sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Austin pensa que Moore sabe que aqui está uma mão?

RESUMO: O objetivo deste texto é explicitar o conceito de “saber”, indicado por Moore (1989) em seu Prova de um mundo exterior, analisá-lo a partir do que Austin (1985) considera “saber” em seu Outras Mentes e, então, indicar que há um erro fundamental na concepção de Austin. Para cumprir tal objetivo, vou apresentar e explicar uma parte da prova de Moore da existência de objetos exteriores, indicar o que Austin considera “saber” e como isso se relaciona com a concepção de Moore e, finalmente, vou mostrar que Austin mistura o uso que fazemos de “saber” com a questão sobre o que uma pessoa sabe. Palavras-Chave: Austin. Moore. Saber. Acreditar. Conhecimento.


ABSTRACT: The goal of this text is to explain the concept of “to know”, indicated by Moore (1989) in his Proof of an external world, analyze it starting from Austin (1985) considers “to know” in his Other Minds, and then indicate that there is a fundamental mistake at Austin conception. To fulfill such goal, I will present a part of Moore’s proof of the existence of external objects, indicate what Austin considers “to know” and how it relates with the Moore’s conception, and finally I will show that Austin mixes the use we make of “to know” and the question about what a person knows. Key-Words: Austin. Moore. To know. To believe. Knowledge.


A PROVA DE MOORE DA EXISTÊNCIA DOS OBJETOS EXTERIORES

Moore, no texto aqui referido, pretende provar que existem objetos exteriores. Para isso, indica que não quer provar que existem objetos exteriores no sentido transcendental de “exteriores”, mas apenas no sentido de “objetos que devem se encontrar no espaço”. Daí diz que para um objeto ser exterior ele deve ser independente logicamente de estarmos tendo uma experiência. Pois, se ele não fosse independente, seria considerado uma alucinação ou outro objeto mental. Posteriormente, Moore afirma que se não pensarmos “exterior” no sentido transcendental, então da proposição “existem coisas do tipo que se devem encontrar no espaço” se seguirá “há coisas que se devem encontrar no espaço”; como, por exemplo, de “há dois cachorros ali” se segue “há coisas que se devem encontrar no espaço”, de “há plantas” se segue “há coisas que se devem encontrar no espaço” etc. O que faltaria, então, seria Moore provar que existe pelo menos um objeto do tipo que se deve encontrar no espaço para provar ipso facto que existem objetos exteriores. E é essa prova que nos interessa.

A prova é a seguinte: Moore balança suas mãos, uma por vez, e diz enquanto isso “aqui está uma mão” e “aqui está outra mão”; e, daí, conclui “existem duas mãos em existência agora”. Como mãos são do tipo que se devem encontrar no espaço, então é também provado que há coisas que se devem encontrar no espaço (objetos exteriores). Segundo Moore, isso é um argumento onde as premissas são o balançar de suas mãos e as asserções sobre a localização de suas mãos, e a conclusão foi a de que existem duas mãos agora. É a explicação de porque isso é uma prova rigorosa que nos indica qual o conceito de “saber” de Moore: constantemente aceitamos provas de um certo tipo; e esse tipo é aquele onde a premissa é diferente da conclusão, onde a premissa é sabida e não meramente crida, e onde a conclusão se segue da premissa. Ele afirma que sabe que aqui está uma mão, pois não entenderíamos (seria um absurdo) como Moore poderia não saber onde estavam suas mãos e apontar para o local certo.

Dizer que há um absurdo em supor que ele não sabia onde estavam suas mãos é uma indicação de que Moore pensa que se sei, não posso estar errado. Mas ele rejeita que saber é conseguir provar como se sabe, rejeitando a tese de que se não posso provar, então não sei. Ele pensa que muitas vezes sabemos as coisas, mas não somos capazes de mostrar qual é toda a nossa evidência para sabê-las; por exemplo: ele sabe que suas mãos estão em um certo lugar, mas não consegue determinar qual é a evidência que o faz saber tal coisa. Para Moore, não conseguirmos determinar a evidência não é um problema, desde que a regra para saber (se sei, não posso estar errado) seja cumprida: ele não poderia estar errado sobre a localização de suas mãos já que indicou o lugar certo.

