Wittgenstein parte da dicotomia, muito comum em filosofia, entre o mundo físico e o mundo mental. Ele pensa ser algo imerso na linguagem o fato de atribuirmos predicados mentais a terceiros por meio de critério externo (como o comportamento) e de acreditarmos que temos um acesso privilegiado à nossa própria mente. O mental nem sempre corresponde àquilo que Wittgenstein chamava de “interno”, nem o físico ao que ele chamava de “externo”. O interno é aquilo que cada um tem acesso privado, mas que dele se fala com um nome da linguagem pública. Por exemplo, quando sentimos um sentimento, não podemos fazer ninguém saber como exatamente é este sentimento, mas podemos falar sobre ele com os termos gerais de nossa linguagem pública. O interno é o próprio sentimento; em termos gerais, ele é o objeto privado, acessível somente ao falante. O externo é aquilo que é subjetivamente acessível, que nem sempre é físico, no sentido estrito do termo (como a linguagem pública – que é externa, mas não propriamente física). Wittgenstein vai contra a dicotomia entre interno e externo por assimilar o mundo mental ao físico.
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segunda-feira, 19 de julho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Apresentação da Crítica de Strawson a Russell
Strawson, em Sobre Referir, quer mostrar como fazemos referência (ou mencionamos) a um objeto em nosso discurso. Outros antes dele também tentaram responder essa pergunta. E foi essa tentativa que, por exemplo, levou Bertrand Russell a criar sua 'Teoria das Descrições'. Assim, para estabelecer sua tese, Strawson teve que tentar refutar a teoria de Russell, pois esta era inconsistente com relação à sua. Mas, para chegarmos a explicar a crítica de Strawson a Russell, é interessante que primeiro expliquemos a teoria que será criticada, para posteriormente nos direcionarmos à própria crítica. Portanto, é isso que faremos.
Frege, sentido, pensamento, verdade e referência
“O valor de verdade é a referência da sentença cujo sentido é um pensamento".
Frege (Sobre o Sentido e a Referência) apresenta o problema que pretende resolver: explicar a diferença de valor cognitivo entre as sentenças a = a e a = b. Para isso é preciso um exame da igualdade. Ele verifica que ela não é uma relação entre sinais nem entre objetos. Isso, pois se fosse entre sinais, teríamos apenas uma informação semântica (dois sinais que significam a mesma coisa); e se fosse entre objetos, como só teríamos um objeto, a = a não poderia ser diferente de a = b.
"Da Denotação" e Argumento Ontológico
Com a “Teoria das Descrições”, Russell cria uma forma de analisar as proposições, onde não é preciso usar a expressão denotativa descritiva (quando esta ocupa o lugar de sujeito). Esta é reduzida a uma variável ligada dentro de um somatório de funções proposicionais. Portanto, predicar algo de um sujeito se torna uma conjunção de pelo menos três sentenças: uma contendo o quantificador existencial e a indicação da propriedade definidora da variável ligada; uma outra, que é a asserção de que aquele somatório indica um objeto único (asserção de unicidade); e, finalmente, uma que atribui uma propriedade (atributo) a esse objeto.
domingo, 20 de junho de 2010
Resenha de Lowe, E. J. (1987). “The Indexical Fallacy in McTaggart’s Proof of the Unreality of Time”. Mind, New Series: vol. 96, n. 381, pp. 62-70.
No artigo acima referido, Lowe pretende mostrar três coisas: (I) que há um problema com o uso dos indexicais no argumento de McTaggart contra a realidade do tempo, (II) que um teórico da série A pode dar uma caracterização melhor que a de McTaggart para o fluxo do tempo, e (III) que há uma forma de mostrarmos que o tempo, em detrimento do espaço, é a dimensão da mudança.
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