quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Desafio da Investigação Filosófica #6

Valendo um brinde exclusivo do blog, o desafio consiste em apresentar uma solução para o problema colocado abaixo. A primeira resposta considerada completa e correta será a vencedora. O resultado será divulgado quando houver vencedor (a). As respostas devem ser escritas aqui no blog, diretamente nos comentários desta postagem, e devem conter o nome, o sobrenome, a cidade e o estado do (a) autor (a). A resposta deve ser oferecida em um único comentário (não consideraremos respostas divididas), mas uma pessoa pode tentar mais de uma resposta. 

Aqueles (as) que desejarem propor um desafio ou oferecer uma premiação, podem enviar um email para desafiosdaif@gmail.com.

Lembramos que o desafio #5 ainda não foi solucionado. Tente uma resposta aqui!

E o desafio número 6 da investigação filosófica é...


O Prisioneiro Cego*

De três prisioneiros que estavam num certo cárcere, um tinha visão normal, o segundo era caolho e o terceiro era totalmente cego. Os três eram, pelo menos, de inteligência média. O carcereiro disse aos prisioneiros que, de um jogo de três chapéus brancos e dois vermelhos, escolheria três e colocá-los-ia em suas cabeças. Cada um deles estava proibido de ver a cor do chapéu que tinha em sua própria cabeça. Reunindo-os, o carcereiro ofereceu a liberdade ao prisioneiro com visão normal, se fosse capaz de dizer a cor do chapéu que tinha na cabeça. O prisioneiro confessou que não podia dizer. A seguir, o carcereiro ofereceu a liberdade ao prisioneiro que tinha um só olho, na condição de que dissesse a cor do seu chapéu. O caolho confessou que também não sabia dizê-lo. O carcereiro não se deu ao trabalho de fazer idêntica proposta ao prisioneiro cego, mas, à instância deste, concordou em dar-lhe à mesma oportunidade. O prisioneiro cego abriu, então, um amplo sorriso e disse:

"Não necessito da minha vista;
pelo que meus amigos com olhos disseram,
vejo, claramente, que o meu chapéu é .......... !"

A investigação filosófica quer saber: qual é a cor do chapéu do cego? Como ele pôde chegar a essa conclusão?

*Esse desafio foi retirado de Copi, I., Introdução à lógica, trad. Álvaro Cabral, São Paulo: Editora Mestre Jou, 1978. 


6 comentários:

Gabriel Dos Santos disse...

ele deduziu a partir da resposta dos companheiros, considerando que eles poderiam ver o chapeu dos outros.
Se o homem de visão normal (No 1) visse dois chapeus vermelhos nas cabeças dos companheiros, ele dirira que o proprio chapeu era vermelho. Mas ele não o fez, então existem pelo menos um chapeu branco nas cabeças dos companheiros.
O caolho soube disso,então se houvesse um chapeu vermelho na cabeça do cego, ele, inteligentemente, diria branco. Pois, pela resposta do amigo de visão normal, existem pelo menos um chpeu branco.
Então o cago soube que, se não tinham certeza da cor de seus chapeus depois disso, a cor de seu chapeu não era vermelha. E por eliminação, é branco

Gabriel Dos Santos disse...

... Companheiros, ele diria que o proprio chapeu era branco*

Mayra Moreira da Costa disse...

Essa resposta está incorreta, mas talvez você queira revisar e reescrever a resposta, incluindo também o nome da sua cidade e estado.

Lucas L.C disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lucas L.C disse...

A cor do chapéu do cego é branca.

Considere B como abreaviação de branco e V de vermelho para a explicação:

O primeiro prisioneiro (visão normal) não pode ter visto simultaneamente as cores V e V nos chapéus do caolho e do cego, pois senão diria automaticamente que a cor do seu chapéu é B, já que só existem dois chapéus V. Logo, há duas possibilidades: de ele ter visto dois chapéus B ou um chapéu B e um chapéu V (infere-se que há no mínimo um B entre o caolho e o cego).

Quando o segundo prisioneiro (caolho) diz que não sabe também, podemos excluir de imediato a possibilidade de ele ter visto V e V nos chapéus do prisioneiro com visão normal e do cego, pois ele diria que a cor do seu seria B pela mesma explicação acima. Logo, as possibilidades do que o caolho viu são:

1) B-V (visão normal e cego, respectivamente)
2) V-B (visão normal e cego, respectivamente)
3) B-B (visão normal e cego, respectivamente)

Mas, se o caolho tivesse visto a opção 1), saberia que o seu chapéu teria cor branca (pois o prisioneiro de visão normal não poderia ter visto as cores V e V simultaneamente). Logo a opção 1) é descartada. Ambas as opções 2) e 3) são possíveis, posto que nestes casos o caolho não teria como saber a cor do seu chapéu (pelo que o primeiro viu ele sabe que há no mínimo um B entre ele e o cego, mas como ele sabe que o cego tem B, não há conclusão final do seu próprio. O fato de o primeiro prisioneiro ter chapéu B ou V não exclui nenhuma cor).

Porém, quando passa a vez para o prisioneiro cego, ele vislumbrou as possibilidades 2) e 3) do que o caolho possa ter visto, e como em ambas a cor do seu chapéu é B, ele próprio conclui seu chapéu tem cor B.

Lucas Ligocki Candemil
Florianópolis - SC

Mayra Moreira da Costa disse...

Resposta correta, Lucas! Por gentileza, envie seus dados postais para desafiosdaif@gmail.com para o envio do seu brinde. Boas investigações!

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