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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Resenha de Lange, Marc (2009). "Introduction" & "Chapter 1". In: Laws and Lawmakers: Science, Metaphysics, and the Laws of Nature. New York: Oxford University Press.

Introdução


Os objetivos de Lange neste livro são (I) responder como as leis diferem de fatos que não são leis, explicando o status de o que é ser uma lei (lawhood), e (II) responder como as diferenças entre leis e acidentes deve ser explicada por meio da indicação de fazedores de leis (lawmakers). Ele responde dizendo  que as leis naturais diferem dos acidentes, pois têm uma relação íntima com fatos que ocorreriam dada certa circunstância que poderia não ocorrer (fatos subjuntivos). Lange também pretende mostrar como esses fatos subjuntivos são os fazedores de lei das leis, e indicar uma característica essencial das leis, a saber, a persistência sob quaisquer condições contrafactuais logicamente consistentes com as leis, o que as faz diferir dos acidentes.

sábado, 5 de março de 2011

Resenha de Nozick, Robert. “Necessity and Contingency” (cap. 3). In: Invariances: the structure of the objective world. Cambridge: Harvard University Press, pp. 120-168, 2001.

No texto presentemente resenhado, que se embrenha na epistemologia modal, Robert Nozick tenta responder a pergunta sobre como sabemos que uma verdade é necessária e defender as teses de que a extensão das verdades necessárias não é tal costumamos pensar e de que não há necessidades metafísicas importantes. Sobre a necessidade lógica e a necessidade matemática, ele tenta mostrar como podemos pensá-las sem que elas sejam ontológicas, por meio de uma abordagem evolucionista das nossas capacidades modais. E, sobre o resto das necessidades que seriam ontológicas, ele exemplifica várias delas que foram ou poderiam ser despojadas pelas ciências e forja um argumento contra a necessidade metafísica de Kripke-Putnam. Ele também provê uma abordagem positiva para dar conta das regularidades (o que nos parece necessário) em termos de graus de contingência.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Um problema em metafísica modal [uma resenha de Murcho, Desidério (2002). Essencialismo naturalizado: aspectos da metafísica da modalidade. Coimbra: Angelus Novus.]




O problema central abordado por este livro é se os particulares têm propriedades essenciais não triviais. Desidério, na posição de essencialista, defende que eles o têm, enquanto o anti-essencialista defende que eles não o têm por ser a lógica o único guia da necessidade. No primeiro capítulo, Desidério realiza uma discussão sobre as modalidades aléticas e epistêmicas. No segundo capítulo, ele defende a tese de que não há razões para pensarmos que as intuições essencialistas são incoerentes. E, finalmente, no terceiro e último capítulo, ele apresenta alguns argumentos a favor das verdades necessárias a posteriori e do essencialismo. 

domingo, 26 de dezembro de 2010

Resenha de: SOBER, Elliot (2008). “Freedom, Determinism, and Causality”. Core Question in Philosophy: a text with readings. 5 ed. New Jersey: Prentice Hall, 2008.

A primeira tese de Sober é que não podemos agir livremente, a não ser que o Argumento da Causalidade ou o Argumento da Inevitabilidade tenham alguma falha. O Argumento da Causalidade é o seguinte: nossos estados mentais causam movimentos corporais; mas nossos estados mentais são causados por fatores do mundo físico. Nossa personalidade pode ser reconduzida à nossa experiência e à nossa genética. E tanto a experiência, quanto a genética, foram causados por itens do mundo físico. Assim, o meio ambiente e os genes são os causadores de nossas crenças e desejos. E estes, por sua vez, causam o nosso comportamento. Como, em última instância, não escolhemos nem os nossos genes e nem o meio ambiente no qual adquirimos as nossas experiências, também não escolhemos o nosso comportamento: ele é causado por fatores além do nosso controle; o que nos faz não ser livres. E o Argumento da Inevitabilidade é exposto por Sober assim: se uma ação foi praticada livremente, então deve ter sido possível ao agente agir de outra forma. Mas dado que as causas de nossas ações são as nossas crenças e desejos, não poderíamos ter agido diferente de como elas nos determinam a agir.



domingo, 12 de dezembro de 2010

Resenha de Frege, G. "Sobre o sentido e a referência"; tr. Paulo Alcoforado. In: Lógica e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Cultrix/ed.USP, 1978.

