sexta-feira, 2 de março de 2012

Uma Resposta Hedonista à objeção da Máquina de Experiências

Autor: Leandro Shigueo

O princípio utilitarista desenvolvido por Jeremy Bentham fundamenta‐se na sujeição do homem à dor e ao prazer. De acordo com esse princípio, uma ação seria avaliada moralmente conforme a sua tendência em produzir prazer ou dor, considerando‐se todos aqueles envolvidos na ação. Essa posição continua sendo discutida nos debates em ética e, mesmo que Bentham afirmasse ser seu princípio da utilidade irrefutável, podemos encontrar problemas sérios em sua aplicação. Robert Nozick, por exemplo, foi um grande objetor dessa ideia. Expôs um caso hipotético para mostrar a dificuldade de aceitarmos o prazer como critério único de avaliação das consequências de nossas ações. Neste trabalho pretendo defender o utilitarismo hedonista dessa objeção. Nessa defesa, considerarei o hedonismo proposto por Bentham e desenvolvido por John S. Mill. Penso que o modo como este último desenvolve a noção de prazer nos fornece um meio de responder a objeção de Nozick. De acordo com isso, o trabalho será desenvolvido do seguinte modo: primeiramente, apresentarei a concepção do princípio utilitarista de Bentham; posteriormente, exporei a objeção de Nozick; na sequência, exporei a nova abordagem que Stuart Mill no que confere à questão dos prazeres; por fim, tentarei responder à objeção


Citação: Shigueo, Leandro (2011). "Uma Resposta Hedonista à objeção da Máquina de Experiências". Fundamento: vol. 1, n. 2, pp. 118-135.

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