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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

“Plausible insofar as it is intelligible”: Quine on underdetermination

Autor: Rogério Passos Severo

Quine’s thesis of underdetermination is significantly weaker than it has been taken to be in the recent literature, for the following reasons: (i) it does not hold for all theories, but only for some global theories, (ii) it does not require the existence of empirically equivalent yet logically incompatible theories, (iii) it does not rule out the possibility that all perceived rivalry between empirically equivalent theories might be merely apparent and eliminable through translation, (iv) it is not a fundamental thesis within Quine’s philosophy, and (v) it does not carry with it the anti-realistic consequences often associated with the thesis in recent debates. The paper analyzes Quine’s views on the matter and the changes they underwent over the years. A conjecture is put forth about why Quine’s thesis has been so widely misrepresented: Quine’s writings up to 1975 tackled primarily the formulation and justification of the thesis, but afterwards were concerned mostly with the question whether empirically equivalent rivals to the theory we hold are to be considered true also. When this latter discussion is read without bearing in mind Quine’s earlier formulation and justification of the thesis, his thesis seems to have stronger epistemic consequences than it actually does. A careful reading of his later writings shows, however, that the formulation of the thesis remained unchanged after 1975, and that his mature and considered views supported only a very mitigated version of the thesis.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Realismo, subdeterminação e indeterminação em Quine

Autor: Rogério Passos Severo

Este livro é um belo acréscimo à literatura filosófica brasileira, ainda muito carente de estudos sobre a obra de Quine. Apesar do seu grande impacto sobre os rumos que a filosofia tomou desde a metade do século passado, Quine é apenas muito rudimentarmente conhecido no Brasil. O livro de Marcos Bulcão Nascimento contribui para mitigar um pouco essa deficiência, explorando principalmente as relações entre o autoatribuído realismo de Quine e duas de suas doutrinas mais famosas e polêmicas: a indeterminação da tradução radical e a subdeterminação de teorias pelas observações. O livro pode ser lido como uma introdução à filosofia de Quine, uma vez que discute diversos dos seus textos mais importantes, procurando sempre apresentá-los de maneira maximamente caridosa e simpática. Contudo, e esse é o primeiro ponto que eu gostaria de discutir nas seções a seguir, trata-se de uma apresentação da obra de Quine a partir de teses e doutrinas que não são fundamentais ou centrais à sua filosofia. Na obra de Quine, realismo, subdeterminação e indeterminação são teses justificadas, ou ao menos motivadas, pelas teses mais fundamentais do naturalismo e do holismo. O segundo ponto que eu gostaria de discutir diz respeito às implicações das doutrinas da relatividade ontológica e da subdeterminação. O autor afirma que essas teses “mostram a possibilidade de diferentes ontologias com o mesmo suporte empírico” (p. 202). Eu gostaria de sugerir que esse não é o caso, pois o que a doutrina da relatividade ontológica pretende estabelecer é o estatuto relativo de qualquer ontologia (relativo ao manual de tradução que empregamos, ou, mais genericamente, relativo à linguagem que usamos). Dizer que daí se segue a possibilidade de diferentes ontologias é uma inferência inválida (ver seção 3 abaixo). E no que tange à doutrina da subdeterminação, esta só é uma tese substancial e filosoficamente interessante quando afirma a possibilidade de teorias cujas frases teóricas não são inter-traduzíveis. Mas isso não exige que essas teorias postulem ontologias alternativas. Embora esse seja um resultado no mais das vezes esperado, não é isso que caracteriza a doutrina quineana da subdeterminação. Isso, ao menos, é o que tentarei mostrar a seguir (seção 2)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Kant, Kuhn e a racionalidade da ciência


