sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dois tipos de possibilidades metafísicas

Resumo: Neste ensaio, pretendemos mostrar o que é a possibilidade metafísica, distinguindo-a da possibilidade lógica e da possibilidade física, e depois indicar que há pelo menos dois tipos de possibilidades metafísicas, a saber, as potencialidades das coisas e as possibilidades de ocorrência de eventos. E isso é um objetivo importante, pois torna mais clara a discussão sobre possibilidades. Para indicar o que é a possibilidade metafísica, tentarei mostrar que é preciso uma modalidade absoluta para o debate sobre o que é possível não seja trivial. E para indicar que há dois tipos de possibilidades metafísicas, mostrarei que podemos falar de modo independente dessas duas noções de possibilidade, e que o debate sobre determinismo e indeterminismo pressupõe essa distinção. A conclusão que chegamos é que há realmente esses dois tipos de possibilidades metafísicas, e que, se não quisermos ser ambíguos, teremos boas razões para utilizarmos essa distinção em nossas teorias sobre possibilidades.

Palavras-Chave: Metafísica. Modalidade. Possibilidades Metafísicas.


Abstract: In this article, I intend to show what the metaphysical possibility is, distinguishing it from the logical and the physical possibilities, and then to indicate that at least there is two kinds of metaphysical possibilities, i.e., the potentialities of the things and the possibilities of the events to occur. This is an important goal because it makes clearer the discussion about possibilities. To show what the metaphysical possibility is, I try to show that we need an absolute modality for the debate about what is possible do not be trivial. And to indicate that there are two kinds of metaphysical possibilities, I show that we can talk independently about these two notions of possibility, and that the debate between determinism and indeterminism presupposes such distinction. The conclusion we achieve is that there really are these two kinds of metaphysical possibilities, and that if we don’t want to be ambiguous, we have good reasons to use such distinction in our theories about the possibilities.

Key-Words: Metaphysics. Modality. Metaphysical Possibilities.


Citação deste artigo: Cid, Rodrigo (2010). "Dois tipos de possibilidades metafísicas". Revista Índice: vol. 2, n. 2, pp. 86-93.

3 comentários:

Zephyr disse...

Curti o ensaio. Poderia, inclusive, arriscar-me a dizer que compartilhamos certas visões de mundo.
Com certeza Hume passou da conta no tratado da natureza humana, tento acreditar que ele era um jovem extremamente -talvez unicamente - disposto a chocar toda uma civilização(e conseguiu) mergulhada em discussões metafisicas, etc... todavia, é muito cômodo o filosofo escocês chegar, e dizer que nada disso existe ashashu
Foi preciso Kant intervir, para então recuperar (por exemplo) a boa e velha teoria "das formas" de platao -transmutada em teoria da "substancia" -(nas obras de aristoteles) para reparar o dano causado pelos excessos céticos de Hume. Admiro Humepra caramba, um cara sacana, vaidoso, mas que esta infinitamente longe de ser um idiota do senso comum.
Se nao fosse nossa tese da substancia heim amigo, o qua seria do seu ensaio hoje? Pra mim tudo isso é lindo, o homem acumulando conhecimento ao longo dos seculos, foi preciso nao uma vida de trabalho, mas gerações inteiras para que fossemos capazes de fundar o idealismo aleméao por exemplo;
bom trabalho, se eu discordar de algo, vou ter prazer em dizer hehe

Zephyr disse...

Queira perdoar a péssima pontuação do meu texto. Ainda estou me adaptando ao teclado frances, até o "a" ta fora de lugar!! um inferno hehe

Rodrigo Cid disse...

Valeu pelo comentário, Zephyr!

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