quinta-feira, 5 de abril de 2012

Religiões e o avanço da ciência

Autor: Rogério Severo

Nos últimos cem anos, a ciência progrediu muito, trazendo grande ânimo às filosofias materialistas. No período, diversos pensadores influentes predisseram o declínio das religiões. Isso, no entanto, não aconteceu: as religiões adaptaram-se à realidade contemporânea, e continuam bem vivas e difundidas no mundo todo. A principal razão disso não está na engenhosidade dos religiosos nem na tendência humana de crer em mitos ou fantasias. É implausível que ilusões ou erros disseminados persistam por muito tempo se não têm algum amparo na realidade. Seguindo William James, podemos formular uma hipótese mais plausível: parte do que as religiões dizem é verdadeiro. De fato, há cinco afirmações comuns a todas as religiões, e por meio delas podemos iniciar uma investigação sobre a verdade das religiões.


Citação: Severo, Rogério (2012). "Religiões e o avanço da ciência". Jornal de Santa Maria: n. 3104, acessado em 02/04/2012 e encontrado em http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa/4%2c41%2c3713318%2c19309.

4 comentários:

NEFA - Núcleo de Estudos de Filosofia Analítica disse...

Embora eu não costume esperar ver tal tema abordado filosoficamente, e eu mesma não me proponha a tal, sempre vou considerar uma atitude filosófica a de dar espaço ao desconhecido. Nos tempos atuais, muitos na filosofia preocupam-se mais em vetar a esta possibilidades de busca do que em propriamente usar o conhecimento que já se tem para chegar mais perto de respostas às grandes questões...O que defendo é que não cabe à filosofia constatar o que não podemos conhecer e sim, buscar conhecer e só concluir impossibilidades quando a estas houver um veto absoluto e inquestionável. Não se trata de defender que há resposta a algo que não se pode garantir que haja mas sim, a buscar a resposta mesmo sem saber se existem pois a única forma aceitável para um filósofo desistir de uma questão filosófica é provar absolutamente a impossibilidade de resposta mas esse não deve ser o objetivo e sim, a resposta. Parece estranho ter de defender algo assim mas, muita gente da área precisa lembrar que a obrigação da filosofia é buscar respostas.Por isso considero mais válido algo que argumente objetivando uma resposta a uma questão - mesmo que não seja pela via de inquérito que adoto -do que o que tenho visto ser chamado de "filosofia".

rodrigo cid disse...

Certamente!
:D

Eu concordo com vc em parte. Eu discordo, pois penso que parte da filosofia, uma parte da epistemologia, tem de se preocupar com os limites do conhecimento. Mas concordo no ponto de que não podemos nos impedir de tentar responder as questões filosóficas com a maior dedicação que pudermos.

NEFA - Núcleo de Estudos de Filosofia Analítica disse...

Sim.A Epistemologia deve buscar saber esses limites mas, como eu disse, não deve afirmá-los sem que possa prová-los. E proponho que ache os limites pela tentativa de buscar conhecer o quanto for possível, até "bater no limite" ou, na resposta. Penso que isso seja mais sincero do que argumentar sobre a existência de limites que não se possa provar haver ( o que seria apenas contraproducente para a episteme).O medo de errar parece maior que a vontade de conhecer.

rodrigo cid disse...

Concordo completamente!

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