terça-feira, 24 de agosto de 2010

Reencarnação e Sobreveniência à Matéria: uma resposta a Robert Almeder

Resumo: Almeder argumenta em seu “Sobre a Reencarnação” (Doore, 1992) que a explicação reencarnacionista de Ian Stevenson é a melhor explicação para pelo menos três dos casos investigados por este último (em Twenty Cases Suggestive of Reincarnation) e que as posições céticas são dogmáticas. Meu objetivo neste artigo é mostrar que, mesmo aceitando que a reencarnação é possível, há outro tipo de teoria, não-reencarnacionista, que poderia explicar os mesmos dados explicados pela teoria reencarnacionista de Stevenson. Pretendo mostrar que qualquer teórico que assere a sobreveniência da mente sobre a matéria pode explicar tais dados.


Palavras-Chave: Reencarnação. Dados de Stevenson. Sobreveniência.
  
            A primeira coisa que acredito que devo fazer é falar sobre os casos investigados por Stevenson e utilizados por Almeder no texto referido (Doore, 1992, pp. 40-53). Três foram os casos de Stevenson abordados por Almeder: o caso de Bishen Chand, o caso de Swarnala e o caso de Lydia Johnson. O primeiro é o caso de um garoto, Bishen Chand, que sabia toda a história de vida e muitos segredos de uma pessoa que não havia probabilidades razoáveis que ele conhecesse ou tivesse ouvido falar, e se identificava com tal pessoa; além de apresentar habilidades que não aprendera em sua vida presente, mas que eram presentes na vida da pessoa que é suposta como a vida passada de Bishen Chand. O caso de Swarnala é semelhante: do mesmo modo como Bishen Chand, ela se lembrava de ter vivido outra vida, dando descrições completas e verificadas de sua vida e família passadas; além disso, ela também apresentava habilidades com línguas não aprendidas, embora não fossem de nenhuma vida passada de que se lembrasse. E o caso de Lydia Johnson exemplifica a xenoglossia responsiva, que é a habilidade de responder e compreender uma língua não aprendida na vida presente (Doore, 1992, p. 46). A senhora Johnson, depois de algumas seções de hipnose, passou a falar como um homem, se identificar com ele e falar em sua língua, o sueco medieval, língua desconhecida para ela.
            Almeder faz questão de indicar que Stevenson analisou muitas variáveis a fim de descartar a hipótese da fraude, além de, pelo que parece ao ler o relato de Almeder, ter sido extremamente honesto e cuidadoso na coleta dos dados. Muitos dados foram anotados e comprovados posteriormente e as motivações para a fraude (como ganho financeiro) não estavam presentes, pois as famílias dos objetos de cada caso eram pobres, além numerosas (o que exigiria muita gente envolvida numa farsa). Almeder admite a possibilidade de farsa, mas a toma como uma possibilidade remota; dada a falta de motivação e logística para uma farsa tão bem produzida, ele julga que não há uma probabilidade razoável de os casos se tratarem de fraude. Se Almeder está ou não certo ao defender que a probabilidade de fraude é extremamente pequena, essa não será uma questão para tratarmos aqui; admitiremos, para darmos continuidade ao argumento, que os casos não são farsas, e que as experiências dos envolvidos são tais como eles descrevem. Por exemplo, tomamos como verdade que o indivíduo do caso realmente teve a memória que descreveu, mas não sabemos se essa memória indica que aquela pessoa viveu numa outra vida – este será o ponto de discussão principal entre eu e Almeder. Meu objetivo aqui é discutir se a reencarnação é ou não a melhor explicação para os três casos de Stevenson, e não se os casos de Stevenson têm as virtudes epistêmicas suficientes para excluírem a fraude. Mesmo que eles fossem fraudados, a investigação sobre qual deve é a melhor explicação para um caso desses, se ocorresse, é interessante filosoficamente.
            Outros passos de Almeder para tornar mais aceitável que a reencarnação é a melhor tese para explicar os dados de Stevenson são: desqualificar a não aceitação do reencarnacionismo como uma posição cética dogmática e mostrar que as explicações alternativas à reencarnação que aceitam a existência de propriedades paranormais (como clarividência, telepatia etc) não são boas para explicar os casos. Eu pretendo aceitar que a posição cética caracterizada por Almeder é realmente dogmática e que as propriedades paranormais indicadas por ele realmente são piores que a reencarnação para explicar os casos; entretanto, ainda assim, pretendo oferecer uma solução alternativa e mais simples que o reencarnacionismo.
