terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Enunciado Falso e Não-Ser no Sofista de Platão

Autor: Alexandre Machado

Platão inicia o seu Sofista anunciando, através das palavras do Eleata, o objetivo do diálogo que se segue: “...cabe a mim e a ti, ao empreender esta análise, iniciá-la desde logo pelo estudo do sofista, ao que me parece, procurando saber e definir claramente o que ele é.” O Eleata propõe, então, um método para atingir este objetivo. Primeiramente, descobre-se o gênero mais alto ao qual pertence aquilo que se pretende definir. A seguir, procede-se uma divisão do gênero em espécies distintas, dentre as quais descobre-se aquela à qual pertence aquilo que se deseja definir. Divide-se novamente a espécie em subespécies e novamente descobre-se a qual delas pertence aquilo que se deseja definir. Este procedimento é repetido tantas vezes quantas forem necessárias para que se atinja a mais ínfima espécie à qual pertencem aquilo que se pretende definir. O método é exercitado pelo Eleata e por Teeteto na definição de algo “fácil de conhecer”, o pescador com anzol (218e-221b), e logo após é aplicado ao caso do sofista


Citação: Machado, Alexandre (1999). "Enunciado Falso e Não-Ser no Sofista de Platão". Barbarói: nº 11, pp. 81-109.

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