quarta-feira, 6 de junho de 2018

Salve a Academia de Platão



Arqueólogos se opõem ao shopping Blackrock em Atenas

Arqueólogos da Grécia se opõem à construção de um shopping center de 300 milhões de euros na área central da Academia de Platão, em Atenas, acusando o governo grego de dobrar as regras de construção do projeto.

Academia de Platão está em risco! Por favor, assine esta petição para salvá-la!

sábado, 2 de junho de 2018

Interpretações da Antiguidade no Mundo Contemporâneo



Este livro de História nos convida ao pensamento em novas direções o que, de certo modo, sinaliza a potencialidade narrativa que constitui nossa humanidade. Diante da percepção de que há um mundo que já não se submete ou se reduz a uma grande e única narrativa, cujos traços esboçavam percursos comuns inscritos em uma ideia de História Geral, é preciso enfrentar a correção de rumos. No entanto, mais do que respostas, tal “correção” deve elaborar perguntas a nós mortais, sempre assombrados e perseguidos por nossa finitude e imprevisibilidade. A escolha da Antiguidade e sua problematização foi certeira, pois as categorias características da expansão ultramarina que justificaram a dominação colonial e imperialista não existiam, pelo menos da mesma forma. Assim, através dessa Antiguidade que se apresenta-nos diversos textos deste livro podemos reavaliar as fronteiras que tomamos como naturais tais como as da sexualidade, das famílias, dos poderes, dos corpos e das sensibilidades, entre outras.

Para acessar a obra completa em PDF, clique aqui.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

A dura vida dos verificacionistas (humor)

A partir de mapeamento cerebral, cientistas obtiveram a seguinte gravação exclusiva do que um filósofo verificacionista ouve quando há outros filósofos falando:



sábado, 28 de abril de 2018

O Prometeu Moderno


O Prometeu Moderno
Luiz Maurício B. R. Menezes





Se pensarmos que Prometeu trata de um legado deixado aos homens, um legado de fogo e artes, teremos o início de uma resposta, pois será essa mesma atitude prometeica do homem pelo avanço da ciência e das artes, que levará à gênese do Prometeu Moderno e também a sua condenação. E quando falamos de um Prometeu Moderno, não podemos esquecer da obra de Mary Shelley, “Frankenstein ou o Prometeu Moderno”, escrita há duzentos anos atrás. Qual o intuito dela ao relacionar sua obra com o mito de Prometeu?

sábado, 21 de abril de 2018

Digressões sobre a música: o contrabaixo


Há cerca de 20 anos atrás, quando eu ainda engatinhava no aprendizado de música, perguntei a um amigo já entendido nas digressões musicais "qual seria a função do contrabaixo na música?". A resposta que obtive não poderia ser menos inusitada: "para segurar a música e impedir que ela saia voando". Hoje, muitos anos passados, reflito sobre essa frase depois de assistir um show de Jazz em Uberaba...

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Prometeu Liberto




Prometeu Liberto
Luiz Maurício B. R. Menezes





Novamente retornemos ao mito de Prometeu. Aqui nos propomos a relacionar Filosofa e Literatura no seu mais amplo sentido. Pois a aporía que está posta em toda questão filosófica, em toda obra aberta que há em todas as obras filosóficas, também pode ser vista nas obras literárias como em Kafka, Joyce ou Baudelaire, Poe, Dostoievski ou Camus. E se tomarmos ainda o Prometeu Desacorrentado de Percy Shelley, veremos um Prometeu liberto ou, se me permitirem a livre interpretação de ‘unbound’, ilimitado. Vejamos, nos versos de Shelley, o que nos diz um ainda acorrentado Prometeu, mas firme em seu desígnio:

quinta-feira, 1 de março de 2018

Considerações sobre o Contrato Social IV: Rousseau




Rousseau com sua hipótese filosófica sobre o homem natural desenvolvida no Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, aponta para o momento em que o homem, ao se tornar um ser social, começa a distinguir em si mesmo ser e parecer. Em outras palavras, o homem deixa de ser simples e único, conhecedor de si mesmo, para se tornar um desconhecido para si, desfragmentado e perdido entre desejos supérfluos e não necessários. Com o esquecimento de si, o homem passa a usar máscaras sociais inseridas em momentos diferentes da sua vida social e que ressaltam os males da desigualdade existente na sociedade. Atrela-se a isso a exaltação do amor-próprio entre os homens e de uma vaidade vazia que levará o homem a não mais olhar-se senão pelos olhos dos outros, tornando-se mais exterior do que interior. Faremos aqui uma breve analise da obra e sua relação com o Contrato Social.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

