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sábado, 16 de abril de 2011

O argumento ontológico

O argumento ontológico (Rowe, 2007, cap. 3) começa com um conceito de Deus e estabelece sua existência com base em princípios a priori (princípios cuja verdade podemos saber sem termos de verificar no mundo). Anselmo foi um dos maiores defensores desse argumento. As definições e os pressupostos iniciais de que parte o argumento ontológico estão apresentados a seguir: (a) Uma coisa contingente é algo que existe e poderia não existir, ou algo que não existe e poderia existir; (b) Uma coisa impossível é algo que não existe e não poderia existir; (c) Uma coisa necessária é algo que existe e não poderia não existir; (d) Uma coisa possível é algo que não é impossível; (e) “X não existe” equivale a “X existe apenas no entendimento, e não na realidade”; (f) “Deus” equivale a “o ser maior do que o qual nenhum é possível”; (g) “Maior” equivale a “mais digno”, “mais perfeito”; “maior” é um atributo de grandeza.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A crença nos milagres e a experiência mística/religiosa

Um dos apelos teístas pela crença na existência de Deus são os milagres. Tem sido um grande problema da Filosofia da Religião saber (1) se é possível acreditar em milagres; e, se for, saber (2) se é razoável acreditar que ocorreu um milagre. Rudolf Bultmann (Rowe, 2007, p. 137) acredita que não, pois pensa que os milagres fazem parte de uma mundividência pré-científica. 



O argumento cosmológico e os argumentos cosmológicos kalam


O Argumento Cosmológico é dividido em duas partes: (I) Parte da premissa de que as coisas são causadas por outras e tenta provar que há um ser necessário ou que há um ser que causa mudança nas coisas e é imutável. Para, então, (II) tentar provar que esse ser tem necessariamente os atributos do deus teísta.


quinta-feira, 3 de março de 2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

An idea for an experiment on the belief about the reality of contradictions

Many people – philosophers included – use to say that the world is contradictory or, at least, that there are contradictions in the world. Such people believe that because certain aspects of the world can be described through a contradictory sentence. An example of the acceptance of the use of contradictory sentences to describe aspects of the world can be seen at David Ripley’s paper Contradictions at the borders, where people, in large scale, said it is true, in a certain borderline case of “near the square”, that the circle is near the square and isn’t near the square. Other example is the experiment of Brian Huss and Yi Yingli “Ethnologic: Empirical Results”, that shows a high degree of acceptance of the truth of the liar’s paradox’s sentence and of the truth of “it’s raining and it’s not raining”.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Gerador de Lixo Intelectual

O Fabuloso Gerador de Lero-lero v2.0 é capaz de gerar qualquer quantidade de texto vazio e prolixo, ideal para engrossar uma tese de mestrado, impressionar seu chefe ou preparar discursos capazes de curar a insônia da platéia. Basta informar um título pomposo qualquer (nos moldes do que está sugerido aí embaixo) e a quantidade de frases desejada. Voilá! Em dois nano-segundos você terá um texto - ou mesmo um livro inteiro - pronto para impressão. Ou, se preferir, faça copy/paste para um editor de texto para formatá-lo mais sofisticadamente. Lembre-se: aparência é tudo, conteúdo é nada.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pelos modelos unificados

Muitas vezes os filósofos experimentais, na tentativa de explicar quais são os processos psicológicos subjacentes às intuições das pessoas, nos dão abordagens que dividem os processos psicológicos em modelos duais ou superiores. Por exemplo, uma explicação comum atualmente para explicar nossos juízos morais é dizer que eles são frutos de um modelo dual parte consequencialista e parte principiológico. O que penso não é que está equivocado nos prover um modelo dual, mas antes que se provemos um modelo dual, isso é uma indicação de que nossa investigação ainda não chegou no final. E penso ser assim, pois se há um modelo dual que funciona às vezes de uma maneira e às vezes de outra, se o princípio da razão suficiente estiver correto, então tem de haver uma razão pela qual ele às vezes funciona de uma maneira e às vezes de outra. E essa razão faz com que o modelo dual anteriormente construído não seja fundamentalmente dual, pois haveria um princípio geral que regeria em que situações cada tipo modelo funcionaria. É esse princípio geral, unívoco, que temos que investigar quando investigamos o fundamento de nossos processos psicológicos de superfície (como as intuições e os modelos duais). Vocês concordam?


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Há diferenças entre filosofia experimental e ciência cognitiva?

Quanto mais a filosofia experimental cresce, mais ela se confunde com as ciências cognitivas. Muitos artigos e apresentações hoje em dia nos mostram dados empíricos e alguma tentativa de descobrir os mecanismos psicológicos (mentalistas ou fisiológicos) que fundamentam os dados empíricos obtidos. Isso parece bem adequado com a concepção de x-phi exposta por alguns filósofos – de que a filosofia experimental é um estudo empírico sobre as intuições das  pessoas com o objetivo de  descobrir os mecanismos psicológicos subjacentes a essas intuições. Mas o que estou em dúvida aqui é se essa concepção não torna a x-phi um ramo das ciências cognitivas em vez de num ramo da filosofia.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Compreensão conceitual unívoca?

