segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Platão e Nietzsche


Platon-Nietzsche. L'autre manière de philosopher


« Lire les Dialogues de Platon avec en tête les questions soulevées par Nietzsche m’a fait saisir en eux une force et une étrangeté usées par des myriades d’interprétations. Vérifier combien Nietzsche platonise” m’a permis de percevoir une pensée qui, par-delà Oui et Non, accumule hypothèses et points d’interrogation. Ce livre tente d’expliciter une évidence jusque-là souterraine : la parenté existant entre leurs manières de philosopher. Qui réduit leurs philosophies à un ensemble de doctrines peut seulement voir ce qui les oppose : pensée du devenir contre métaphysique de l’être, interprétation contre recherche dialectique de la vérité, corps pensant contre corps tombeau, la liste n’est pas close. Pour mettre en question ces oppositions, il fallait rappeler que penser est pour eux une aventure, une pluralité d’expériences joyeuses ou pénibles ouvrant sur des chemins à explorer. La méthode du contrepoint rigoureux, superposition de deux lignes mélodiques qui n’exclut pas les dissonances, était donc la plus indiquée. La mise en regard de leurs textes fait certes apparaître des renversements, mais surtout des échos ou des chiasmes.
Le Socrate musicien” qu’était Platon et le Dionysos philosophos” dont Nietzsche se disait le disciple sont les figures croisées d’un philosophe que l’un invente et l’autre réinvente – d’un philosophe qui, ni métaphysicien ni anti-métaphysicien, est capable d’interroger impitoyablement comme de chanter au-dessus de la vie. Cette autre manière de philosopher est, peut être, ce dont la philosophie a aujourd’hui besoin. »

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Sócrates e Esopo




Socrates and Aesop.
Zafiropoulos, Christos A.
A Comparative Study of the Introduction of Plato's Phaedo .
2015. 290 S. 58,00 Euro. 15,5 x 23 cm. Hardcover. 978-3-89665-657-5.



This book is a study of Plato's portraiture of Socrates and of his βίος φιλοσοφικός and of the cultural semantics that underlie it. It focuses on the account of Socrates' final day in the Phaedo, an account that constitutes both an aretalogy and a martyrology, especially on the introductory part of this particular dialogue (57a-61c), with particular emphasis on the repeated references to Aesop and on Socrates' reported versification of fables. The intended parallelism between Socrates and Aesop in the Phaedo (amplified by Apollo's decisive presence and intervention as this is suggested in the accounts of their lives and especially of their deaths), both of them charter figures for philosophical and fable discourse respectively, alongside the accentuation throughout the dialogue of Socrates' exceptional attitude in the face of death, served Plato's strategy to inscribe his model philosophos in the traditions of the unjustly murdered and posthumously exonerated and vindicatedpharmakos and of heroized eminent men. It is hoped that this view of Plato's heroic portrait of Socrates as the result of a fusion of well-established, preceding cultural notions and traditions shall provide another interpretative viewpoint of Plato's work, with respect both to its literary aspect (our reading of the dialogues) and to its institutional aspect (the sociopolitics involved in the establishment of the Academy).

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Fragmentos de um Frankenstein Amoroso




Fragmentos de um Frankenstein Amoroso

Em seu Fragmentos de um Discurso Amoroso, Roland Barthes nos oferece o perfil de um eu que não é psicológico, mas estrutural: “oferece à leitura um lugar de palavra, o lugar de alguém que fala em si mesmo, amorosamente, em face do outro (o objeto amado), que não fala”[i]. Dessa maneira, fragmentado, o sujeito amoroso se apresenta em face do múltiplo das possibilidades amorosas, que nos aparece como figuras do discurso. Essas figuras representam o amante em ação. Várias figuras compõe o discurso amoroso e nem todas se apresentam em uma relação amorosa, mas todas participam da relação amorosa, de modo que o ‘eu’ do amante pode nos aparecer de diversas maneiras na ação amorosa. Como exemplos dessas figuras temos abraço, adorável, angústia, carinho, carta, cena, chorar, coração, declaração, drama, encontro, escrever, espera, eu-te-amo, exílio, imagem, insuportável, magia, plenitude, por quê, saudoso, sedução, sozinho, união, verdade, entre tantas outras figuras possíveis dentro de um discurso amoroso. Essas figuras são modos de se exprimir do ‘eu’, e o seu modo de se exprimir não é claro, não tem ordem, apresenta-se sempre ao acaso e fragmentado.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Edição Especial EIFIL