E o Brasil pagou o pato


E o Brasil pagou o pato


Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com a cara de abortadas
Pra pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
- Cazuza, Blues da Piedade

Nos aproximamos da “comemoração” de dois anos do golpe patológico na Câmara dos Deputados pelo impeachment da então presidente do Brasil Dilma Rousseff, não colhemos até agora o fruto da melhora desejada. O Brasil governado pelo atual presidente Michel Temer é repleto de escândalos constantes de corrupção. Desde que assumiu a presidência, Temer já tinha problemas com a composição de seus ministérios, pois 1/3 de seus ministros estavam sendo investigados. A JBS, empresa brasileira precursora do golpe, tinha os seus dirigentes envolvidos com o presidente Temer, inclusive em um caso recente de denúncia de corrupção. É lamentável saber que uma parcela significativa do povo, iludido com uma possível melhoria na economia do país, tenha se deixado conduzir por uma elite argentária que em nada pensa no benefício geral da nação.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Solução do Desafio #5 - A Rua dos Espiões


Anunciamos que o Desafio #5 da Investigação Filosófica, "A Rua dos Espiões", foi resolvido pelo Nailton Sampaio, de Belém (PA). Veja o desafio e a resposta aqui!

Lembramos que o desafio #6, "O Prisioneiro Cego", ainda não foi solucionado. Arrisque uma resposta aqui!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Prometeu Acorrentado




Prometeu Acorrentado
Luiz Maurício B. R. Menezes



Como vimos em nosso post anterior, por ter roubado o fogo divino e entregue aos homens, Prometeu será condenado e castigado por Zeus e será acorrentado no Cáucaso por Hefesto. Essa será a sina de Prometeu: ficar acorrentado pela eternidade tendo uma águia que todos os dias irá comer seu fígado. A representação de Prometeu e suas correntes inquebrantáveis é o paradigma da liberdade. Ao se permitir acorrentar, Prometeu defende a existência e a liberdade dos homens, tornando-se, assim, o primeiro amigo da humanidade (philantrópos).

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Considerações sobre o Contrato Social III: Hobbes


A teoria do contrato social teve forte recepção no pensamento filosófico moderno. Podemos atribuir à filosofia política de Thomas Hobbes o amadurecimento e disseminação dessa teoria, trazendo grande contribuição para o pensamento político posterior. No entanto, o contratualismo não é uma teoria fundada na modernidade, ele tem bases profundas na antiguidade clássica como pudemos ver nos posts anteriores. Nesse trabalho iremos nos centrar na base do contrato proposto por Hobbes no Leviathan.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Desafio da Investigação Filosófica #6

Valendo um brinde exclusivo do blog, o desafio consiste em apresentar uma solução para o problema colocado abaixo. A primeira resposta considerada completa e correta será a vencedora. O resultado será divulgado quando houver vencedor (a). As respostas devem ser escritas aqui no blog, diretamente nos comentários desta postagem, e devem conter o nome, o sobrenome, a cidade e o estado do (a) autor (a). A resposta deve ser oferecida em um único comentário (não consideraremos respostas divididas), mas uma pessoa pode tentar mais de uma resposta. 

Aqueles (as) que desejarem propor um desafio ou oferecer uma premiação, podem enviar um email para desafiosdaif@gmail.com.

Lembramos que o desafio #5 ainda não foi solucionado. Tente uma resposta aqui!

E o desafio número 6 da investigação filosófica é...

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Solução do Desafio #4 - O Jogo das Serpentes


Anunciamos que o Desafio #4 da Investigação Filosófica foi resolvido pelo Flávio Reis, de Três Pontas (MG). Veja o desafio e a resposta aqui!

Lembramos que o desafio #5 ainda não foi solucionado. Arrisque uma resposta aqui!



segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Desafio da Investigação Filosófica #5

É com grande satisfação que anunciamos o Desafio da Investigação Filosófica #5!

