sábado, 15 de janeiro de 2011

A cientificidade das explicações dos fenômenos humanos

Resumo: Este trabalho propõe, em caráter ensaístico, algumas possibilidades de resposta à questão sobre ser apropriado ou não falar de ciências humanas do mesmo modo como falamos de ciências naturais. Procuramos enfatizar que tal questão surge de uma concepção errônea (de cunho positivista) do que seja objetividade das ciências naturais. Valemo-nos de algumas ideias de Karl Popper para discutir e criticar o mito do cientificismo, apontamos para o caráter histórico e social da atividade científica e, com isso, tentamos diminuir uma pretensa distância entre a cientificidade das ciências naturais e das ciências humanas. Por último tratamos brevemente de alguns padrões de explicação (compreensão) dos fenômenos humanos propostos por Granger e Domingues. Nosso texto visa ser um estímulo a uma futura discussão sobre a epistemologia das ciências humanas.


Palavras-Chave: Epistemologia. Ciências Humanas. Objetividade. Cientificismo.


Referência: Oliveira, Tiago Luís Teixeira de (2010). "A cientificidade das explicações dos fenômenos humanos". Investigação Φ Filosófica: vol. 1, n. 1, artigo digital 4.


2 comentários:

L. Janz disse...

Excelente trabalho! A destacada metáfora de Poper (no que tange as "redes de apreensão") é quase que insuperável.

*Texto como que obrigatório para todo livre-pensador, filósofo, cientista natural (ou político) bem como, e principalmente, nossos colegas sociólogos. :D

Tiago Luís disse...

Obrigado pelo comentário, L. Janz! Aceito também críticas e sugestões (é um texto introdutório, como já está mencionado na introdução). Abraços

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