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quarta-feira, 14 de março de 2012

Contra a necessidade metafísica da lei “o sal se dissolve em água”

Autor: Rodrigo Cid


Neste artigo, pretendo argumentar contra a tese de Alexander Bird (2001) de que a lei o sal se dissolve na água é metafisicamente necessária. Indico brevemente qual é o argumento de Bird a favor da necessidade de tal lei e, posteriormente, provejo um contra-argumento à sua tese. Bird, de modo geral, quer mostrar que a existência de certas substâncias depende da veracidade de certas leis e que, por isso, a existência de tais substâncias implica a verdade de tal lei. Isso faria que a lei existisse sempre que existisse a substância que ela regula; o que, segundo Bird, faria tal lei metafisicamente necessária. Meu contra-argumento ao Bird é que tal concepção apreende apenas o que chamamos de “necessidade fraca”, e não a necessidade forte que esperaríamos de uma lei metafisicamente necessária.

terça-feira, 13 de março de 2012

Atributos Não-Instanciados

Autor: Rodrigo Figueiredo

Esta dissertação versa sobre os atributos não instanciados. Alguns filósofos pensam que temos que levar a sério a noção de atributo universal (entidades que são, em um sentido mínimo, instanciáveis – entidades que podem ter instâncias). Um exemplo de atributo universal é a propriedade de ser vermelho que todas as rosas vermelhas instanciam (supondo que tal propriedade existe). Dentre os filósofos que levam a sério a noção de atributo universal, alguns pensam que todo atributo universal realmente existente tem que ter alguma instância no mundo atual; esses filósofos são os chamados “aristotélicos”. Para estes, a propriedade de ser vermelho instanciada pelas rosas vermelhas só existe enquanto há indivíduos (como as rosas vermelhas) que instanciam aquela propriedade. Outros filósofos pensam que os universais existem mesmo que não tenham instâncias atuais, ou seja, são pelo menos alguns deles são contingentemente instanciados; neste caso, a propriedade de ser vermelho existiria mesmo que não houvesse nada que fosse vermelho no mundo atual. Outros ainda pensam que existem atributos que sequer podem ter instâncias, por exemplo, a propriedade de ser quadrado e redondo, que são os atributos necessariamente não instanciados. Esses dois últimos fazem parte de uma corrente filosófica chamada “platonismo”. Defendo uma variante moderada do platonismo, que não vê problemas com atributos universais contingentemente não instanciados, mas sim com atributos necessariamente não instanciados – atributos que não podem ter instâncias. A tese aqui será condicional: Se temos motivos para postular a existência de universais, não há problema com a existência de atributos contingentemente não instanciados, mas apenas com os atributos necessariamente não instanciados.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Deflacionismo e Realismo

Autor: Alexandre Machado

No presente texto pretendo atingir os seguintes objetivos: apresentar brevemente a tese de Michael Dummett segundo a qual algumas versões da controvérsia entre realistas e anti-realistas  podem ser interpretadas em termos semânticos (secção 1), apresentar a crítica deflacionária de Scott Soames à tese de Dummett (secção 2), apresentar uma possível linha de objeção à crítica de Soames baseada em algumas observações de Frege sobre a relação entre verdade e asserção (secção 3) e discutir uma possível réplica de Soames (secção 4).

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Enunciado Falso e Não-Ser no Sofista de Platão

Autor: Alexandre Machado

Platão inicia o seu Sofista anunciando, através das palavras do Eleata, o objetivo do diálogo que se segue: “...cabe a mim e a ti, ao empreender esta análise, iniciá-la desde logo pelo estudo do sofista, ao que me parece, procurando saber e definir claramente o que ele é.” O Eleata propõe, então, um método para atingir este objetivo. Primeiramente, descobre-se o gênero mais alto ao qual pertence aquilo que se pretende definir. A seguir, procede-se uma divisão do gênero em espécies distintas, dentre as quais descobre-se aquela à qual pertence aquilo que se deseja definir. Divide-se novamente a espécie em subespécies e novamente descobre-se a qual delas pertence aquilo que se deseja definir. Este procedimento é repetido tantas vezes quantas forem necessárias para que se atinja a mais ínfima espécie à qual pertencem aquilo que se pretende definir. O método é exercitado pelo Eleata e por Teeteto na definição de algo “fácil de conhecer”, o pescador com anzol (218e-221b), e logo após é aplicado ao caso do sofista

