sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Sociedade de Controle


Sociedade de Controle




Continuando a falar sobre biopolítica, vamos adentrar neste post a questão da sociedade de controle. Para isso, vamos utilizar como base de discussão o Decreto nº 10.046 de 9 de outubro de 2019, que “Dispõe sobre a governança no compartilhamento de dados no âmbito da administração pública federal e institui o Cadastro Base do Cidadão e o Comitê Central de Governança de Dados”.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Biopolítica e Sociedade Disciplinar


Biopolítica e Sociedade Disciplinar


Em nosso post passada falamos sobre o conceito de biopoder. Nessa coluna iremos aprofundar o conceito de biopoder e biopolítica relacionados à sociedade disciplinar em Foucault. O sistema legal utilizado pelo Estado para estabelecer a sua ordem sobre àqueles que vivem dentro dele é uma arbitrariedade que fere os direitos dos indivíduos. Em um sistema prisional isso pode ser observado com maior precisão. O preso, ao mesmo tempo em que pertence ao Estado, é considerado marginal ao Estado, de modo que o controle que se exerce sobre ele é um controle sobre a sua vida também.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Sobre o conceito de Biopoder


Sobre o conceito de Biopoder


A teoria do contrato social teve forte recepção no pensamento filosófico moderno e podemos atribuir à filosofia política de Thomas Hobbes o amadurecimento e disseminação dessa teoria, de grande contribuição para o pensamento político posterior. Partindo de um problema do direito natural, Hobbes irá identificar a vontade ilimitada de poder nas paixões humanas e a disputa constante entre os homens no estado de natureza. Será partindo dessa observação que ele verá a necessidade de um poder superior que regule essas paixões. O Estado é fruto desse poder, que terá sua gênese na paixão do medo da morte violenta, existente em todos os homens. Visto isso, será o medo que levará os homens a cederem seus poderes (direito a todas as coisas) através de um contrato que irá permitir a formação desse poder maior que é o corpo político (Estado). Dessa forma, o Estado adquire a soberania e o poder soberano sobre os corpos naturais dos homens, tendo, portanto, o poder sobre a vida deles. Será o poder da soberania, oriundo do referido contrato e da sujeição dos homens a esse poder, que Foucault irá criticar através de seu conceito de biopoder.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Notes on Plato's Phaedrus

The wise men: notes on Plato’s Phaedrus
Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes
Abstract
On Plato’s Phaedrus, Socrates, in his Second Speech (243e9–257b6), decides to make a demonstration [ἀπόδειξις] that the madness of love was given to us by gods for our happiness. This consist in find the truth about human nature of the soul [ψυχῆς φύσεως], both divine and human. We take this demonstration as an object of our analysis, specifically the passage 245c, where Socrates will affirm that demonstration will be only credible by the wise men (sophoí) and incredible by skilled (deinoí). This work aims to clarify what kind of distinction is that made by Socrates and why only the wise men can believe in such demonstration.

Subject Areas
Philosophy. Ancient Philosophy.

Keywords
Plato, Phaedrus, Nature of the Soul, Myth, Ancient Philosophy.

Link to the article: here.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Revista Investigação Filosófica, v. 10, n. 1, 2019


Editorial
Prezados leitores, o periódico Investigação Filosófica (IF) tem a felicidade de apresentar-lhes esta nova edição, dentro do sistema SEER/OJS e associado ao colegiado de Filosofia da Universidade Federal do Amapá. A intenção do periódico IF é ser uma mídia de publicação de investigações filosóficas interessantes, apostando na qualidade acadêmica. A filosofia é uma disciplina reflexiva e acessível, embora profunda, de modo a qualquer um que deseje sinceramente investigar e refletir de modo sofisticado sobre seus problemas possuir os mecanismos à disposição: sua própria mente, a literatura relevante e os conhecimentos apropriados de interpretação e de lógica. Assim, qualquer pessoa dedicada e perspicaz é apta a trazer à tona discussões relevantes à filosofia; por isso estamos abertos a qualquer pensador que seja capaz de produzir algo de qualidade na área. Neste número, teremos uma variedade de artigos, desde temas sobre a Antiguidade e a Filosofia Platônica e Epicurista até questões sobre Filosofia Moderna e Contemporânea, tanto nas vertentes analítica quanto não analítca, e escritos por filósofos de universidades brasileiras. Esperamos apresentar um conjunto interessante de textos para um amplo domínio de filósofos. Desejamos a todos uma boa leitura e uma boa investigação filosófica.

