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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Buracos (LEWIS, David & LEWIS, Stephanie)

Tradutores: Rodrigo Reis Lastra Cid & Rodrigo Alexandre de Figueiredo

Argle: Eu não acredito em nada além de objetos concretos materiais.
Bargle: Há muitas opiniões suas que eu aprovo; mas uma de suas características menos aprazíveis é a afeição pelas doutrinas do nominalismo e do materialismo. Toda vez que você começa com um tópico desse tipo, eu sei que estamos entrando em uma longa discussão. Onde começaremos dessa vez: números, cores, extensões, conjuntos, campos de força, sensações ou o quê?
A: São todos ficções! Eu pensei muito sobre cada um deles.
B: Um longo trabalho para o anoitecer. Antes de começarmos, deixe-me pegar-lhe um lanche. Você gostaria de biscoitos e queijo
A: Obrigado. Que esplêndido Gruyère!
B: Sabe, há reconhecidamente muitos buracos neste pedaço.
A: É mesmo, há.
B: Peguei você.



Buracos (CASATI, Roberto & VARZI, Achille)

Tradutor: Rodrigo Reis Lastra Cid

Os buracos são estudos de caso interessantes para ontologistas e epistemólogos. As descrições do mundo ingênuas e não instruídas tratam os buracos como objetos de referência, em paridade com os objetos materiais (‘há tantos buracos em meu queijo, quanto biscoitos na lata’). E frequentemente apelamos para buracos a fim de explicar as interações causais ou a ocorrência de certos eventos (‘a água acabou por causa do buraco no balde’). Assim, há evidência prima facie a favor da existência de tais entidades. Todavia, pode ser argumentado que a referência a buracos é apenas uma façon de parler, que buracos são apenas entia representationis, entidades do tipo ‘como se fosse’, ficções.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dois tipos de possibilidade (Dorothy Edgington)

Tradutor: Rodrigo Reis Lastra Cid
Eu defendo uma versão da tese de Kripke de que o necessário metafisicamente e o conhecível a priori são independentes. Em minha versão, há duas famílias independentes de noções modais, a metafísica e a epistêmica, onde nenhuma é mais forte que a outra. A possibilidade metafísica é restrita pelas leis da natureza. Sugiro que a validade lógica é melhor entendida em termos de necessidade epistêmica.

domingo, 24 de abril de 2011

Tradução de Maudlin, Tim (2007). "Introdução". In: The Metaphysics Within Physics. Oxofrd: Oxford University Press.

Os ensaios que compõem este livro foram escritos em um intervalo de mais de uma década e não foram originalmente concebidos como partes de um projeto filosófico mais amplo. Mas que eles colaboram transpira: todos foram formados a partir da mesma argila e todos foram moldados pelas mesmas preocupações. A ideia básica é simples: a metafísica, na medida em que se preocupa com o mundo natural, não pode fazer mais do que refletir sobre a física. As teorias físicas são o melhor que nós temos para investigar questões sobre o que há, e a tarefa apropriada do filósofo é a interpretação e a elucidação dessas teorias. Em particular, ao escolhermos os postulados fundamentais da nossa ontologia, devemos olhar antes à prática científica do que ao preconceito filosófico.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Tradução de Maudlin, Tim (2007). "Epílogo". In: The Metaphysics Within Physics. Oxofrd: Oxford University Press.

Observação sobre o Método da Metafísica



A loucura mais requintada é feita 
de sabedoria desfiada bem fina

Benjamin Franklin


Pelo último quarto de século – ou talvez pelo último quarto de milênio – algum esforço considerável tem sido dirigido à 'análise' de um suposto problema metafísico, que tem o nome de 'o problema dos discos homogêneos que giram' ou das 'esferas homogêneas que giram'. Em sua encarnação moderna, o problema deriva das conferências feitas por Saul Kripke e David Armstrong em 1979 e 1980 respectivamente. O alvo do problema pode ser visto como a doutrina lewisiana da superveniência humiana ou, mais amplamente, como a análise metafísica da persistência ao longo do tempo. A forma particular do problema que eu quero abordar tem a seguinte estrutura:

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Tradução de Excertos de Goldstick, D. "Refutation of Ethical Egoism". Analysis: vol. 34, n. 2, pp. 38-39, 1973.