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Lógica e forma de vida: Wittgenstein e a natureza da necessidade lógica e da filosofia


Autor: Alexandre Machado

Este livro conduz o leitor através do itinerário filosófico de Ludwig Wittgenstein – dos aforismos sibilinos do Tratactus sobre a “essência do mundo” e os “limites da linguagem” à “quieta pesagem dos fatos lingüísticos”. Passo a passo, com perícia e clareza exemplares, Alexandre Machado deslinda a peripécia que se consumou na transfiguração da filosofia de Wittgenstein. A Coleção Prêmio ANPOF (Associação Nacional dos Pós-Graduações em Filosofia), inaugurada com esta obra, reúne teses e dissertações brasileiras em filosofia, selecionadas anualmente por uma comissão da ANPOF para publicação pela Editora Unisinos. [P.F.] 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Two Postdoctoral Research Fellowships - GV11552




Salary: £25,854 or £27,427 - £29,099

The Faculty of Philosophy intends to appoint two Research Fellows,
each for two years from 1st October 2012. The posts arise from the
recent appointment of Professor Huw Price to the Bertrand Russell
Chair of Philosophy. One of the positions will be in Philosophy of
Physics and/or Foundations of Physics; this post has been created
thanks to the generosity of the Isaac Newton Trust. For the second
position, a research interest in pragmatic approaches to modality will
be a strong advantage, and suitable candidates are likely to have a
background in Pragmatism, Metaphysics, and/or Philosophy of Language.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

"Os universais: problemas e discussões"



Convidam-se todos os interessados a participar na segunda sessão do Seminário de investigação "Os universais: problemas e discussões":


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O que é uma lei da natureza?

Autor: Rodrigo Cid

O objetivo desta dissertação é defender a posição filosófica do substantivismo ante rem contra as suas supostas alternativas. Para isso serão apresentadas quatro posições com relação à natureza das leis naturais, duas formas de realismo e duas formas de anti-realismo, e as avaliaremos criticamente. As desvantagens de cada uma dessas teorias serão apresentadas a fim de mostrarmos que elas são insuficientes para fornecer uma metafísica capaz de explicar a contrafactualidade, a universalidade e a regularidade do mundo, e que apenas uma versão de uma das teorias realistas, o novo substantivismo ante rem, o consegue. Esse objetivo é importante, pois o conceito de lei natural é amplamente utilizado em inúmeras áreas das ciências e da filosofia e, de acordo com a posição que aceitarmos, ele poderá cumprir certos papéis teóricos, e não outros. Pretendemos mostrar que as leis do novo substantivismo ante rem são capazes de cumprir todos os papéis que os cientistas esperariam das leis naturais. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Three Remarks on the Interpretation of Kant on Incongruent Counterparts

Autor: Rogério Passos Severo

Kant’s treatments of incongruent counterparts have been criticized in the recent literature. His 1768 essay has been charged with an ambiguous use of the notion of ‘inner ground’, and his 1770 claim that those differences cannot be apprehended conceptually is thought to be false. The author argues that those two charges rest on an uncharitable reading. ‘Inner ground’ is equivocal only if misread as mapping onto Leibniz notion of quality. Concepts suffice to distinguish counterparts, but are insufficient to specify their spatial forms. Kant’s claims are reasonable and plausible, and have been reaffirmed repeatedly in contemporary discussions of demonstrative identification.