Autor: Michael Friedman
Tradutor: Rogério Passos Severo

Este artigo considera a evolução do problema da racionalidade científica desde Kant, passando por Carnap, até Kuhn. Argumento em favor de uma versão relativizada e historicizada da concepção original kantiana dos princípios científicos a priori, e examino o modo pelo qual esses princípios mudam e se desenvolvem através de mudanças revolucionárias de paradigmas. O empreendimento distintivamente filosófico de refletir sobre e contextualizar tais princípios é então visto como desempenhando um papel chave ao tornar possível a comunicação intersubjetiva racional entre paradigmas que de outro modo seriam incomensuráveis.

sábado, 19 de novembro de 2011

O Paradoxo de Moore

Autora: Ana Falcato
Resumo: O famigerado Paradoxo de Moore foi frequentemente interpretado na tradição analítica como um tópico mais das Investigações Filosóficas de Wittgenstein ou como um pseudo-argumento, cujo fito fosse provar a irracionalidade contida em afirmações em primeira-pessoa que contradizem estados de coisas actuais. Neste artigo defendo a construção de um argumento a partir da Frase de Moore e apresento quatro modelos de interpretação do Paradoxo: a afirmação da Frase de Moore como uma forma de irracionalidade teórica ou de irracionalidade prática e o mero juízo da Frase de Moore enquanto forma de irracionalidade teórica ou prática. Para sustentar qualquer um dos modelos de interpretação, defendo, uma noção forte de asserção é requerida. 


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sobre a Fundamentação da Moral na Obra de Kant

Autora: Cidiane Lobato
Nas obras Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Crítica da Razão Prática, Metafísica dos Costumes e Antropologia de um Ponto de Vista Pragmático, Kant defende sua Filosofia Moral fundada no que cunhou como sendo a razão prática. De fato, assim como na Teoria do Conhecimento, Kant inicia a discussão sobre a Moral a partir de uma crítica da razão prática, embora, neste caso, divida este passo primeiro em duas etapas: a fundamentação da metafísica dos costumes ou a crítica da razão pura prática, antes de seguir à crítica da razão prática propriamente dita. Mais especificamente, é no Prefácio da Fundamentação da Metafísica dos Costumes que o filósofo se atém à questão sobre se no fundamento da moralidade deve haver uma metafísica dos costumes ou uma antropologia. Este trabalho objetiva a interpretação desta última obra tendo em vista uma resposta introdutória à questão sobre os fundamentos da Moral na obra de Kant.


Conhecimento objetivo em Mark Bevir


Autor: Gustavo Freitas Pereira
As reflexões de Mark Bevir sobre o método em História das Idéias têm se destacado. Seu trabalho parece absorver boa parte das diretrizes fundamentais propostas por Quentin Skinner e John Pocock, muito embora proponha modificações. Por outro lado, este autor não desconsidera a contribuição de autores como Hans-Georg Gadamer e Michel Foucault, aproximando-se em um primeiro momento, afastando-se deles mais tarde. Um exemplo desta característica é a abordagem de Bevir sobre o problema da objetividade histórica. Bevir compartilha inicialmente quanto ao ceticismo de Foucault e Gadamer com relação ao empirismo e ao positivismo, mas oferece uma solução que busca atenuar ou até mesmo dissolver posturas compreendidas como irracionalistas ou relativistas. Reconstruímos a argumentação de Bevir apresentando suas linhas gerais. Em seguida, propomos algumas críticas a estas idéias, defendendo que a justificativa epistemológica de Bevir para o conhecimento histórico pode não ser consistente ou suficiente.


quinta-feira, 21 de abril de 2011

A crença apropriadamente básica e a crença básico-comprovada de Plantinga

Alvin Plantinga (1981) pensa de modo semelhante a William James sobre a aceitar uma crença sem indícios conclusivos, mas por outros motivos; ele diz que é correto, racional, razoável e adequado acreditar em Deus sem indícios e sem argumentos: quem aceita a crença na existência de Deus sem indícios ainda está em seu direito intelectual de acreditar. Mas para Plantinga “indícios” significa algo bem específico: significa “uma crença que sustenta outra crença”. Ele pensa que “nem todas as nossas crenças racionalmente defendidas podem ser racionais apenas em virtude de se sustentarem em outras crenças que defendemos e que são indícios das primeiras.” O processo de tornar racional uma crença por meio de outra crença racional tem de chegar ao fim. “Tem de haver crenças cuja adoção é racional sem as basearmos em outras crenças que sejam indícios a favor das primeiras” (Murcho, 2009, p. 109). Crenças essas, que são chamadas por Plantinga de “crenças básicas”. Assim, uma crença básica é aquela que não se fundamenta em outra crença, ou seja, é uma crença sem indícios.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O indiciarismo probabilístico de Swinburne