            A posição cética nesse debate é caracterizada por Almeder por defender principalmente a tese dogmática de que não há evidências que comprovariam a reencarnação, dada a reencarnação ser ou implicar uma tese incrível sobre a natureza da consciência. Onde a tese é incrível depende do cético, mas varia de a existência de uma consciência sem corpo, até as teses mais escandalosas, que o cético gostaria de fazer o reencarnacionista ter de aceitar. Algumas dessas teses são: a existência de uma consciência sem corpo, mas com capacidades causais e perceptivas, ou a existência de um corpo astral, a existência de algum local onde a consciência permanece antes de reencarnar etc. Almeder tenta defender que assumir a reencarnação não nos exige nenhuma dessas teses e que assumir que tais teses são escandalosas é, novamente, ser dogmático; contudo, infelizmente ele não provê uma alternativa para explicarmos todos essas teses que parecem necessárias a um sistema teórico reencarnacionista. A reencarnação precisa de uma explicação para como ela acontece: se algo da personalidade humana sobrevive à morte, então precisamos de uma explicação de como isso seria possível. E é nesse ponto que o cético tenta fazer com que o reencarnacionista tenha que aceitar certas teses, o que causaria um “inchaço” metafísico na teoria reencarnacionista. O ponto de Almeder é dizer que não há problema com isso se não formos dogmáticos e se quisermos explicar os dados de Stevenson. O problema é que mesmo uma teoria seja não dogmática e que explique os dados de Stevenson, não parece que ela tenha que ser reencarnacionista, ou que a melhor teoria para explicá-los seria uma teoria reencarnacionista.
            O próprio Almeder propõe algumas teses não dogmáticas, mas mostra que elas não são melhores que a reencarnacionista. Duas dessas teses envolvem propriedades paranormais, e são: a primeira, um misto de clarividência com uma identificação subconsciente com algum objeto presente na clarividência, e a segunda seria uma xenoglossia clarividente. O argumento de Almeder contra essas teses e a favor do reencarnacionismo é que as habilidades paranormais indicadas são habilidades gerais, e não habilidades com relação a uma família específica ou uma pessoa específica. Nenhum dos indivíduos dos casos de Stevenson, apresentados por Almeder, apresentou habilidades gerais – de modo que, ao compararmos reencarnacionismo e outras duas teses, a melhor explicação seria a do reencarnacionismo. Posso concordar com isso; e, de fato, concordo. Mas não são apenas essas teses que devem ser comparadas com o reencarnacionismo à procura da melhor explicação para os dados de Stevenson. A solução que proponho, exponho a seguir.
            Minha explicação alternativa deve começar com explicação da noção de sobreveniência. Quando falamos que a A é sobreveniente a B, queremos dizer que não pode haver modificação em A sem haver modificação em B, e que não pode haver dois indivíduos que sejam idênticos com relação a B e distintos com relação a A. Assim, quando falamos que a mente é sobreveniente à matéria, o que queremos dizer é que não pode haver modificação na mente se não houver modificação na matéria (no caso, o cérebro), e que não pode haver dois indivíduos com cérebros idênticos e mentes não idênticas.
Mas como essa noção nos ajudará a formular uma tese alternativa à reencarnacionista? Em primeiro lugar aceitamos que, como uma possibilidade epistêmica pelo menos, o reencarnacionismo é possível. Isso nos garante que não sejamos acusados de dogmáticos. Em segundo lugar, a teoria alternativa: se a mente é sobreveniente ao cérebro, então uma ótima e simples explicação para duas pessoas em tempos diferentes terem a mesma memória (ou outro evento mental) é elas terem o mesmo estado cerebral. Como não estamos tratando de um evento mental isolado, mas de uma sequência deles (como conjuntos de memórias, habilidades etc), teremos que dizer que ambos estariam nas mesmas sequências de estados cerebrais, ou pelo menos essa seria a explicação mais razoável – dado que a princípio não há impedimentos de dois.estados cerebrais diferentes causarem o mesmo estado mental, há apenas a necessidade de estados cerebrais idênticos causem estados mentais idênticos. Assim, a explicação que proponho para dar conta dos dados de Stevenson é que os indivíduos de cada caso encontravam-se nos mesmos estados cerebrais que os indivíduos de suas supostas vidas passadas; por exemplo, encontrando-se no mesmo estado cerebral que permitia ao indivíduo da suposta vida passada ter a mesma memória que o indivíduo da vida atual tem.
Agora temos duas concepções concorrentes visando explicar os dados de Stevenson: a reencarnacionista e da sobreveniência. Nenhuma delas é dogmática e cada uma explica os dados diferentemente. Resta-nos saber se essa concepção é uma melhor explicação que a reencarnacionista. Enquanto esta última concepção diz-nos que as memórias, conhecimentos e habilidades não aprendidos (nesta vida) e apresentados pelos indivíduos dos casos de Stevenson são explicados pelo fato de esses indivíduos serem reencarnações de indivíduos que adquiriram tais memórias, conhecimentos e habilidades de modo não-reencarnacionista (passando pela experiência, por exemplo), a concepção da sobreveniência nos diz que tais memórias, conhecimentos e habilidades são explicados pelo fato de o indivíduo que apresenta a memória, o conhecimento ou a habilidade não aprendida nesta vida estar no mesmo estado cerebral (ou mesma sequência de estados cerebrais) que outro indivíduo que adquiriu tal memória, conhecimento ou habilidade de modo não-reencarnacionista. Agora como decidiremos qual é a melhor tese?
