundamentar e justificar posições. Richard Rorty e Stanley Fish têm insistido na inutilidade de uma série de questões filosóficas tradicionais, como a querela realismo/antirrealismo. Por outro lado, há certo ceticismo, senão desprezo, por parte do senso comum e até por parte de parcela dos intelectuais a respeito do poder e interesse da filosofia. O que o senhor pensa sobre isso? Que tipo de coisas os filósofos ainda podem fazer hoje em dia? No que os filósofos são bons?

            Parece-me que os autores citados guardam uma convicção comum em relação ao reconhecimento da força dos argumentos das Investigações Filosóficas de Wittgenstein. Para eles Wittgenstein, de algum modo, tinha razão. O epicentro das Investigações repousa na apresentação de uma complexa e diferente gama de jogos de linguagem a partir dos quais é possível reconhecer a tese de que os enunciados, proferimentos, proposições, etc., ganham sentido, na maior parte das vezes, no uso cotidiano que fazemos deles. Wittgenstein mostrou que o significado de um termo está subordinado ao uso que fazemos dele quando o empregamos num jogo de linguagem, num contexto. Fora de um contexto de uso, um termo ou uma expressão não significam nada, no máximo podem indicar uma confusão no uso da linguagem. É na prática e não na teoria que os termos ganham significado. Ou de modo mais grave: a teoria pressupõe uma prática que lhe “fundamente” ou que justifique o uso dos termos no interior de um jogo de linguagem. Com isso a prática ganha relevo face à teoria, pois é ela que determina a própria consistência da teoria. A primeira consequência dessa posição é a guinada de parte da filosofia para o pragmatismo.
Isso certamente é um duro golpe na maneira de fazer filosofia, por assim dizer, clássica, pois a ideia de que uma reflexão filosófica a priori pode acessar uma região privilegiada da linguagem ou, por assim dizer, seus fundamentos, esquece que a linguagem é a condição necessária para o próprio jogo da filosofia e que ela se constrói na prática social, a posteriori. Esse caráter social da linguagem abre espaço para que as reflexões filosóficas se concentrem na apresentação e no esclarecimento do uso efetivo que fazemos da linguagem no cotidiano. Ao invés de procurar “fatos superlativos”, que no máximo escondem um determinado uso ou mau uso da linguagem, a filosofia deveria curar o encanto que certos termos da linguagem parecem provocar. Termos como verdade, conhecimento, justificação, etc. são tomados pela filosofia como algo cuja existência indica algum segredo a ser descoberto que poderia ser o fundamento último para alguma crença. O problema é que o uso público que fazemos desses termos não é abalado pelas reflexões filosóficas, nem é motivo de dúvida por parte das pessoas sensatas. Ou seja, a reflexão filosófica não contribui em nada para a compreensão desses termos quando elas os fetichiza como se eles tivessem um funcionamento próprio e apontassem para algo que é independente de nossas práticas.
            Nesse sentido, os resultados das Investigações causaram uma grande reflexão sobre o propósito da filosofia. A filosofia tradicional ou clássica se enreda em discussões que geralmente só interessam aos especialistas porque elas não se referem às práticas cotidianas. Elas são criadas pelos filósofos (não estou restringido o conceito de filósofo ao profissional da filosofia) e apenas a eles é facultada a possibilidade de respondê-las. É evidente que em alguns pontos a filosofia pode contribuir para o fortalecimento de algumas áreas. Pode-se, por exemplo, discutir o conceito de definição para se classificar melhor uma determinada espécie animal. As contribuições pontuais da filosofia para o conhecimento humano são inegáveis, mas isso não garante um campo de atuação próprio da filosofia com questões e soluções estritamente filosóficas ou que sejam propriedade apenas da reflexão filosófica. Caso se considere seriamente a dificuldades em trabalhar com a noção de verdade a priori como algo que poderia ser um princípio justificável para qualquer audiência possível porque simplesmente seria a expressão de uma verdade irrefutável por qualquer experiência, não vejo como defender um aspecto positivo para filosofia inscrito num conjunto de questões que lhe seriam não apenas próprias, mas que cujas respostas não poderiam ser fornecidas de modo nenhum por outras áreas.
A reticência dos intelectuais e do senso comum em relação à filosofia é compreensível quando a filosofia é vista como uma tentativa, por exemplo, de definir a melhor forma de compreensão do termo conhecimento. Saber se o conhecimento é, de fato, uma crença verdadeira e justificada por meio da análise do que significa verdade e justificação ou de qualquer outro termo que se acrescente a definição é uma tarefa central da epistemologia contemporânea. O ponto é tornar a definição de conhecimento mais resistente a contraexemplos semelhantes aos apresentados por Gettier. Tenho dificuldade de reconhecer nessa discussão algum avanço positivo na definição de conhecimento – se é que se conseguiu uma definição melhor do aquela oferecida no Teeteto de Platão – que possa contribuir de modo consistente para atividade científica e para as relações humanas de maneira geral. São questões cuja audiência se restringe a um grupo pequeno de filósofos de uma igualmente pequena comunidade acadêmica. Não acredito que o uso da palavra conhecimento seja afetado ou transformado por essas discussões filosóficas. Contudo, caso se considere que a filosofia não tem nenhum domínio de questões próprias, capazes de produzirem verdades, é possível usar as suas preciosas ferramentas argumentativas, o treino ao qual é submetido o filósofo na academia ou nas universidades, no intuito de desfazer mal entendidos no que concerne particularmente à pretensão de universalidade de alguma perspectiva moral. A filosofia pode ter uma tarefa moral e política de mostrar as inconsistências dos discursos unilaterais e, consequentemente, combater o encantamento cego que move as crenças em direção a perspectivas absolutas, que na maior parte dos casos se revelam autoritária.