Swinburne (1998) é um teísta e, contrariamente a Plantinga, que também é um teísta, ele é um indiciarista: ele acredita que é irracional aceitar o teísmo sem indícios suficientes. Contudo, ele acredita que temos indícios suficientes para aceitar o teísmo. Ele pensa que uma boa teoria teísta não poderia rivalizar com as teses científicas, mas deve ser compatível com elas.A ciência pode explicar muito da realidade, mas não tudo – diz ele. Ela não consegue explicar por que há algo e não nada, ou por que há estas coisas/leis e não outras completamente diferentes. As ciências apenas explicam as coisas ou as leis por meio de outras coisas ou outras leis mais gerais, mas ela não pode nos dizer por que, por exemplo, as constantes fundamentais são as que são. A hipótese teísta, diz Swinburne, pode.

terça-feira, 19 de abril de 2011

A vontade de acreditar de James

William James (1897) pensa de um modo muito peculiar. Ele concorda com Clifford (1877) em as pessoas deverem ser ajuizadas de acordo com as ações que praticam e de acordo com as crenças que adotam, e com sua regra 1 (ou seja, “se alguém sabe de indícios contra uma hipótese e não sabe de indícios a favor, então se ela aceita a hipótese, comete uma imoralidade”). James discorda de Clifford justamente na regra 2 (“se não há indícios contra ou a favor da crença, é imoral aceitá-la ou rejeitá-la”), porque pensa que, quando uma hipótese é indecidível e apresenta uma opção genuína, não é incorreto deixar a nossa natureza passional decidir (podemos acreditar no que nos apetece). E a hipótese religiosa é indecidível – pois temos indícios para crer tanto no teísmo, quanto no ateísmo – e nos apresenta uma opção genuína. Uma opção genuínas é uma hipótese que é viva, momentosa e forçosa. Uma hipótese é viva (diferente de morta) quando ela é atrativa por aparentar ser uma possibilidade real. Uma hipótese é momentosa (diferente de trivial) quando podemos não vir a ter outra possibilidade de decidir entre hipóteses, quando não podemos facilmente reverter a escolha, ou quando há consequências importantes advindas da escolha. E uma hipótese é forçosa (diferente de evitável) quando não decidir entre hipóteses tem as mesmas consequências de se decidir por uma delas.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A postura agnóstica de Clifford

Uma resposta para se é racional acreditar em algo sem indícios suficientes advém do pensamento de W. K. Clifford (1877). Ele pensa que não temos o direito de acreditar em algo sem indícios adequados, pois não há justificação para adotar uma crença sem indícios suficientes. E, ao acreditarmos sem indícios, prejudicamos o desenvolvimento social por enfraquecer o hábito de investigar e testar as nossas crenças. Isso prepara a sociedade para as pessoas serem rodeadas por mentiras; o que, em última instância, as levaria à selvageria. Assim, se não temos bons indícios para o teísmo e nem para o ateísmo, devemos ser agnósticos.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A crença nos milagres e a experiência mística/religiosa

Um dos apelos teístas pela crença na existência de Deus são os milagres. Tem sido um grande problema da Filosofia da Religião saber (1) se é possível acreditar em milagres; e, se for, saber (2) se é razoável acreditar que ocorreu um milagre. Rudolf Bultmann (Rowe, 2007, p. 137) acredita que não, pois pensa que os milagres fazem parte de uma mundividência pré-científica. 



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Austin pensa que Moore sabe que aqui está uma mão?