Definamos um ‘egoísta’ como alguém constituído psicologicamente de modo a se importar apenas consigo próprio e, assim, agir sempre tendo em vista a maior vantagem para si, sem que considerações em conflito com a sua tenham qualquer peso para ele. Entendamos o ‘egoísmo ético’ como a doutrina moral de que todas as pessoas devem ser egoístas.

Tradução de Excertos de Hacker, P. Insight and Illusion: themes in the philosophy of Wittgenstein; cap. 2. New York: Oxford University Press, 1987.

(...)

2. A ‘Preliminar’ na Filosofia

Para entender as breves observações de Wittgenstein sobre a filosofia no Tractatus é essencial perceber que sua prática e sua teoria são desemparelhadas entre si. Neste livro, a abordagem oficial de jure da filosofia é completamente diferente da prática de facto da filosofia. A prática se conforma à abordagem da filosofia que Wittgenstein fez em sua breve ‘Preliminar’ do ‘Notes on Logic’ de 1913. O quanto sua concepção de filosofia mudou pode ser medido ao compararmos o ‘Notes to Logic’ ao Tractatus. A causa dessa mudança pode ser atribuída à emergência da distinção entre mostrar e dizer.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sexo em Julgamento: Mulheres e Homens têm Diferentes Valores Morais? (Jesse Prinz)

Com a nomeação por Barack Obama de Elena Kagan, a Suprema Corte dos Estados Unidos da América está tendendo a ter mais mulheres do que jamais teve. Alguns se perguntam se a mudança de porcentagens de gênero poderia afetar as decisões da Corte. Pesquisas sobre diferenças sexuais nos juízos morais — juízos judiciais inclusos — sugerem uma resposta afirmativa. Em postagens anteriores, discuti modos os quais conservadores e liberais diferem em valores morais e também a diferença entre teístas e não-crentes. Dá-se o caso que também homens e mulheres tendem a diferir em seus perspectivas morais. Uma revisão dessas diferenças pode nos ajudar a predizer o futuro da corte e esclarecer os desacordos morais nas nossas próprias vidas.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Tradução de "O que estão fazendo os filósofos experimentais?" (Edouard Machery)

Normalmente, não interesso-me muito por debates de segunda ordem sobre a natureza da filosofia ou sobre a natureza e objetivos da filosofia experimental, mas algumas postagens recentes aqui e ali têm chamado a minha atenção (ver particularmente a conversa entre Ron e Thomas). Então, o que estão fazendo os filósofos experimentais? E o que quer que seja que eles estejam fazendo, será isso filosofia?

Tradução de Resenha de "Experimental Philosophy" (Joshua May)

A filosofia experimental é um método novo, e de certa forma controverso, de pesquisa filosófica no qual filósofos conduzem experimentos que visam lançar luz sobre tópicos filosoficamente interessantes. Tal método geralmente envolve entrevistar pessoas comuns para saber quais são suas “intuições” (estritamente, seus juízos pré-teóricos) sobre casos hipotéticos importantes para a teorização filosófica. A controvérsia dessa metodologia (prefiro isso a “movimento”) surge principalmente porque ela difere das maneiras tradicionais de fazer filosofia. Além disso, alguns de seus praticantes têm argumentado que os métodos mais tradicionais são errôneos. Infelizmente, este tem sido o foco de muitas discussões sobre a filosofia experimental na comunidade filosófica como um todo. No que diz respeito a muitos filósofos, sua exposição à metodologia deu-se apenas com relação a esses tópicos mais controversos. EmExperimental Philosophy, Joshua Knobe e Shaun Nichols se empenham em introduzir os leitores à florescente área da Filosofia Experimental, organizando uma coletânea dos artigos mais importantes que caem sob esse rótulo. Dada quão controversa a Filosofia Experimental se tornou, ela é um fardo pesado. Com apenas algumas ressalvas menores, estou feliz em dizer que eles organizaram uma coletânea valiosa, que serve como uma introdução diplomática a esse novo e excitante estilo de pesquisa.

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