Friedrich Ludwig Gottlob Frege, nascido na Alemanha, grande matemático e filósofo da matemática dos séculos XIX e XX, fez contribuições bem significativas à lógica e aos estudos da linguagem. Ele tinha como principal objetivo fundamentar a aritmética elementar na lógica, mostrando que cada expressão aritmética significaria o mesmo que uma dada expressão lógica e que esta última poderia ser deduzida de leis lógicas evidentes. Para tal, ele teria que formular um novo aparato lógico (uma linguagem artificial) capaz de formalizar com eficiência todas as proposições, o que a lógica clássica (desenvolvidas pelos estóicos, por Aristóteles e alguns medievais) não conseguia, pois sua análise era fundamentada na distinção entre sujeito e predicado. E, portanto, o seu alcance era restrito a proposições do tipo: algum numero de “S é P”. Portanto, outros tipos como “se eu ficar na chuva, então irei me molhar”, não podiam ser analisados.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Resenha de AUSTIN, J. L. "Outras mentes". In: col. Os Pensadores: G. Ryle et al.; trad. Marcelo G. da S. Lima. São Paulo: Abril Cultural, 1985.

A questão principal discutida por Austin é “como sabemos que outra pessoa está zangada?”. Ele a discute em referência ao texto de John Wisdom (“Other Minds”. Proceedings of Aristotelian Society: vol. supl. 20, 1946). Este último se pergunta se sabemos tal coisa de modo semelhante a como sabemos que uma chaleira está fervendo. Austin não acredita que Wisdom dê um tratamento adequado à questão. Ele pensa que é incorreto dizer que sabemos tais coisas por indução, pois alegamos apenas raciocinar por indução, e não saber por meio dela. Mas continua a pensar frases como “esta chaleira está fervendo” ou “isto é um pintassilgo” como semelhantes a “ele está zangado”. A semelhança está no fato de essas frases serem de um tal tipo que permite que perguntemos “como você sabe?” e que permite que em determinadas ocasiões afirmemos apenas acreditar, e não saber. Assim, quando falamos que sabemos tais coisas, há um sentido em que queremos dizer que realmente as sabemos e um outro sentido em que apenas queremos dizer que as acreditamos.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Resenha de Salmon, Nathan (1986). “The Structure of Frege’s Puzzle” (cap. 4) & “A Budget of Nonsolutions to Frege’s Puzzle” (cap. 5). In: Frege’s Puzzle. 2a ed. Atascadero: Ridgeview Publishing Company, 1991.


Segundo Nathan Salmon, o enigma de Frege diz respeito à natureza e à estrutura dos pedaços de informação. Um pedaço de informação é uma entidade abstrata composta dos valores informacionais dos componentes da sentença que codifica tal pedaço de informação. Essa ideia e o o enigma pressupõem um princípio de composicionalidade para pedaços de informação, a saber, o de que se dois pedaços de informação complexos têm a mesma estrutura e modo de composição, mantendo-se numericamente distintos, então deve haver um componente de um deles que não é componente do outro. Este princípio deve ser entendido como uma instância da indiscernibilidade dos idênticos1, segundo Salmon. E ele desafia a ideia de que o valor informacional de um termo singular – e, consequentemente, um certo componente do pedaço de informação codificado numa sentença singular – é o referente de tal termo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Resenha de Murcho, Desidério (2004). "Essencialismo e designação rígida". Critica. Acessado em 14/11/2010

Tese defendida: A tese da designação rígida não implica, não reforça e nem sustenta o essencialismo; e quem pensa de outro modo está confundindo palavras com coisas.

Tese negada: A tese de que os nomes próprios são designadores rígidos implica, reforça ou sustenta o essencialismo.


Resenha de MURCHO, Desidério (2003). “Possibilidade relativa. Três Concepções”. Critica. Acessado em 14/11/2010

No texto referido, Desidério Murcho expõe e compara três concepções de modalidades absolutas e relativas. E nesta resenha, pretendo resumir sistematicamente sua exposição.

Concepção 1 [Bob Hale & McFetridge]: um dado domínio de possibilidades é relativo se, e só se, há outros domínios de possibilidade que o incluem, mas são mais vastos. E um domínio de possibilidades é absoluto se, e só se, é o domínio mais vasto das possibilidades. E uma necessidade é absoluta quando é o menor domínio das necessi-dades. Esta concepção serve para falar sobre as relações entre as modalidades física, metafísica e lógica. Aqui não se fala de modalidades reiteradas.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Resenha de Price, Huw (1996). "Review of Essays in Quasi-Realism (Simon Blackburn)". Philosophy and Phenomenological Research: vol. 56, n. 4, pp. 965-968.