A CONCEPÇÃO DE “SABER” DE AUSTIN

No texto indicado, Austin está pensando em como podemos saber se uma pessoa está zangada a partir do nosso uso desse termo. Ele objetiva indicar que frases como “sei que isto é uma garça” são semelhantes a “sei que ele está zangado”, pois de ambas podemos perguntar “como você sabe?” e de ambas, em alguns momentos, afirmamos apenas acreditar e não saber. Ele fala que existem dois conjuntos de frases: aquele das frases que podemos perguntar “como você sabe?” e aquele das frases que podemos perguntar “por que você acredita nisso?”.

Embora para responder as duas perguntas utilizemos razões, as razões para acreditar e as razões para saber diferem substantivamente. As razões para saber são aquelas que indicam como estivemos em condições de saber, enquanto as razões para acreditar são apenas pontos a favor da crença. Assim, diz Austin, se afirmo que há uma garça no jardim, e me perguntam “como você sabe?”, sou levado a explicar como me encontrei em condições de saber que há uma garça no jardim. E faria tal coisa falando sobre como aprendi a reconhecer garças e quais são as características da garça que me permitem reconhecê-la. Nossa pretensão de saber, afirma Austin, é apenas o reconhecimento de alguma coisa como alguma coisa de um tipo que já conhecemos no passado, pois toda palavra é por natureza classificatória.

Quando vamos explicar como sabemos uma dada coisa, podemos conseguir descrever satisfatoriamente as condições para saber ou podemos não conseguir. Isso se deve ao fato de algumas coisas serem descritíveis em palavras e outras não. Por exemplo, não conseguimos explicar em palavras como fazemos para reconhecer (saber) que algo é cheiro de alcatrão, mas conseguimos reconhecê-lo. Por mais que possamos errar nesse reconhecimento, não erramos sempre, por vezes sabemos que algo é cheiro de alcatrão. Quando sabemos, mas não conseguimos descrever as condições para saber, normalmente falamos “sei que é cheiro de alcatrão a partir de algo característico”, sem especificar bem o que é esse algo característico; e quando sabemos e conseguimos descrever tais condições, diríamos, por exemplo, “sei que é uma garça porque ela é assim e assado e as garças, e não outros seres, são assim e assado”.

Voltando, então, à frase “eu sei que ele está zangado”, responderíamos a “como você sabe?” algo como “sei a partir do tipo de ocasião e das manifestações característicos da raiva que ele apresentou” e a pessoa raivosa diria “sei a partir do que sinto”. Dizer que sabemos ou conhecemos o que o outro sente não serve na conversação para indicar que conseguimos introspectar seus sentimentos, mas serve para dizer que conseguimos responder a questão “você sabe o que ele está sentindo?”, ou seja, dizer que sabe o que o outro está sentindo é simplesmente dizer que conseguimos reconhecer corretamente aquilo que o outro está sentindo como um tipo de sentimento específico.

Na nossa vida, não utilizamos como razão para saber o que outro sente o fato de introspectarmos ou não seus sentimentos; nossas razões apontam o reconhecimento de sintomas, ocasiões e manifestações naturais da raiva. Enquanto uma pessoa apresenta apenas sintomas da raiva (testa franzida etc), dizemos que acreditamos que ela está com raiva, e a partir do momento em que a pessoa manifesta a raiva numa ocasião apropriada, dizemos saber que ela está com raiva. Ou seja, reconhecemos que ela está com raiva. E, na verdade, a própria pessoa reconhece que está com raiva: primeiro sente a raiva, reconhece que aquele sentimento é raiva e, depois, conhece que está sentindo raiva.