Meu método é tomar as características teóricas epistemicamente virtuosas ou viciosas e usá-las para medir as duas concepções que tentam explicar os dados de Stevenson. Que características são essas? Algumas delas são: quantidade de compromissos ontológicos necessários e desnecessários, capacidade explicativa e/ou preditiva, capacidade de integração com outras teses científicas ou filosóficas, possibilidade de verificação, entre outras. Dados esses critérios, será melhor a teoria reencarnacionista? Minha resposta é que não, pois a teoria reencarnacionista: tem mais compromissos ontológicos desnecessários que a concepção da sobreveniência, tem a mesma capacidade explicativa desta, é menos integrável do que esta com outras teses das ciências e da filosofia, e não permite – diferentemente da concepção da sobreveniência – que seja possível a verificação.
Comecemos pela possibilidade de verificação: enquanto não há problemas teóricos em tomarmos 2 indivíduos que afirmam ter o mesmo evento mental e analisarmos se eles têm o mesmo estado cerebral, há problemas para verificarmos se alguém é reencarnação de outra pessoa, pois o máximo que teremos são descrições de estados mentais, e não uma indicação de transmigração de consciência. Assim, basear-se em estados mentais como evidência para a reencarnação é um tanto indireto, de um modo que a análise de estados cerebrais não é.
Com relação à capacidade de ser integrada às outras ciências, penso que o reencarnacionismo tem menos, pois a existência de reencarnação exige que outras coisas sejam verdadeiras, como haver uma independência da consciência com relação ao cérebro (porque apenas se houver tal independência a mente pode sobreviver à morte do corpo), tese esta que entra em conflito com as nossas melhores teorias neurológicas. De modo distinto, a tese da sobreveniência, por se fundar numa pressuposição naturalista é integrável com as ciências, não entrando em conflito com a neurologia.
Como consideramos ambas as teses com a mesma capacidade explicativa, passemos aos compromissos ontológicos de cada uma. A tese da sobreveniência se compromete com a existência de corpos materiais, com a existência de mentes (sobrevenientes aos cérebros) e com a existência de todo o mundo natural investigado pelas ciências. A tese da reencarnação, por sua vez, além de comprometer com as mesmas coisas que a tese da sobreveniência, compromete-se também com a existência de uma consciência sem corpo (que podemos chamar de alma) ou de uma consciência num corpo astral. Tal compromisso gera uma série de questões teóricas controversas sobre a natureza e substancialidade do corpo astral ou sobre o modo como uma consciência sem corpo pode ser distinta do resto do universo. Almeder diz que o reencarnacionismo não precisa pressupor todas essas coisas, mas não nos provê uma abordagem de como o reencarnacionismo pode ser verdadeiro. Certamente, uma teoria reencarnacionista não precisa aceitar que a consciência voluntariamente escolhe um corpo para reencarnar, mas ela certamente precisa dar uma abordagem da natureza da consciência não corpórea.
Não é realmente um problema fatal para uma teoria ter mais compromissos ontológicos que outra, mas isso certamente coloca a teoria numa posição delicada, principalmente se houver outras teorias que explicam a mesma coisa e se comprometem menos. Juntando aos compromissos ontológicos do reencarnacionismo sua baixa capacidade de integração com outras teses científicas e sua baixa possibilidade de verificação, frente à tese da sobreveniência, a tese da reencarnação não tem condições de requerer o título de melhor explicação para os dados de Stevenson.
Em resumo, este texto intentou ser uma resposta direta à tese de Almeder de que a reencarnação é a melhor explicação para os dados de Stevenson. Indiquei de modo breve quais eram os dados de Stevenson e as explicações possíveis que Almeder tratou, e tentei mostrar que há uma teoria alternativa que não era dogmática. Depois mostrei que, comparativamente, a tese da sobreveniência da mente à matéria dá conta de explicar a mesma coisa que a tese reencarnacionista pretendia e é melhor que esta no que diz respeito a alguns critérios epistemológicos para considerarmos uma teoria melhor que outra. É claro que outros critérios, não pensados por nós agora, poderão (pelo menos epistemicamente) ser levantados a fim de favorecer o reencarnacionismo no que diz respeito a virtudes teóricas. Como não consigo imaginar que critérios seriam esses, finalizo aqui meu artigo, e fico na expectativa de um contra-argumento reencarnacionista.