A disputa “realista/irrealista” tem o enfoque em o que está sendo referido por termos como: certo e errado, possibilidade e necessidade, crenças e desejos, causa e efeito etc. Basicamente, eles dividem-se em: os realistas em naturalistas e não-naturalistas, e os irrealistas em expressivistas e eliminativistas. Os naturalistas afirmam que as noções morais podem ser traduzidas em termos naturais; os não-naturalistas pensam que essas noções não podem sofrer essa redução; os expressivistas pensam que a função dos termos morais não é fazer referência ao mundo, mas dar voz a alguma atitude ou sentimento do falante; e, finalmente, os eliminativistas afirmam que os termos morais tentam fazer referência ao mundo, mas falham em fazê-lo.

domingo, 14 de novembro de 2010

Resenha de Bird, Alexander (2001). “Necessarily, salt dissolves in water”. Analysis: vol. 61, n. 4, pp. 267-74.

Resumo: Neste artigo, Alexander Bird pretende provar que a lei da natureza o sal se dissolve na água é metafisicamente necessária. Primeiramente, ele nos dá algumas informações sobre ligações químicas e mostra que a existência de certas substâncias depende da veracidade de certas leis. Depois, ele avança um argumento por redução ao absurdo à idéia de que a lei o sal se dissolve na água é contingente. E, então, resolve algumas objeções que poderiam ser levantadas. Pretendo reconstruir o âmago de seu argumento e expor sua resposta à objeção mais relevante para a generalização do argumento. 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Resenha de KECSKEMÈTI, Paul. “On the Interpretation of Modalities”. Philosophy and Phenomenological Research: vol. 7, n. 1, pp. 161-163, 1946. [Editora: Willey-Blackwell / Editor: Ernst Sosa]

Neste texto, Paul Kecskemèti se pergunta se os juízos modais – juízos formulados com os operadores de necessidade e/ou possibilidade – são significativos. Essa é uma pergunta muito relevante para a metafísica da modalidade, dado que esta área investiga filosoficamente a natureza da necessidade, da possibilidade, da impossibilidade e da contingência. Um dos pontos principais de uma teoria da modalidade é justamente nos indicar o significado dos nossos termos modais, já que só sabendo o que queremos dizer, podemos investigar a natureza da modalidade. Kecskemèti nos diz que há dois quadros de referência no qual podemos pensar sobre frases modais: (1) quando falamos sobre eventos individuais localizados no espaço e no tempo, e (2) quando falamos sobre potencialidades de sistemas, que têm graus de liberdade.

sábado, 30 de outubro de 2010

Resenha de Moore, G. E. (1962). “Proof of an external world”. In: Philosophical Papers. New York: Collier Books.

O problema que Moore trata em Prova de um mundo exterior é o de como provar que existem coisas exteriores a nós, se é que de fato existem. Moore começa citando Kant e o escândalo filosófico do fato de até sua época não termos alcançado provas de que existem coisas exteriores a nós. Diz, então, que Kant, até dar uma prova satisfatória da realidade objetiva da intuição interior, assim como todas as pessoas antes dele – se Kant estiver correto – era incapaz de dar uma prova satisfatória. Segundo Moore, sua incapacidade de fornecer uma prova satisfatória chegaria ao fim se os seus leitores, através apenas de suas indicações, fossem capazes de darem-se a si mesmos uma prova satisfatória. E, também, segundo Moore, ao falar de uma prova da realidade objetiva da intuição interior, Kant o faz de modo a permitir que também seja necessariamente uma prova das coisas exteriores a nós. Assim, se a prova de Kant é satisfatória, então é possível dar pelo menos uma prova satisfatória do ponto em questão. E se esse é o caso, temos de nos perguntar que tipo de prova é essa e se são possíveis outras provas ou outros tipos de provas. Como Moore acredita que a resposta de Kant é satisfatória mas que o escândalo filosófico persiste, torna-se importante discutir se é possível dar qualquer prova satisfatória de que existem coisas exteriores a nós.

domingo, 25 de julho de 2010

Resenha de As Origens do Conhecimento e da Ignorância de Karl Popper

01) OBJETIVO DO TEXTO: Este texto examina a disputa entre o empirismo (Bacon, Locke, Berkeley, Hume, Mill) e o racionalismo clássico ou intelectualismo (Descartes, Spinosa e Leibniz) na questão da origem do conhecimento -- onde a primeira escola pensa que está na observação, enquanto a outra pensa que está na intuição intelectual de idéias claras e distintas. Através desse exame, Popper tentará demonstrar as semelhanças entre as duas escolas e seus respectivos erros, mostrando que nem a observação nem a razão podem ser consideradas fontes do conhecimento.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Resenha de Trechos do Ensaio acerca do Entendimento Humano de John Locke