Prof. Dr. Rodrigo Reis Lastra Cid
Editor-Chefe

terça-feira, 13 de agosto de 2019

O Governo do Filósofo



O GOVERNO DO FILÓSOFO
Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes

RESUMO: A concepção de Gláucon da justiça se faz por um artifício. O governo se constitui por um contrato que determina o legal e o justo. A partir desse contrato, o governante pode controlar a justiça dos governados de modo que ele mesmo não precise do contrato participar. A fim de reforçar o discurso de Trasímaco, Gláucon irá propor a Sócrates um desafio em que este terá que provar que a justiça é melhor do que a injustiça. Ou seja, é tarefa de Sócrates demonstrar que a justiça sempre é superior à injustiça em qualquer situação contrafactual, trazendo sempre benefícios àquele que pratica a justiça. A dificuldade para se responder o desafio proposto por Gláucon, se encontra em um caso na República em que o cumprimento da justiça parece não trazer benefícios ao agente, mas uma pena. Esse é o caso do filósofo governante e sua coação (anánke) para governar. Para isso, deve-se entender o motivo pelo qual o filósofo é coagido a governar, não sendo, portanto, uma questão de escolha, mas de algo cuja recusa lhe é impossível devido à justiça. A solução de Sócrates para responder ao desafio da justiça parte das definições de justiça política, fazer cada cidadão a sua função, e a justiça psíquica, a harmonia entre as partes da alma. Nosso argumento demonstra que a própria justiça presente na alma do filósofo é determinante para a realização da justiça na cidade, de modo que o governo do filósofo se justifica na necessidade de se concretizar a justiça na Kallípolis e permitir o bom governo.

Palavras-Chave: República de Platão. Filósofo Governante. Desafio de Gláucon. Arte do Governo. Filosofia Política.

Para ler o artigo completo na JOURNAL OF ANCIENT PHILOSOPHY, aperte aqui.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Trasímaco e a téchne do governo


TRASÍMACO E A TÉCHNE DO GOVERNO

Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes

RESUMO: Ao associar governo à téchne, Trasímaco estabelece que o governo também exige um conhecimento específico. Esse saber permitiria que o governante pudesse beneficiar-se dos governados, tirando proveito deles. Em sua definição de governo, ele aproximará essa téchne do governo ao governante injusto, mais especificamente o tirano. Neste trabalho, pretende-se analisar a relevância dos argumentos de Trasímaco para a filosofia política.

PALAVRAS-CHAVE: Trasímaco. Sócrates. Governo. Téchne. Filosofia Política.

Para ler o artigo completo na Revista Transformação: aqui.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Justiça e Força em Trasímaco



Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes

RESUMO Em nosso artigo, pretendemos verificar as teses de Trasímaco sobre a justiça e se estas são consistentes entre si. Para isso, há de se observar a relação da justiça com o governo e a força (krátos) que a determina. O intuito é reavivar as discussões hodiernas sobre as teses de Trasímaco dentro da filosofia platônica, assim como demonstrar sua importância para o âmbito da filosofia política.

Palavras-chave: República de Platão. Trasímaco. Sócrates. Justiça. Injustiça. Téchne.

Para ler o artigo integral na Revista Kriterion, aperte aqui.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Em defesa da Associação Brasileira de Filosofia



Em 31 de maio de 2019, a professora Carolina Araújo da UFRJ lançou uma proposta ousada e muito pertinente para a filosofia no Brasil: a criação de uma Associação Brasileira de Filosofia. A sua proposta pode ser lida na íntegra no fórum de debates da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF)*. O intuito desta coluna é reforçar a proposta da criação desta associação que uniria os filósofos de todo o país, dando-nos uma unidade para lutar pelo o nosso ofício.

domingo, 5 de maio de 2019

Cinema e Técnica




Gostaria de propor uma reflexão sobre o cinema e a técnica. Desde o consagrado ensaio de Walter Benjamin “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”, podemos pensar o papel do cinema junto à cultura de massas. Nesse ensaio, Benjamin demonstra de que maneira o cinema é capaz de integrar as massas, alienando-as da realidade em que vivem e condicionando o seu modo de vida. Será através da política (mais especificamente o fascismo) que o cinema será utilizado manipular e ordenar as massas. Benjamin fala a partir de uma análise do capitalismo e suas consequências para a cultura. O processo de massificação feito pelo cinema é análogo ao processo de alienação dos trabalhadores nas indústrias. Como nos diz Benjamin:

domingo, 31 de março de 2019

Ditadura nunca mais




Ditadura nunca mais



“A independência individual é a primeira das necessidades modernas. Consequentemente, não se deve nunca pedir seu sacrifício para estabelecer a liberdade política” (Benjamin Constant. “Da liberdade entre antigos e modernos”)