Sobre o primeiro fundamento da distinção de direções no espaço

Tradutor: Rogério Passos Severo

O ensaio a seguir traduzido foi publicado pela primeira vez em 1768 no Wochentliche Königsbergsche Frag- und Anzeigungsnachrichten (n. 6, 7 e 8). Foi o único trabalho publicado por Kant entre 1766 e 1770, período crucial para o desenvolvimento do que posteriormente viria a ser o idealismo transcendental, em particular de sua doutrina do espaço e do tempo. O ensaio de 1768 marca uma ruptura com concepções leibnizianas do espaço que Kant mantivera até então, ainda que com reservas.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A PUZZLE ABOUT INCONGRUENT COUNTERPARTS AND THE CRITIQUE OF PURE REASON

Autor: Rogério Passos Severo

Kant uses incongruent counterparts in his work before and after 1781, but not in the first Critique. Given the relevance that incongruent counterparts had for his thought on space, and their persistence in his work during the 1780s, it is plausible to think that he had a reason for leaving them out of both editions of the Critique. Two implausible conjectures for their absence are here considered and rejected. A more plausible alternative is put forth, which explains that textual absence as a result of the synthetic method of presentation intended for the Critique.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Que Significa Orientar-se? Contrapartidas Incongruentes e Identificação Demonstrativa

Autor: Rogério Passos Severo

Nesta dissertação analisam-se os usos que Kant fez de contrapartidas incongruentes, e a validade dos argumentos nas quais ocorrem. Em particular, interpreta-se passagens controversas do seu ensaio de 1768. Comparam-se a análise e os argumentos kantianos com textos contemporâneos sobre identificação demonstrativa. Mostra-se que as análises kantinas das contrapartidas incongruentes podem ser vistas como precursoras de algumas discussões contemporâneas.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Resenha de LOUX, M. (2006). The necessary and the possible. In: M. LOUX, Metaphysics: A contemporary introduction. 3ª ed., New York, Routledge, p. 153-186.


Autor: Rodrigo Reis Lastra Cid

Neste capítulo, Loux apresenta alguns problemas com relação às modalidades e algumas das relações entre elas e o vocabulário dos mundos possíveis, expondo as duas principais posições ontológicas com relação a tais mundos e às modalidades e com relação à natureza das modalidades, a saber, o possibilismo e o actualismo, defendidos respectivamente por Lewis e Plantinga. Essas são teorias inconsistentes entre si, que intentam nos dizer se os mundos possíveis são concretos ou abstratos e se existe algo além do que é actual.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Tradução de Bird, Alexander (2006). “Potency and Modality”. Synthese: vol. 149, pp. 491-508.

Tradutor: Rodrigo Reis Lastra Cid


Chamemos uma propriedade que é essencialmente disposicional de potência. David Armstrong pensa que as potências não existem. Todas as propriedades esparsas são essencialmente categóricas, onde propriedades esparsas são as propriedades explicativas do tipo que a ciência quer descobrir. Uma visão alternativa, mas não apenas uma, é que todas as propriedades esparsas são potências ou sobrevêm a elas. Neste artigo, vou considerar as diferenças entre essas visões, em particular a objeção que Armstrong levanta contra as potências.


Buracos (LEWIS, David & LEWIS, Stephanie)

Tradutores: Rodrigo Reis Lastra Cid & Rodrigo Alexandre de Figueiredo

Argle: Eu não acredito em nada além de objetos concretos materiais.
Bargle: Há muitas opiniões suas que eu aprovo; mas uma de suas características menos aprazíveis é a afeição pelas doutrinas do nominalismo e do materialismo. Toda vez que você começa com um tópico desse tipo, eu sei que estamos entrando em uma longa discussão. Onde começaremos dessa vez: números, cores, extensões, conjuntos, campos de força, sensações ou o quê?
A: São todos ficções! Eu pensei muito sobre cada um deles.
B: Um longo trabalho para o anoitecer. Antes de começarmos, deixe-me pegar-lhe um lanche. Você gostaria de biscoitos e queijo
A: Obrigado. Que esplêndido Gruyère!
B: Sabe, há reconhecidamente muitos buracos neste pedaço.
A: É mesmo, há.
B: Peguei você.