Referências

Almeder, Robert. “Sobre a Reencarnação”. In: Doore, Gary. Explorações contemporâneas da vida depois da morte. São Paulo: Cultrix, 1992. Encontrado como artigo eletrônico em  http://books.google.com.br/books?id=H7yJv9m8gQEC&pg=PA40&lpg=PA40&dq=Sobre+a+reencarnação+Almeder&source=bl&ots=CVBulM7-Ye&sig=67U7Rj3SVY3u1DNLAP8Qk44UgEQ&hl=pt-BR&ei=rsJvTNjcNoT78AaQ-qy2Cw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=3&ved=0CB8Q6AEwAg#v=onepage&q=Sobre%20a%20reencarna%C3%A7%C3%A3o%20Almeder&f=false, acessado dia 20/08/2010

5 comentários:

L Janz disse...

Muito bom texto, Rodrigo.

Embora eu esteja só parcialmente de acordo com a 'tua' tese, ainda assim, não há dúvida de que, em termos de um maior rigor científico-filosófico, ela seja de fato mais forte do que a contestada. Não ando muito inspirado esses dias.. Assim, se o 'tempo mudar', ainda tento concatenar alguns contra-argumentos para uma terceira e talvez mais 'sólida' perspectiva.

Forte abraço, LJ.

Rodrigo Cid disse...

Obrigado, Leo! Espero seus contra-argumentos ansiosamente.

Rogerio disse...

Olá Rodrigo Cid,

achei muito legal você escrever sobre isso. É um tema polêmico, e em geral as pessoas projetam nessas discussões uma imensa carga emocional, o que atrapalha muito as discussões. Eu gostei do tom sóbrio do teu trabalho.

Mas, quanto ao conteúdo, o argumento de Almeder parece-me mais forte do que o seu. Você sugere que semelhanças de memória são devidas a estados semelhantes do cérebro. Ok, mas isso não nos dá nenhuma explicação (nem em princípio) para esses casos discutidos por Almeder. Nesse ponto eu concordo com o Vítor e o Flavio.