Milhares de anos se passaram e o outro continua a ser pauta para discussão. Por que permitimos que a tirania (um clássico problema da filosofia política desde os tempos do velho Platão) resista como forma de governo em pleno século XXI? Legitimamos esse tipo de governo ao determinarmos que alguns não são tão iguais a nós e merecem ser tratados diferentes, como bárbaros. A palavra da moda agora é dizer que o outro é um ‘terrorista’, um “marginal”, pois assim qualquer atitude contra ele é permitida. Tratamos nossos semelhantes com desigualdade porque eles pensam e agem de maneira diferente da nossa. Não seria a hora de encararmos a diferença como algo bom para a natureza do homem e a diversidade de pensamento como uma forma de melhorarmos e engrandecermos nossa participação nesse mundo que convivemos? Por que conservar um moralismo enferrujado ao invés de ampliar as possibilidades de compartilhar a vida com o outro?

sexta-feira, 8 de março de 2019

BLACKBURN, Simon. “Deus” In: Pense: uma contagiante introdução à filosofia. Tradução: António Infante, António Paulo da Costa, Célia Teixeira, Desidério Murcho, Fátima St. Aubyn, Francisco Azevedo e Paulo Ruas. Lisboa: Gradiva, 2001. 

CANTEBURY, Anselmo. “Reply to Gaunilo”. (exertos). Tradução: M. Charleswort. In: Davis, Brian. Philosophy of Religion: a guide and antology. Oxford University Press: 2000, pp.318 – 326. 

CANTEBURY, Anselmo. Proslogion (1077-78) (exertos). Tradução: M. Charleswort. In: Davis, Brian. Philosophy of Religion: a guide and antology. Oxford University Press: 2000. pp. 311 – 312. 

CHISHOLM, Roderick M. (1972). “Beyond Being and Nonbeing”. Philosophical Studies 24 (245-257). 

DESCARTES, René (1641). “Meditações”. In Coleção Os Pensadores. Tradução: J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Abril Cultural e Industrial. 1973. 

GRIM, Patrick (2007) “Argumentos da impossibilidade” In: Compêndio Cambridge de Ateísmo. Tradução:Desidério Murcho, Lisboa: Edições 70 (no prelo). 

KANT, Imannuel. Crítica da Razão Pura (1787). Tradução: Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. 

MALCOM, Norman (1960). “Anselm’s Two Ontological Arguments”. In: Pojman, L. P. Philosophy of Religion: An Anthology. Belmont: Wadsworth, 2003. pp. 76 – 86. 

MARMOUTIERS, Gaunilo. Pro Insipiente. (exertos). Tradução: M. Charleswort. In: Davis, Brian. Philosophy of Religion: a guide and antology. Oxford University Press: 2000. pp. 313 – 317. 

MURCHO, Desidério (2002). Essencialismo Naturalizado. Coimbra: Ângelus Novus- 2002. 

PLANTINGA, Alvin (1975). “Defence of the Ontological Argument”. In: Davis, Brian. Philosophy of Religion: a guide and antology. Oxford University Press: 2000. pp.342-352. 

ROWE, William L. (2007) Introdução à Filosofia da Religião. Trad. Vítor Guerreiro. Revisão científica de Desidério Murcho. Vila Nova de Famalicão: Quasi, no prelo.

sábado, 2 de março de 2019

Tempos de Borboleta I



Tempos de Borboleta I


"E tudo o que se sente directamente traz palavras suas"
- Alberto Caeiro

Quando paramos para refletir sobre o nosso tempo, os “tempos modernos”, nos perguntamos se ele pode vir a ser melhor, se há possibilidade de transformação e acontecimentos novos. Se um dia o homem que se aprisionou na máquina virá a sair dessa condição. Esse tempo por vir é o que chamarei de “tempos de borboleta”. Para explicar melhor em que consiste os tempos de borboleta, cito uma passagem de Ciro Marcondes Filho em sua obra “O rosto e a máquina”:

Assim, o ‘isso’ pode tornar-se um ‘tu’. Ele é como uma crisálida, diz Buber, de onde por surgir uma ‘borboleta’. Em termos de comunicação, quando encontramos alguém e o saudamos com formas desgastadas como “Olá!”, “Tudo bem?”, estaremos nos relacionando com essa pessoa da maneira eu-isso. Em nossa terminologia, não estaremos nos comunicando, apenas trocando sinais.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

O Fantasma do Marxismo




O fantasma do marxismo

O marxismo é como um fantasma.
É muito difícil capturá-lo,
ou melhor, é impossível contê-lo.
(Pinochet)