LIVRO II

CAPÍTULO XVII: INFINIDADE

Locke introduz falando que irá mostrar o que a mente atribui à idéia de infinidade e como essa é formada. Assinala, então, que o finito e o infinito são modos de quantidade de idéias como espaço, duração e número. Para aqueles que agora citariam Deus, ele diz que seus aspectos infinitos são remetidos à sua continuidade ou onipresença, ou ainda às suas qualidades morais, pois podemos multiplicá-las o quanto quisermos, embora não possuamos nenhuma idéia dessa infinidade; dessa forma, diferenciando as idéias e os meios de concebê-las da própria coisa, afirmando que passará a tratar das idéias e meios de conceber a infinidade.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Resenha de Trechos da Analítica do Belo Kantiana

I. Primeiro Momento do Juízo de Gosto: segundo sua Qualidade

O juízo de gosto é um juízo estético, não é um juízo lógico nem de conhecimento. Pois não há apreensão cognitiva do objeto, há nele apenas a representação consciente do objeto junto com a sensação de complacência. Assim, nos referimos à representação do objeto, realizada pela faculdade da imaginação, e ao sentimento de prazer ou desprazer do sujeito. Esta referência não pode ser feita objetivamente, pois é algo que se passa somente no sujeito e nunca no objeto, portanto, totalmente subjetiva. E é neste sentimento de prazer ou desprazer que se funda a faculdade de ajuizamento do belo.

Resenha das 3 primeiras Meditações Metafísicas Cartesianas

PRIMEIRA MEDITAÇÃO

Descartes expressa sua insatisfação com o conhecimento adquirido nas instituições de ensino da época (autoridade da bíblia ou do aristotelismo), expõe seu objetivo de alcançar algo de certo nas ciências e, com isso, fundamentar a totalidade do saber humano; e propõe realizar essa cruzada desfazendo-se de suas antigas opiniões para que recomece tudo desde os fundamentos. Daí, ele apresenta sua dúvida como sistemática e hiperbólica, assim: (A) o que é provável será tomado como duvidoso e (B) o que é duvidoso será tomado como falso. Direciona-se, então, aos fundamentos e princípios de suas antigas opiniões, pois expor as dúvidas individualmente seria um processo infinito.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Resenha de alguns verbetes de Glock, Hans-Johann. Dicionário Wittgenstein; tr. Helena Martins. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.

Interno/Externo 
Wittgenstein parte da dicotomia, muito comum em filosofia, entre o mundo físico e o mundo mental. Ele pensa ser algo imerso na linguagem o fato de atribuirmos predicados mentais a terceiros por meio de critério externo (como o comportamento) e de acreditarmos que temos um acesso privilegiado à nossa própria mente. O mental nem sempre corresponde àquilo que Wittgenstein chamava de “interno”, nem o físico ao que ele chamava de “externo”. O interno é aquilo que cada um tem acesso privado, mas que dele se fala com um nome da linguagem pública. Por exemplo, quando sentimos um sentimento, não podemos fazer ninguém saber como exatamente é este sentimento, mas podemos falar sobre ele com os termos gerais de nossa linguagem pública. O interno é o próprio sentimento; em termos gerais, ele é o objeto privado, acessível somente ao falante. O externo é aquilo que é subjetivamente acessível, que nem sempre é físico, no sentido estrito do termo (como a linguagem pública – que é externa, mas não propriamente física). Wittgenstein vai contra a dicotomia entre interno e externo por assimilar o mundo mental ao físico.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Resenha de Dummett, M. (1978). “A Defense of McTaggart’s Proof of the Unreality of Time”; in: Truth and Other Enigmas. 6a ed. Harvard University Press, 1996.


Neste artigo, Dummett pretende mostrar que algumas objeções contra o argumento de McTaggart contra a realidade do tempo são falhas e que, se a crença de que o tempo é irreal for auto-refutante, devemos abandonar a crença de que deve haver uma descrição completa (independente do observador) da realidade, se quisermos salvar o argumento de McTaggart da contradição. Para realizar tal objetivo, Dummett nos apresenta brevemente o argumento de McTaggart, e passa a expor e analisar o argumento e as objeções.

Resenha de Prior, A. “Changes in Events and Changes in Things”; in: Le Poidevin, Robin and Murray MacBeath. The Philosophy of Time. Oxford University Press, 1993.


O objetivo central de Prior neste texto é investigar a questão sobre a existência do fluxo do tempo. Ele diz que o problema dessa questão é que um fluxo genuíno ocorre no tempo e leva tempo para ocorrer; e, assim, o fluxo teria uma velocidade [rate]. Dessa forma, se o tempo tem um fluxo, tal fluxo teria de ter uma velocidade. No entanto, a velocidade de um fluxo é a razão entre a quantidade de movimento e de tempo. Assim, o que seria a velocidade do fluxo do tempo?

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