RESUMO: O objetivo deste texto é explicitar o conceito de “saber”, indicado por Moore (1989) em seu Prova de um mundo exterior, analisá-lo a partir do que Austin (1985) considera “saber” em seu Outras Mentes e, então, indicar que há um erro fundamental na concepção de Austin. Para cumprir tal objetivo, vou apresentar e explicar uma parte da prova de Moore da existência de objetos exteriores, indicar o que Austin considera “saber” e como isso se relaciona com a concepção de Moore e, finalmente, vou mostrar que Austin mistura o uso que fazemos de “saber” com a questão sobre o que uma pessoa sabe. Palavras-Chave: Austin. Moore. Saber. Acreditar. Conhecimento.

sábado, 15 de janeiro de 2011

A cientificidade das explicações dos fenômenos humanos

Resumo: Este trabalho propõe, em caráter ensaístico, algumas possibilidades de resposta à questão sobre ser apropriado ou não falar de ciências humanas do mesmo modo como falamos de ciências naturais. Procuramos enfatizar que tal questão surge de uma concepção errônea (de cunho positivista) do que seja objetividade das ciências naturais. Valemo-nos de algumas ideias de Karl Popper para discutir e criticar o mito do cientificismo, apontamos para o caráter histórico e social da atividade científica e, com isso, tentamos diminuir uma pretensa distância entre a cientificidade das ciências naturais e das ciências humanas. Por último tratamos brevemente de alguns padrões de explicação (compreensão) dos fenômenos humanos propostos por Granger e Domingues. Nosso texto visa ser um estímulo a uma futura discussão sobre a epistemologia das ciências humanas.


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Resenha de AUSTIN, J. L. "Outras mentes". In: col. Os Pensadores: G. Ryle et al.; trad. Marcelo G. da S. Lima. São Paulo: Abril Cultural, 1985.

A questão principal discutida por Austin é “como sabemos que outra pessoa está zangada?”. Ele a discute em referência ao texto de John Wisdom (“Other Minds”. Proceedings of Aristotelian Society: vol. supl. 20, 1946). Este último se pergunta se sabemos tal coisa de modo semelhante a como sabemos que uma chaleira está fervendo. Austin não acredita que Wisdom dê um tratamento adequado à questão. Ele pensa que é incorreto dizer que sabemos tais coisas por indução, pois alegamos apenas raciocinar por indução, e não saber por meio dela. Mas continua a pensar frases como “esta chaleira está fervendo” ou “isto é um pintassilgo” como semelhantes a “ele está zangado”. A semelhança está no fato de essas frases serem de um tal tipo que permite que perguntemos “como você sabe?” e que permite que em determinadas ocasiões afirmemos apenas acreditar, e não saber. Assim, quando falamos que sabemos tais coisas, há um sentido em que queremos dizer que realmente as sabemos e um outro sentido em que apenas queremos dizer que as acreditamos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Naturalismo Ontológico e a Epistemologia Naturalizada

RESUMO: Este é um trabalho que visa apresentar o Naturalismo Ontológico no âmbito da Epistemologia Naturalizada. Para tal, deve-se mostrar: (1) como Quine “naturaliza” a epistemologia e por que essa mudança direcionou os epistemológos posteriores à metafísica; (2) como ele resolve o ‘problema da indução’; (3) o que é o Naturalismo Ontológico e como ele se relaciona com a Epistemologia Naturalizada. Mais especificamente, mostraremos como Jaegwon Kim e como W. V. Quine percebem a epistemologia tradicional e como a naturalização desta precisou também da naturalização da metafísica, a fim de que esta consiga realizar o novo tipo de investigação sugerido por Quine: abandonar o programa de justificação da ciência por meio da validação dedutiva e utilizar-se de meios empíricos para entender a relação ‘evidência-teoria’. 