Blog Investigação Φ Filosófica: Qual o estado da filosofia no Brasil? Existe diálogo entre filósofos brasileiros? Nossas pesquisas têm acompanhado o cenário internacional da área? 

É lamentável o diagnóstico de que os brasileiros pouco se citam e quase nunca discutem o trabalho dos demais colegas. As razões para isso se inscrevem em dois horizontes. Um sociológico e outro filosófico. Do ponto de vista sociológico, pode-se dizer que a filosofia assimila tacitamente a tese de que no Brasil as reflexões são ainda muito incipientes ou imaturas por conta do nosso ainda jovem processo civilizatório, que está, portanto, longe do processo de gestação de ideias das culturas que durante muito tempo monopolizaram as reflexões filosóficas. Já estive em bancas em que a reverência aos comentadores franceses da filosofia cartesiana, por exemplo, foi acompanhada de um olhar de desdém face aos comentadores brasileiros. Do ponto de vista filosófico, a formação da filosofia no Brasil se efetivou por meio da tese de que fazer filosofia é fazer história da filosofia. Como não temos uma história da filosofia brasileira, a não ser alguns tímidos e, segundo os professores de filosofia brasileiros, ingênuos textos de filosofia, muitas vezes reputados apenas como literatura, parece que somos impelidos a recuperar a história da filosofia consagrada, sobretudo, pela tradição europeia. Somos treinados a ler e interpretar os filósofos europeus e seus respectivos intérpretes para sermos bons historiadores da filosofia e um dia – quem sabe? – produzir uma reflexão filosófica autêntica. O que é estranho nesse processo é que se discute muitas vezes apenas comentadores mortos e se redige majoritariamente textos em português que são publicados em revistas brasileiras. Essas revistas quase nunca são lidas por aqueles que seriam os nossos potenciais interlocutores, isto é, os comentadores citados em nosso texto. Em parte porque eles estão mortos, em parte porque esses comentadores, quando vivos, não estão dispostos a ler em português, nem discutir de igual para igual conosco. Em outras palavras, parte importante da história da filosofia produzida no Brasil é feita num diálogo com filósofos que quando não estão mortos simplesmente não nos tomam como interlocutores porque não consideram nada ou quase nada produzido em nossa língua. Depois de insistentes convênios, que garante para os estrangeiros uma estadia no idílico Brasil, o que se percebe é uma relação de assimetria flagrante. Os brasileiros comentam e citam os textos dos autores estrangeiros, ao passo que esses últimos raramente citam os historiadores da filosofia brasileiros. A minha experiência mostra que essa assimetria de citações não significa assimetria de qualidade dos textos. Nesse ponto, o modo de fazer filosofia, instituído classicamente no Brasil (história da filosofia), e o sentimento de colonizado (caráter sociológico do qual falei acima) se encontram porque o modelo de filosofia como história da filosofia nos aprisiona na tradição europeia à medida que aprofunda a nossa relação de subserviência por nos apresentar, frente aos europeus, como incapazes de produzir uma reflexão genuinamente brasileira. A incorporação da tradição analítica no Brasil não se põe no mesmo horizonte, ainda que guarde algumas semelhanças como o modelo de história da filosofia. Isso porque, por um lado, os filósofos analíticos brasileiros são responsáveis pela produção de artigos em revistas especializadas (muitas delas em inglês) e, por outro, porque a filosofia analítica guarda um caráter mais iconoclasta, típico da filosofia americana, capaz de não se comprometer com um filósofo para apenas ser seu advogado. Ainda assim, é muito difícil reconhecer, por enquanto, nessas reflexões analíticas um traço brasileiro ou que fomente uma tradição filosófica brasileira.

Blog Investigação Φ Filosófica: O que tem pesquisado recentemente? Pode nos falar um pouco sobre seus trabalhos?

