terça-feira, 13 de agosto de 2019

O Governo do Filósofo



O GOVERNO DO FILÓSOFO
Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes

RESUMO: A concepção de Gláucon da justiça se faz por um artifício. O governo se constitui por um contrato que determina o legal e o justo. A partir desse contrato, o governante pode controlar a justiça dos governados de modo que ele mesmo não precise do contrato participar. A fim de reforçar o discurso de Trasímaco, Gláucon irá propor a Sócrates um desafio em que este terá que provar que a justiça é melhor do que a injustiça. Ou seja, é tarefa de Sócrates demonstrar que a justiça sempre é superior à injustiça em qualquer situação contrafactual, trazendo sempre benefícios àquele que pratica a justiça. A dificuldade para se responder o desafio proposto por Gláucon, se encontra em um caso na República em que o cumprimento da justiça parece não trazer benefícios ao agente, mas uma pena. Esse é o caso do filósofo governante e sua coação (anánke) para governar. Para isso, deve-se entender o motivo pelo qual o filósofo é coagido a governar, não sendo, portanto, uma questão de escolha, mas de algo cuja recusa lhe é impossível devido à justiça. A solução de Sócrates para responder ao desafio da justiça parte das definições de justiça política, fazer cada cidadão a sua função, e a justiça psíquica, a harmonia entre as partes da alma. Nosso argumento demonstra que a própria justiça presente na alma do filósofo é determinante para a realização da justiça na cidade, de modo que o governo do filósofo se justifica na necessidade de se concretizar a justiça na Kallípolis e permitir o bom governo.

Palavras-Chave: República de Platão. Filósofo Governante. Desafio de Gláucon. Arte do Governo. Filosofia Política.

Para ler o artigo completo na JOURNAL OF ANCIENT PHILOSOPHY, aperte aqui.

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