Nós vemos tantos experimentos sendo interpretados das mais variadas maneiras, mas uma questão epistemológica interessante, que surge ao trabalharmos com experimentos que consideram as respostas das pessoas a perguntas, é justamente sobre se as pessoas envolvidas no experimento (incluindo autores e participantes) estão compreendendo os conceitos envolvidos nos experimentos da mesma forma. É óbvia a justificação da importância dessa questão: se houver uma diferença, os resultados poderão muito provavelmente ser interpretados inadequadamente.

sábado, 27 de novembro de 2010

Conheça o Porto X-Phi Lab


The Porto X-Phi Lab is a laboratory of experimental philosophy funded by the Mind, Language and Action Group of the Institute of Philosophy at the University of Porto and founded through the collaboration of a multidisciplinary team of researchers.

domingo, 15 de agosto de 2010

Questões sobre "Direct Reference", de François Recanati

QUESTÕES: (1) O que Recanati entende por "designador direto" e por "designador rígido", e por que ele pensa que todo designador direto é rígido, mas nem todo designador rígido é direto? /// (2): (a) Como Recanati entende a distinção capital entre os modos de re de apresentação da referência e os modos de dicto (descritivos) de apresentação da referência? (b) Descreva, em pormenor, as duas características centrais dos os modos de re segundo Recanati. (c) Explique porque os modos de re psicológicos se distinguem do modos de dicto. /// (3): Em que sentido podemos entender o modo de re psicológico de apresentação da referência como um "arquivo" ou dossiê mental? Descreva e comente os diferentes níveis da arquitetura cognitiva, dos "Buffers" aos "arquivos enciclopédicos".


sábado, 14 de agosto de 2010

Algumas regras lógicas (para nunca esquecer)

~ (A -> B) := A & ~B
~ (A <-> B) := (A & ~B) v (~A & B)
~ (A & B) := ~A v ~B
~ (A v B) := ~A & ~B
(A -> B) := ~A v B
(A <-> B) := (~A v B) & (A v ~B)
(A & B) := ~(~A v ~B)
(A v B) := ~(~A & ~B)





terça-feira, 13 de julho de 2010

Prova por indução de que RANK[A] ≤ G[A]

Base: 

(i) A é variável proposicional
RANK[A]=0 ≤ 0=G[A]
(ii) A é Falso (bottom)
RANK[Falso]=0 ≤ 0=G[Falso]


Algumas definições recursivas

PAR: PROP->N
Função que conta o número de parênteses.

PAR[@]= 0, se @ é variável proposicional
PAR[Falso]=0
PAR[~A]=PAR[A]
PAR[A!B]=PAR[A]+PAR[B]+2

obs: !:= conjunção, disjunção, implicação e bi-implicação

Prova da Tese da Consistência (# tem modelo--># é consistente)

1. Suponha que # é inconsistente.
2. # |- Falso
3. (#|- A) --> (# |= A) [teorema da correção]
4. # |= A
5. Falso não tem modelo
5. # não tem modelo
6. # é inconsistente--># não tem modelo
7. # tem modelo--># é consistente


.

domingo, 11 de julho de 2010

Prova de que todo # maximal consistente é completo, mas nem todo # completo é maximal consistente

(1) Provar que "# é max cons --> # é completo"

1. Suponha que # é maximal consistente (max cons)

2. Suponha que # |= A
3.# U {~A} não tem modelo
4. @ é consistente --> @ tem modelo
5. @ não tem modelo --> @ é inconsistente
6. # U {~A} é inconsistente
7. # U {~A}|- Falso
8. # |- A
9.  #|= A --> # |- A
10. # é max cons --> (#|= A --> # |- A)
11. # é max cons --> # é completo

Prova por indução de que a soma dos n primeiros números ímpares é igual a n*2

[* representa a operação de potenciação]

1+3+5...+(2n-1) = n*2
P(n) = 1+3+5...+(2n-1)
P(n) = n*2
P(1) = 1*2

Mostrar que P(n+1) = (n+1)*2

P(n) = 1+3+5...+(2n-1)
P(n+1) = 1+3+5...+(2n-1)+[2(n+1)-1]
P(n) = n*2
P(n+1) = n*2 +[2(n+1)-1]
P(n+1) = n*2 +2n+1
P(n+1) = (n+1)*2

Estrutura Geral da Prova de Completude Lógica

Provar que  # |= A --> # |- A

1. Assuma # |= A
2. # U {~A} não tem modelo
3. @ é consistente --> @ tem modelo
4. @ não tem modelo --> @ é inconsistente
5. # U {~A} é inconsistente
6. # U {~A}|- Falso
7. # |- A

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Apresentação da Crítica de Strawson a Russell

Strawson, em Sobre Referir, quer mostrar como fazemos referência (ou mencionamos) a um objeto em nosso discurso. Outros antes dele também tentaram responder essa pergunta. E foi essa tentativa que, por exemplo, levou Bertrand Russell a criar sua 'Teoria das Descrições'. Assim, para estabelecer sua tese, Strawson teve que tentar refutar a teoria de Russell, pois esta era inconsistente com relação à sua. Mas, para chegarmos a explicar a crítica de Strawson a Russell, é interessante que primeiro expliquemos a teoria que será criticada, para posteriormente nos direcionarmos à própria crítica. Portanto, é isso que faremos.

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