Recentemente voltei para meu ponto de partida, a saber: ética e política. Mais especialmente me voltei para a ética. Depois de uma longa passagem pela filosofia moderna (sempre fui fascinado por ciência) e por uma passagem, bem menos longa, por parte da discussão ensejada pela tradição analítica, volto a me dedicar à ética, o que me forçará em breve a entrar em questões da filosofia política. Penso atualmente nos princípios que poderiam fundar uma moral mínima. Nesse sentido, tenho procurado defender três princípios morais que caracterizam o que chamo de moral mínima. Esses três princípios não se referem ao conteúdo veiculado em cada jogo de linguagem moral, ou seja, eles não legitimam diretamente o uso de determinados predicados morais no interior de um jogo de linguagem moral, mas dizem respeito às condições que regulam e caracterizam o jogo de linguagem moral. Esses três princípios cumprem a função de determinar se um jogo de linguagem é ou não um jogo moral. Se esses três princípios compuserem a rede de princípios que caracterizam o jogo moral, será possível sustentar uma moral mínima, conforme a qual é possível identificar e, posteriormente, condenar as atitudes ou ações que não podem se configurar como um jogo de linguagem moral. Os três princípios que compõem a moral mínima são: o respeito às diversas perspectivas morais (no interior das quais são justificados o uso dos predicados morais), a existência de um acordo entre os participantes, ainda que tácito, sobre as regras do jogo e, por fim, a possibilidade de se desertar ou não mais participar de um jogo moral. O objetivo central de minha pesquisa filosófica é esclarecer e desenvolver os princípios supracitados. Essa discussão me motivou a tratar de autores como Rorty, Habermas e Wittgenstein porque eles trabalham a discussão sobre o contextualismo e o universalismo no prisma da filosofia da linguagem e também da epistemologia. Considero que esses dois domínios da filosofia são essenciais para a própria ética.
Acredito que a melhor forma de pensar uma moral mínima é evitando alguns caminhos excessivamente racionalistas (foi o que tentei mostrar numa artigo, publicado nos Cadernos Nietzsche [27] em 2010, quando fiz uma crítica à ética kantiana). Por isso, tenho esboçado algumas críticas à ética do discurso por meio da remissão, em alguns casos, à ética do cuidado (para estudar os sentimentos morais negligenciados por uma teoria racionalista) e às questões de filosofia da linguagem (para mostrar alguns problemas semânticos na ética do discurso). Por fim, entendo que é preciso instituir princípios comuns que podem, ainda que apenas por semelhança de família, caracterizar os jogos de linguagem moral de forma negativa, graças à negação comum de algumas atitudes que ferem os jogos morais, uma vez que o maior desejo dos agentes de uma perspectiva moral é não ser arbitrariamente obrigado abandonar a sua própria perspectiva. Ou seja, devemos universalizar o que ninguém está disposto a aceitar em termos morais para construir critérios que definam minimamente o jogo moral. Esses princípios podem ajudar na construção de um critério mínimo moral em razão do qual se poderá edificar uma política cujo foco seja a tolerância civil (e não religiosa) definida como respeito à diversidade de perspectivas sobre a moral.

Blog Investigação Φ Filosófica: O que o senhor diria para os alunos que estão iniciando o curso de filosofia?

Tentem se encantar menos com as palavras, frases fáceis e posições iconoclastas e passem a avaliar os argumentos dos filósofos. Critiquem, acusem e questionem os filósofos para que eles não sejam vistos como criaturas especiais capazes de terem um acesso privilegiado e único à verdade. Fazer filosofia é viver com a convicção de que algum argumento está faltando numa teoria, que alguma inconsistência enfraquece uma teoria, que é possível contribuir para esclarecimento de alguns dos problemas filosóficos de forma pontual. Não procurem na filosofia algo extraordinário, pois vocês correm o risco, como diria Alberto Caeiro (um dos heterônomos de Fernando Pessoa), de adoecerem seus olhos

Blog Investigação Φ Filosófica: Deseja fazer alguma colocação final sobre qualquer coisa?

            Agradeço bastante a oportunidade de me posicionar quanto à natureza da filosofia e quanto à orientação das minhas reflexões. Espero que essas breves palavras sirvam para incentivar o debate acerca de questões importantes sobre moral, política e conhecimento para as quais talvez não seja necessário apresentar um novo paradigma filosófico, mas apenas um esclarecimento pontual sobre o uso que fazemos de alguns termos que compõem a gramática da moral, da política e do conhecimento. Gostaria de ressaltar ainda o seguinte: embora seja desejável que as discussões filosóficas conheçam uma gama cada vez maior de interlocutores, não acredito que ela precisa da chancela da filosofia europeia e/ou americana. Por isso, é que defendo que o advento da filosofia brasileira depende da construção de uma autoimagem que não seja um reflexo turvo da filosofia existente nas grandes tradições, que precisaria ser corrigido para se adequar a elas, mas que seja o espelho de nossa condição hibrida e ainda muito difícil de ser identificada de modo homogêneo.
 

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