Buracos (CASATI, Roberto & VARZI, Achille)

Tradutor: Rodrigo Reis Lastra Cid

Os buracos são estudos de caso interessantes para ontologistas e epistemólogos. As descrições do mundo ingênuas e não instruídas tratam os buracos como objetos de referência, em paridade com os objetos materiais (‘há tantos buracos em meu queijo, quanto biscoitos na lata’). E frequentemente apelamos para buracos a fim de explicar as interações causais ou a ocorrência de certos eventos (‘a água acabou por causa do buraco no balde’). Assim, há evidência prima facie a favor da existência de tais entidades. Todavia, pode ser argumentado que a referência a buracos é apenas uma façon de parler, que buracos são apenas entia representationis, entidades do tipo ‘como se fosse’, ficções.

sábado, 19 de novembro de 2011

Presentismo, referência ao passado e proposições

Autor: César Schirmer dos Santos
Os presentistas nos dizem que os únicos objetos percorridos pelos quantificadores de escopo mais amplo são aqueles que existem no presente, o que leva seus críticos a perguntarem o que torna verdadeiros os enunciados sobre o passado, como “Sócrates foi um filósofo”. Em defesa do presentismo, e seguindo a proposta de Fiocco (2007), argumentamos que o que torna verdadeiro um enunciado sobre o passado é uma proposição, que proposições não existem no tempo, e que nada na teoria presentista compromete seus defensores com a tese de que o que não existe no tempo não existe. 

sábado, 17 de setembro de 2011

MCTAGGART E O PROBLEMA DA REALIDADE DO TEMPO

Autor: Rodrigo Cid

RESUMO: É comum, até entre os leigos, a dúvida sobre a realidade do tempo. Pensamos que é possível que o tempo seja uma ilusão e que a percepção de sua passagem seja apenas percepção de outra coisa que não o tempo. Há uma série de argumentos, feitos por filósofos, tanto para defender, quanto para atacar a intuição de que o tempo é real. Um deles, e talvez o mais conhecido, é o argumento de McTaggart, que tenta estabelecer certa condição para que exista o tempo e que o tempo, pensado segundo tal condição e aplicado à realidade, nos leva a uma contradição; o que o faz concluir que o tempo não pode existir, e que, portanto, não existe. O que eu pretendo neste artigo é expor o argumento de McTaggart junto com algumas objeções originais e não originais, e tentar mostrar que, se aceitamos a abordagem de Prior do fluxo do tempo, o caráter cogente do argumento de McTaggart se perde.


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dois tipos de possibilidade (Dorothy Edgington)

Tradutor: Rodrigo Reis Lastra Cid
Eu defendo uma versão da tese de Kripke de que o necessário metafisicamente e o conhecível a priori são independentes. Em minha versão, há duas famílias independentes de noções modais, a metafísica e a epistêmica, onde nenhuma é mais forte que a outra. A possibilidade metafísica é restrita pelas leis da natureza. Sugiro que a validade lógica é melhor entendida em termos de necessidade epistêmica.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Resenha de Lange, Marc (2009). "Introduction" & "Chapter 1". In: Laws and Lawmakers: Science, Metaphysics, and the Laws of Nature. New York: Oxford University Press.

Introdução


Os objetivos de Lange neste livro são (I) responder como as leis diferem de fatos que não são leis, explicando o status de o que é ser uma lei (lawhood), e (II) responder como as diferenças entre leis e acidentes deve ser explicada por meio da indicação de fazedores de leis (lawmakers). Ele responde dizendo  que as leis naturais diferem dos acidentes, pois têm uma relação íntima com fatos que ocorreriam dada certa circunstância que poderia não ocorrer (fatos subjuntivos). Lange também pretende mostrar como esses fatos subjuntivos são os fazedores de lei das leis, e indicar uma característica essencial das leis, a saber, a persistência sob quaisquer condições contrafactuais logicamente consistentes com as leis, o que as faz diferir dos acidentes.

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