Valendo um brinde exclusivo do blog, o desafio consiste em apresentar uma solução para o problema colocado abaixo. A primeira resposta considerada completa e correta será a vencedora. O resultado será divulgado em uma semana (no dia 15 de janeiro) ou quando houver vencedores (no caso de não ter sido resolvido até lá). As respostas devem ser escritas aqui no blog, diretamente nos comentários desta postagem, e devem conter o nome, o sobrenome, a cidade e o estado do (a) autor (a). A resposta deve ser oferecida em um único comentário (não consideraremos respostas divididas).

Aqueles (as) que desejarem propor um desafio ou oferecer uma premiação, podem enviar um email para desafiosdaif@gmail.com.

E o desafio número 5 da investigação filosófica é...

sábado, 23 de dezembro de 2017

O terceiro homem no "Parmênides" de platão



O terceiro homem no "parmênides" de platão: A estrutura do argumento e Uma proposta de solução
Guilherme da Costa Assunção Cecílio
O argumento do Terceiro Homem presente no “Parmênides” constitui uma formidável objeção à teoria das Ideias, à qual Platão não apresentou resposta explícita. A despeito disso, cremos ser possível haurir da filosofia platônica uma solução para a referida objeção, solução esta que estaria verossimilmente à disposição do filósofo. Sendo assim, compreende-se que Platão não tenha sido forçado a renunciar à teoria das Ideias, ao menos no que se refere às dificuldades que o Terceiro Homem lhe opõe.
Palavras-chave: teoria das Ideias “Parmênides” argumento do Terceiro Homem; autopredicação não-identidade

Para ler o artigo completo, aqui.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Considerações sobre o Contrato Social II: Platão





No Livro II da República de Platão Gláucon pedirá que Sócrates defenda a justiça por si mesma e censure a injustiça, pois diz se sentir em aporía ao ouvir Trasímaco e milhares de outros [μυρίων ἄλλων] falarem que a vida do injusto é melhor do que a do justo, ao passo que falar a favor da justiça, como sendo superior a injustiça, ainda não ouviu ninguém falar, como é sua vontade.  Por isso, irá reafirmar seu desafio a Sócrates de ouvir o elogio da justiça αὐτὸ καθαὑτό[1]. No intuito de retomar Trasímaco, irá, dessa forma, dividir o seu discurso em três partes, que pretenderemos seguir em nosso trabalho:

πρῶτον μὲν ἐρῶ δικαιοσύνην οἷον εἶναί φασιν καὶ ὅθεν γεγονέναι, δεύτερον δὲ ὅτι πάντες αὐτὸ οἱ ἐπιτηδεύοντες ἄκοντες ἐπιτηδεύουσιν ὡς ἀναγκαῖον ἀλλοὐχ ὡς ἀγαθόν, τρίτον δὲ ὅτι εἰκότως αὐτὸ δρῶσι· πολὺ γὰρ ἀμείνων ἄρα τοῦ ἀδίκου τοῦ δικαίου βίος, ὡς λέγουσιν.
primeiro falarei o que dizem ser a justiça e sua origem, segundo que todos aqueles que a praticam, praticam por necessidade, mas não como um bem, terceiro  que naturalmente procedem assim, porquanto, afinal de contas, a vida do injusto é muito melhor do que a do justo, no dizer deles. (Rep., 358c1-5)