O que é propriamente o marxismo? Muito se tem falado sobre isso nos últimos tempos, mas sem propriedade adequada, o que leva a certos equívocos. Para evitar isso, resolvemos escrever essa coluna dando alguns esclarecimentos mínimos sobre o assunto para que pelos menos se tenha maior cuidado ao falar de algo que se desconhece ou, pelo menos, não se conhece tão bem assim.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Mitologias V




Mitologias V

Acrescentamos abaixo mais um fragmento da obra “Mitologias” de Roland Barthes sobre os mitos de direita:

Estatisticamente, o mito se localiza na direita. É aí que ele é essencial: bem-alimentado, lustroso, expansivo, falador, inventa-se continuamente. Apodera-se de tudo: justiças, morais, estéticas, diplomacias, artes domésticas, Literatura, espetáculos. A sua expansão tem a exata medida da omissão do nome burguês. A burguesia pretende conservar o ser sem o parecer: é, portanto, a própria negatividade do parecer burguês, infinita como toda negatividade, que solicita infinitamente o mito. O oprimido não é coisa alguma; possui apenas uma fala, a de sua emancipação, o opressor é tudo, a sua fala é rica, multiforme, maleável, dispõe de todos os graus possíveis de dignidade: tem a posse exclusiva da metalinguagem. O oprimido faz o mundo e possui apenas uma linguagem ativa, transitiva (política). O opressor conserva o mundo, a sua fala é completa, intransitiva, gestual, teatral: é o Mito; a linguagem do oprimido tem como objetivo a transformação e a linguagem do opressor, a eternização.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Mitologias IV




Mitologias IV

Coloco o quarto fragmento da obra “Mitologias” de Roland Barthes sobre os mitos de esquerda:

Existe, portanto, uma linguagem que não é mítica, que é a linguagem do homem produtor: sempre que o homem fala para transformar o real, e não mais para conservá-lo em imagem, sempre que ele associa a sua linguagem à produção das coisas, a metalinguagem é reenviada a uma linguagem-objeto, e o mito torna-se impossível. Eis a razão por que a linguagem propriamente revolucionária não pode ser uma linguagem mítica. A revolução se define como um ato catártico, destinado a revelar a carga política do mundo: ela faz o mundo, e toda a sua linguagem é absorvida funcionalmente neste “fazer”. É por produzir uma fala plenamente, isto é, inicialmente e finalmente política, e não, como o mito, uma fala incialmente política e finalmente natural, que a revolução exclui o mito. Do mesmo modo que a deserção do nome burguês define simultaneamente a ideologia burguesa e o mito, assim a denominação revolucionária identifica a revolução com a ausência do mito: a burguesia se mascara como burguesia, esse mascarar-se produz o mito; a revolução se ostenta como revolução e, dessa forma, suprime o mito.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Black Mirror - Feixe Temporal




O filme recente da Netflix “Black Mirror: Bandersnatch” lançado em dezembro de 2018 traz uma interatividade para os usuários da plataforma. Isso significa dizer que em determinados momentos do filme os usuários são convidados a “escolher” entre duas alternativas o que irá fazer o personagem principal. Tal interatividade permite que o filme tenha finais diferentes dependendo da escolha que se faz. O filme trata de um jovem programador que adapta um romance de fantasia ao videogame durante os anos de 1980. Através de escolhas sempre binárias, o filme caminha para novos rumos.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Mitologias III



Mitologias III

Acrescentamos abaixo mais um fragmento da obra “Mitologias” de Roland Barthes:

E é aqui que voltamos a encontrar o mito. A semiologia nos ensinou que a função do mito é transformar uma intenção histórica em natureza, uma eventualidade em eternidade. Ora, este processo é o próprio processo da ideologia burguesa. Se a nossa sociedade é objetivamente o campo privilegiado das significações míticas, é porque o mito é formalmente o instrumento mais apropriado para a inversão ideológica que a define: a todos os níveis da comunicação humana, o mito realiza a passagem da antiphysis para a pseudophysis.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Mitologias II



Mitologias II

Continuando a análise da obra “Mitologias” de Roland Barthes, colocamos mais um trecho:

Se me contento aqui com um esboço sincrônico dos mitos contemporâneos, é por uma razão objetiva: a nossa sociedade é o campo privilegiado das significações míticas. É preciso agora dizer por quê.
Quaisquer que sejam os acidentes, os compromissos, as concessões e as aventuras políticas e sejam quais forem as modificações técnicas, econômicas ou mesmo sociais que a história nos traga, a nossa sociedade ainda é uma sociedade burguesa.

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