Mostrar que algo existe ou acontece é diferente de explicar como funciona. O que Almeder e outros procuram mostrar é apenas que há algo que sobrevive à morte do corpo. Isso ainda não é uma teoria de como isso funciona. Nesse sentido, a hipótese da sobrevivẽncia é parecida com a hipótese de que nosso universo é formado em sua maior parte (96%) por matéria e energia escura. Ninguém sabe o que isso é. Ninguém sabe que propriedades a matéria escura tem, ninguém nunca a detectou. Mas ela é mesmo assim postulada pelos físicos para explicar algo que observamos: a aceleração crescente da expansão do universo. Podemos, do mesmo modo, postular que há algo que sobrevive à morte de nossos corpos, para explicar algo que observamos (os casos do tipo Stevenson), mesmo sem saber direito o que é isso. Isso ainda não é uma explicação. Mas ela nos fornece um guia sobre onde buscar uma explicação. Por isso essa hipótese parece-me melhor que a sua...

No seu texto, você diz que a sua hipótese é verificável e que a do reencarnacionismo não é. Isso eu não entendi. Como você poderia verificar que uma pessoa no século XIX teve o mesmo estado mental que uma que está viva agora? O cérebro daquela pessoa no século XIX já nem existe mais! Como você verificaria uma hipótese dessas?

Abraços,
--Rogério

Rodrigo Cid disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rodrigo Cid disse...

Obrigado, Rogério!

[i]Mostrar que algo existe ou acontece é diferente de explicar como funciona. O que Almeder e outros procuram mostrar é apenas que há algo que sobrevive à morte do corpo. Isso ainda não é uma teoria de como isso funciona.[/i]

Claro, entendo. Mas uma teoria de como isso funciona terá que postular mais entidades do que uma teoria que fale da sobreveniência, ou seja, terá que ter mais compromissos ontológicos. E, se há outra teoria que explica as mesmas coisas e se compromete menos, tendemos a preferir a que se compromete menos. Isso ainda não é falar sobre a possibilidade de existência da reencarnação, mas é apenas dizer que é mais compromissada desnecessariamente (dada a existência de uma teoria que explica o mesmo e é menos compromissada).

[i]Nesse sentido, a hipótese da sobrevivẽncia é parecida com a hipótese de que nosso universo é formado em sua maior parte (96%) por matéria e energia escura. Ninguém sabe o que isso é. Ninguém sabe que propriedades a matéria escura tem, ninguém nunca a detectou. Mas ela é mesmo assim postulada pelos físicos para explicar algo que observamos: a aceleração crescente da expansão do universo. Podemos, do mesmo modo, postular que há algo que sobrevive à morte de nossos corpos, para explicar algo que observamos (os casos do tipo Stevenson), mesmo sem saber direito o que é isso.[/i]

Claro, podemos. Mas a discussão é exatamente isso. Devemos postular a sobrevivência de algo, ou há uma teoria melhor?

[i]Isso ainda não é uma explicação. Mas ela nos fornece um guia sobre onde buscar uma explicação. Por isso essa hipótese parece-me melhor que a sua...[/i]

Mas eu forneço caminhos para buscarmos melhorar a nossa explicação: a análise de cérebros.

[i]No seu texto, você diz que a sua hipótese é verificável e que a do reencarnacionismo não é. Isso eu não entendi. Como você poderia verificar que uma pessoa no século XIX teve o mesmo estado mental que uma que está viva agora? O cérebro daquela pessoa no século XIX já nem existe mais! Como você verificaria uma hipótese dessas?[/i]

É, então... Eu diria que a minha hipótese é, em princípio, verificável, pois poderíamos colocar máquinas nas cabeças de todas as pessoas, que medissem seus estados cerebrais o tempo todo, e poderíamos comparar com as pessoas futuras. É claro que há uma dificuldade prática nisso, mas não dificuldades teóricas (dificuldades estas que sofre a tese reencarnacionista).

Um abraço,

Rodrigo Cid

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