No entanto, antes de iniciar sua exposição, Gláucon irá classificar o bem [ἀγαθόν] em três tipos diferentes (Rep., 357b4-d2):
(i) O primeiro tipo de bem é aquele que desejamos não por suas consequências [ἀποβαινόντων], mas por o estimarmos por si mesmo [αὐτὸ αὑτοῦ ἕνεκα], como o que é agradável [τὸ χαίρειν] e os prazeres inofensivos [αἱ ἡδοναὶ ὅσαι ἀβλαβεῖς], dos quais nada resulta depois no tempo senão o agrado de os possuirmos [μηδὲν εἰς τὸν ἔπειτα χρόνον διὰ ταύτας γίγνεται ἄλλο χαίρειν ἔχοντα].
(ii) O segundo tipo de bem é aquele que gostamos por ser agradável em si mesmo e pelas suas consequências, como a sensatez, a visão e a saúde [ αὐτό τε αὑτοῦ χάριν ἀγαπῶμεν καὶ τῶν ἀπ᾽ αὐτοῦ γιγνομένων, οἷον αὖ τὸ φρονεῖν καὶ τὸ ὁρᾶν καὶ τὸ ὑγιαίνειν].
(iii) O terceiro tipo de bem é do tipo penoso, mas útil, e não aceitaríamos a sua posse por amor a ele, mas sim devido às recompensas e a outras consequências que dele derivam [γὰρ ἐπίπονα φαῖμεν ἄν, ὠφελεῖν δὲ ἡμᾶς, καὶ αὐτὰ μὲν ἑαυτῶν ἕνεκα οὐκ ἂν δεξαίμεθα ἔχειν, τῶν δὲ μισθῶν τε χάριν καὶ τῶν ἄλλων ὅσα γίγνεται ἀπ᾽ αὐτῶν]. Como exemplos deste, temos a ginástica, o tratamento de doenças, a prática médica e outras maneiras de se obter dinheiro.
Sócrates irá colocar a justiça no segundo tipo de bem, enquanto Gláucon vai dizer que, de acordo com o parecer da maioria [δοκεῖ τοῖς πολλοῖς], não é esse o tipo no qual a justiça se encaixa, mas que pertence à espécie penosa [τοῦ ἐπιπόνου εἴδους], a que se pratica por causa das recompensas, da reputação e das aparências, mas que por si mesma se deve evitar, como sendo dificultosa. Sendo o problema dos bens o da relação entre ser em si e a aparência (dóxa), Gláucon continuará seu argumento por uma defesa da relação da justiça apenas com a aparência. Tomaremos esta divisão, por ele feita, por motivos de clareza, pois acreditamos que os argumentos se encadeiam e não podem ser entendidos por inteiro se forem separados.
Seu primeiro argumento (Rep., 358e2-359b5) tem o intuito de demonstrar a natureza da justiça, assim como sua origem, segundo o lógos dos polloí [ μὲν δὴ φύσις δικαιοσύνης ... καὶ ἐξ ὧν πέφυκε τοιαῦτα, ὡς λόγος] (Rep., 359b6-7). Será sobre isso que iremos tratar neste artigo no intuito de fundamentar as bases que consagram o argumento de Gláucon como sendo do tipo contratualista. Para isso, iremos nos utilizar de fontes clássicas e contemporâneas para fundamentar nossa hipótese.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Prometeu e a aporía humana




Prometeu e a aporía humana
Luiz Maurício B. R. Menezes





Conta-nos o mito grego que Zeus teria encarregado os irmãos Epimeteu e Prometeu de distribuir as capacidades dos seres vivos antes de sua gênese no mundo. Epimeteu pediu a Prometeu que ele próprio ficasse incumbido da distribuição e que Prometeu depois iria conferir o seu trabalho. E no procedimento de distribuição, Epimeteu conferiu a algumas criaturas a força, a outras, velocidade, a alguns, garras, a outros, asas e, assim por diante, ele parecia distribuir adequadamente as capacidades entre os seres existentes. No entanto, não sendo muito sábio, acaba usando todas as capacidades antes que chegasse no homem. Isso leva-o a um impasse, um momento de desconforto em que ele não consegue resolver o problema que lhe está posto. Tal momento de impasse, que o próprio Epimeteu se meteu, é o que chamamos em filosofia de “aporía”.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Desafio da Investigação Filosófica #4

É com grande satisfação que anunciamos mais um Desafio da Investigação Filosófica!

Valendo desta vez um brinde exclusivo do blog, o desafio consiste em apresentar uma solução para o problema colocado abaixo. A primeira resposta considerada completa e correta será a vencedora. O resultado será divulgado em uma semana (no dia 15 de dezembro) ou quando houver vencedores, no caso de não ter sido resolvido até lá. As respostas devem ser escritas aqui no blog, diretamente nos comentários desta postagem, e devem conter o nome, o sobrenome, a cidade e o estado do (a) autor (a). A resposta deve ser oferecida em um único comentário (não consideraremos respostas divididas).

Aqueles (as) que desejarem propor um desafio ou oferecer uma premiação, podem enviar um email para desafiosdaif@gmail.com.

E o desafio número 4 da investigação filosófica é...

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