O problema é que o reconhecimento pode dar-se de maneira equívoca; o que seria um empecilho para o uso de “eu sei”. Nosso reconhecimento, diz Austin, depende de familiaridade com o objeto reconhecido. Por exemplo, conseguimos reconhecer (saber) que um parente próximo está com raiva com muito mais facilidade do que reconhecemos a raiva de um esquimó, de quem diríamos apenas “acredito que ele está com raiva”. Como somos falíveis mas não falhamos sempre e seguimos o padrão externo – sintomas, ocasiões, manifestações e familiaridade – para o reconhecimento bem sucedido dos sentimentos das outras pessoas, temos o direito de dizer que sabemos que ele está com raiva em certas ocasiões. Isso quer dizer que se nos perguntarem “como você sabe que ele está com raiva?” e respondêssemos algo como “sei que meu pai está com raiva, pois sempre que quebra os pratos e bate em quem vê pela frente é porque ele está com raiva, e ele está fazendo isso agora”, isso seria uma boa razão para saber, pois indica como me coloquei em condições de saber.

Como é possível que meu pai esteja fingindo raiva, agindo involuntariamente, ou sentindo felicidade e expressando raiva, somos tentados a perguntar “você tem certeza que ele está realmente zangado?”. Mas Austin nos diz que só fazemos tal tipo de questão com um procedimento que tornaria irreal o que estamos falando. Por exemplo, talvez meu pai poderia estar agindo daquela forma e não estar realmente zangado por ser um ator e estar representando ou simplesmente por estar drogado. Se essa fosse uma hipótese que provável na ocasião, diríamos então que acreditamos que o meu pai está zangado. Mas se essa fosse uma hipótese que não coubesse na situação (se meu pai não estivesse drogado e se não fosse ator), não haveria razões para duvidar de sua raiva. E a possibilidade da conversação exige que possamos confiar que as pessoas estão tentando transmitir informação (verdadeira) quando não há razões para duvidar. Dessa forma, citar os casos especiais onde posso estar enganado, não prejudica o nosso direito de dizer que sabemos que uma pessoa está com raiva; por mais que não saibamos sempre se uma pessoa está ou não com raiva.

Essa virada para a linguagem – para o direito de dizer “eu sei” – serve a Austin de subsídio para afirmar que na nossa linguagem utilizamos “sei que ele está zangado” para indicar nosso reconhecimento de que ele está zangado a partir de um padrão externo, e que se fazemos esse reconhecimento adequadamente, então, pelas nossas regras linguísticas, estamos justificados a dizer “eu sei”. E isso o faz aceitar que podemos usar “eu sei” mesmo quando posteriormente verificamos que estávamos errados. O que o faz rejeitar que se sei, não posso estar errado, embora pense que essa seja uma regra coerente para o uso de “eu sei”.

Essa aparente contradição explica-se da seguinte forma: Austin pensa que “eu sei” não é um termo descritivo; ele pensa que “eu sei” tem uma função ritual, assim como o termo “eu prometo”, “eu aceito”, “eu batizo” etc. Com “eu sei que S é P” dou a autorização aos outros para dizer “S é P” e assumo responsabilidade por essa autorização (caso S não seja P), assim como em “eu prometo que X” dou autorização para se fiarem na minha promessa e assumo responsabilidade por não cumpri-la. Assim, se sei, não posso estar errado é apenas uma regra que o utilizador de “eu sei” deve levar em conta ao usá-lo ou assumir a responsabilidade pelo uso inadequado. Podemos legitimamente usar “eu sei” se temos certeza e se estávamos em condições de saber. O erro, segundo Austin, advém de pensarmos que de “se eu sei, não posso estar errado” podemos concluir que não temos direito de usar “eu sei” nunca quando há casos especiais onde podemos estar errados.

É o fato de termos uma regra para o utilizador de “eu sei” (se sei, não posso estar errado) e o direito, segundo nosso uso cotidiano, de utilizar “eu sei” em casos onde podemos depois verificar que estávamos enganados que faz Austin nos indicar que devemos rever nossa linguagem.

AUTIN PENSA QUE MOORE SABE QUE AQUI ESTÁ UMA MÃO?