sábado, 13 de novembro de 2010

Against Gettier

In “Is Justified True Belief Knowledge?” Edmund Gettier (1963) attacked the thesis ‘S knows that P iff P is true, S believes that P, and S is justified in believing that P’. His intention was to sustain that someone can have a justified true belief without knowing that belief. He made that by creating two counter-examples to that thesis. In this article, I try to show that Gettier’s arguments are based in a weak account of justification, and that such a weak view cannot talk about someone knowing something. I begin by presenting his counter-examples, and then I show they do not work.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Diálogo sobre a justificação falível e sobre a justificação infalível

Rodrigo Cid: 

Eu falei que uma justificação de P que não fizesse com que não-P fosse impossível não era de fato uma justificação. Ou seja, o conceito "justificação de P" é "dar razões que tornam não-P impossível". Você, contrariamente, me disse que o conceito de justificação não precisava ser tão forte e que eu não tinha como justificar o meu critério de justificação segundo ele próprio. Você me disse que "justificação de P" é "dar boas razões a favor de P, mas não necessariamente tornando impossível não-P". Minha resposta é que dar boas razões para P, não tornando impossível não-P, é, na verdade, justificar o fato de acreditarmos, mas não sabermos, P. Se peço uma justificativa de porque você afirma saber P, em detrimento de meramente acreditar que P, dar boas razões que não impossibilitam não-P não será uma justificativa, pois pode ser o caso de o que você acredita não ser o caso. Se você sabe algo, então não pode ser o caso de você estar errado; e se apenas temos razões para acreditar que não tornam impossível o contrário do que acreditamos, então pode ser o caso de estarmos errados. Assim, razões para acreditar em P (boas razões que não impossibilitam não-P) não pode justificar que eu sei P, mas podem somente justificar que eu acredite em P. 

domingo, 15 de agosto de 2010

Questões sobre "Direct Reference", de François Recanati

QUESTÕES: (1) O que Recanati entende por "designador direto" e por "designador rígido", e por que ele pensa que todo designador direto é rígido, mas nem todo designador rígido é direto? /// (2): (a) Como Recanati entende a distinção capital entre os modos de re de apresentação da referência e os modos de dicto (descritivos) de apresentação da referência? (b) Descreva, em pormenor, as duas características centrais dos os modos de re segundo Recanati. (c) Explique porque os modos de re psicológicos se distinguem do modos de dicto. /// (3): Em que sentido podemos entender o modo de re psicológico de apresentação da referência como um "arquivo" ou dossiê mental? Descreva e comente os diferentes níveis da arquitetura cognitiva, dos "Buffers" aos "arquivos enciclopédicos".


domingo, 25 de julho de 2010

Resenha de As Origens do Conhecimento e da Ignorância de Karl Popper

01) OBJETIVO DO TEXTO: Este texto examina a disputa entre o empirismo (Bacon, Locke, Berkeley, Hume, Mill) e o racionalismo clássico ou intelectualismo (Descartes, Spinosa e Leibniz) na questão da origem do conhecimento -- onde a primeira escola pensa que está na observação, enquanto a outra pensa que está na intuição intelectual de idéias claras e distintas. Através desse exame, Popper tentará demonstrar as semelhanças entre as duas escolas e seus respectivos erros, mostrando que nem a observação nem a razão podem ser consideradas fontes do conhecimento.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Resenha de Trechos do Ensaio acerca do Entendimento Humano de John Locke

LIVRO II

CAPÍTULO XVII: INFINIDADE

Locke introduz falando que irá mostrar o que a mente atribui à idéia de infinidade e como essa é formada. Assinala, então, que o finito e o infinito são modos de quantidade de idéias como espaço, duração e número. Para aqueles que agora citariam Deus, ele diz que seus aspectos infinitos são remetidos à sua continuidade ou onipresença, ou ainda às suas qualidades morais, pois podemos multiplicá-las o quanto quisermos, embora não possuamos nenhuma idéia dessa infinidade; dessa forma, diferenciando as idéias e os meios de concebê-las da própria coisa, afirmando que passará a tratar das idéias e meios de conceber a infinidade.

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