domingo, 19 de fevereiro de 2012

Wittgenstein e o Externalismo

Autor: Alexandre Machado

Uma teoria sobre uma determinada propriedade  F é externalista se dela se segue a possibilidade que, de duas coisas que possuem as mesmas propriedades intrínsecas (e, por isso, são intrinsecamente indistinguíveis entre si), apenas uma delas possua a propriedade F. O que determina que uma delas possui a propriedade  F é sua relação com outra coisa. Chamemos uma propriedade assim de externa. Há muitas propriedades que são obviamente externas. Entretanto, alguns filósofos contemporâneos sustentam, contra boa parte da tradição filosófica, que, apesar das aparências em contrário, certas propriedades que são geralmente consideradas internas são, ao menos em alguns casos, externas. Dentre essas propriedades estão a propriedade que um indivíduo tem de ter uma crença cognitivamente justificada (externalismo epistemológico), de ter um evento mental com um determinado conteúdo (externalismo sobre o conteúdo mental) e de ser capaz de usar uma expressão lingüística com um determinado significado (externalismo semântico).


Citação: Machado, Alexandre (2007). "Wittgenstein e o Externalismo". In: Smith, P.J. & Silva Filho, W. (org.). Ensaios sobre Ceticismo. São Paulo: Alameda.

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