Tendo em vista o que Austin e Moore pensam sobre o termo “saber”, vou indicar agora se Austin pensaria que Moore sabe que aqui está uma mão. Moore afirma que sabe tal coisa, pois diz que há um absurdo em pensar que ele aponta para o local certo mas talvez não saiba (ou melhor, apenas acredite) onde estão suas mãos. Entretanto, embora Moore diga que sabe onde estão suas mãos, ele não consegue apresentar qual é a fonte de toda a sua evidência.

Austin aceita que podemos dizer que sabemos mesmo sem apresentar toda a evidência; esses são os casos que dizemos que sabemos a partir de algo característico e não plenamente especificado. Assim, ele aceita que podemos dizer que sabemos em casos como o do Moore; onde não conseguimos determinar como nos encontramos em condições de saber, embora saibamos.

Moore e Austin aceitam que a regra do “saber” é “se sei, não posso estar errado”. A diferença é que Austin pensa que não perdemos o direito do uso do “eu sei” por haver casos especiais que podem nos fazer estar errados. Entretanto, isso não exclui que Moore saiba que isto é uma mão, pois seu argumento para sabê-lo é dizer que há um absurdo em supor que ele meramente acredita nisso, ou seja, em supor que ele possa estar errado. Moore não pode estar errado, pois indica o lugar certo onde está sua mão e diz o nome certo para aquilo que está indicando. Dessa forma, Moore encontra-se em condições de reconhecer que isto é uma mão e reconhece adequadamente – isto é a regra de Austin para legitimamente dizermos “eu sei” – e isso o faz estar justificado em dizer que sabe que aqui está uma mão.

Porém, quando Austin fala que “eu sei que S é P” não é descritivo, mas cumpre apenas a função ritual (como “eu prometo”) de dar a autorização para outras pessoas dizerem “S é P”, isso não pode ser transportado para o “eu sei” de Moore. Pois Moore não nos está dando autorização para dizer que aqui está uma mão, mas está apenas indicando que ele não poderia estar errado quando disse que aqui está uma mão. Dessa maneira, Austin pensa que Moore sabe que aqui está uma mão, mas sua descrição do uso do “eu sei” não captura adequadamente o uso de Moore.

A CONFUSÃO DE AUSTIN.

Acredito que Austin não consegue capturar o uso de Moore do termo “saber”, pois mistura o uso que fazemos de “saber” com a questão sobre o que uma pessoa sabe. Ele afirma que quando dizemos algo como “sei que isto é uma garça” ou “sei que aqui está uma mão”, está implícito que pensamos que não estamos errados, ou seja, que temos total certeza. Ao tornar a “total certeza” subjetiva, ele abre a possibilidade de dizermos legitimamente que sabemos, embora o futuro possa mostrar que não sabíamos. Ele não vê problemas nisso porque no nosso próprio uso de “saber” asserimos responsabilidade para as pessoas que o utilizam de maneira equivocada[1].

O problema de Austin é pensar que quando Moore fala algo como “sei que aqui está uma mão”, ele esteja usando o sentido de “saber” que indica que temos total certeza subjetiva. Afirmar que o saber é a total certeza subjetiva faz com que saber seja apenas algo na escala do acreditar, e não algo diferente; faz com que saber seja o mesmo que acreditar com total certeza (subjetiva). Moore sabe objetivamente que aqui está uma mão porque ele não poderia estar errado, ainda que sentisse alguma dúvida, e mesmo sem razões, sobre se aqui está uma mão. Se ele indica a localização de suas mãos adequadamente e se diz o nome correto para o que está indicando, então mesmo que Moore duvide que sabe onde está suas mãos, ele sabe. O que quero dizer é que Austin confunde “acreditar que sabe” com “saber” por misturar um de nossos usos do termo “saber” com a questão sobre se uma pessoa tem um conhecimento que não pode estar errado sobre determinada coisa.

Quando perguntamos se uma pessoa realmente sabe o que outra está sentindo, queremos que ela nos mostre como ela não poderia estar errada. Austin propõe que dizer que sabemos tal coisa não exige tudo isso; exige apenas que demos as razões para saber (como estivemos em condições de saber e o que permite nosso reconhecimento). E tais razões não removem a possibilidade de estarmos errados e são baseadas antes em ocasiões, sintomas e manifestações de raiva do que na introspecção dos sentimentos de uma pessoa. Concordo que usamos no cotidiano o “sei que ele está zangado” dessa forma, mas quando perguntamos aqui “você sabe realmente que ele está zangado”, estamos fazendo um uso específico do “eu sei” que utiliza a regra “se sei, não posso estar errado”. E isso é uma pergunta sobre se uma determinada crença é meramente uma crença ou se é conhecimento. A pergunta foi feita dessa forma justamente para que a contrastemos ao acreditar; donde, não é de nenhuma serventia mudarmos o sentido de “eu sei” e dar razões para saber que não removem a possibilidade de estarmos errados, pois não é isso que estávamos perguntando. O que queremos saber é se não há possibilidade de estar errado quando digo que sei o que outro sente; é isso que significa “saber realmente”.

Para mostrar o que quis dizer, imaginemos uma conversa entre (A) e (B). (A) Sei que ele está zangado. (B) Você sabe que ele está zangado? (A) Claro. Saber é reconhecer com total certeza, e tenho total certeza que reconheço esses sintomas, ocasiões e manifestações como distintivos de estar zangado. (B) Mas ele não poderia estar drogado, mentindo ou atuando? (A) Como uma possibilidade remota e sem razões para acreditarmos, sim, ele poderia. (B) Então você não sabe tal coisa, pois você poderia estar enganado. (A) É claro que sei. Temos o direito de dizer que sabemos o que outro está sentindo não quando introspectamos seus sentimentos, mas quando reconhecemos corretamente sintomas, ocasiões e manifestações como indicadores de que ele está zangado. (B) Ok. Deixe-me te perguntar outra coisa, então: você sapiere que ele está zangado? E com “sapiere” quero dizer que não é possível estar enganado quando se sapiere alguma coisa.

Podemos aceitar perfeitamente que nosso uso de “saber” permite que o usemos quando podemos estar enganados: quando dizemos cotidianamente que sabemos, podemos não saber realmente, ou seja, podemos não sapiere. Isso, junto com o fato de podermos ter certezas objetivas, faz com que a mudança de sentido proposta por Austin não responda a pergunta que fizemos (se sabemos realmente que ele está zangado); somente muda o sentido de nossa pergunta. Isso é cair na falácia do equívoco e levemente fugir do assunto.

Além disso, o fato de as pessoas responsabilizarem as outras por usarem o “eu sei” quando estão erradas é uma indicação de que há uma regra de linguagem que não permite que eu use legitimamente “eu sei” quando posso estar errado, mesmo que as pessoas o façam; assim como há uma regra para a utilização de “problema”, que torna ilegítimo falar “pobrema”, embora algumas pessoas falem. Portanto, discordo também de Austin de que devemos rever nossa linguagem. Quando falamos que sabemos que uma pessoa está zangada no sentido de Austin, queremos dar a indicação de uma crença com total certeza. E assumo que tal sentido de “saber” é muito comum. Mas já temos um mecanismo na linguagem para evitar que usemos “saber” no sentido de “acreditar com certeza” e para removermos a subjetividade do saber: falar “saber realmente” (ou usar o “sapiere”; nosso mecanismo inventado). Portanto, não precisamos rever nossa linguagem, mas apenas responder adequadamente à pergunta sobre seu eu sapiere os sentimentos de outro.

REFERÊNCIAS

AUSTIN, J. L. “Outras mentes”, in: col. Os Pensadores: G. Ryle et al.; trad. Marcelo G. da S. Lima. São Paulo: Abril Cultural, 1985.

MOORE, G. E. “Prova de um Mundo Exterior”, in: Escritos Filosóficos; trad. Pablo R. Mariconda. São Paulo: Nova Cultural, 1989.

NOTAS:
.
[1] Na verdade, Austin vê problemas em o uso de “saber” poder ser revogado por uma ocorrência; e é por isso que ele sugere que devemos rever nossa linguagem nesse ponto – pois estamos justificados em dizer que sabemos em casos em que podemos estar errados.


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