Investigação Editorial

Publicamos nessa edição especial da revista Investigação Filosófica os artigos apresentados no I Encontro Investigação Filosófica – EIFIL realizado entre 21 e 25 de setembro de 2015 no PPGLM/UFRJ. O primeiro artigo trata do período da Guerra do Peloponeso retratada por Tucídides e suas implicações para a filosofia política da época. O segundo artigo faz uma abordagem da concepção heideggeriana do Homem. O terceiro investiga as consequências geradas pela atribuição de um caráter temporal à categoria ontológica dos estados de coisas, que se relacionam com seu grau de realidade, bem como com o tipo de propriedade temporal que instanciam quando são divididos em passados, presentes e futuros. O quarto tem como objetivo apresentar os principais elementos da crítica de Hume à crença com base no estudo da associação de ideias até a ideia de conexão necessária. O quinto apresenta a chamada ética original propugnada pelo filósofo Michel Henry. O sexto tem por objetivo confrontar a posição própria de Vlastos com um desses pressupostos em que a interpretação de Santas está necessariamente calcada na República de Platão. O sétimo trata da estética no pensamento de Heidegger. O oitavo faz apontamento sobre o problema da desigualdade em Rousseau. O nono tem por objetivo apresentar um uso particular do axioma da escolha na filosofia matemática, a saber, na definição da multiplicação com infinitos fatores. O décimo faz uma relação entre As viagens de Gulliver e a Monadologia de Leibniz. No décimo primeiro artigo é defendido que Kant possui duas concepções de juízo que podem ser conciliadas. O décimo segundo problematiza as formas de poder no mundo contemporâneo, mediante a tecnologia, configurando o que tem-se designado como sociedade de controle tendo como ponto de partida o conto de Ítalo Calvino intitulado A memória do mundo. O último artigo tem por objetivo expor o problema do filósofo-governante na República de Platão.
Agradecemos a todos que contribuíram para a realização do encontro.

http://periodicoinvestigacaofilosofica.blogspot.com.br/




Rodrigo Cid

Luiz Maurício Menezes

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Seminário PPGLM






Convocatória

IX Seminário dos alunos do Programa de Pós-graduação Lógica e Metafísica da UFRJ
Os alunos do PPGLM/UFRJ convidam os estudantes de pós-graduação a participar de seu oitavo seminário. Os interessados deverão enviar resumo até o dia 13 de novembro e, caso desejem, texto integral relativo à apresentação até o dia 08 de novembro para o seguinte e-mail:seminarioppglm@yahoo.com.br. O texto deve ter até 15 páginas (preferencialmente) e obedecer à seguinte formatação: fonte Times New Roman, corpo 12, espaço entre linhas 1,5 e margens 2,5 cm; o respectivo resumo deve conter até 300 palavras.

Após o evento haverá publicação na revista do Seminário dos Alunos do PPGLM/UFRJ para aqueles que assim quiserem.

O evento será realizado do dia 30 de novembro até o dia 04 de dezembro de 2015.

sábado, 3 de outubro de 2015

Infinitismo vs. cartesianismo

Alguns epistemólogos contemporâneos pensam que, para cada crença ou juízo que temos acerca de uma questão contingente (por exemplo, Susan Haack leciona em Miami, Minha xícara está cheia de café, etc.), pode-se sempre pedir razões para pensar que o conteúdo daquela crença é verdadeiro. Além disso, haveria uma cadeia infinita de razões disponíveis para cada crença racionalmente mantida sobre matérias contingentes. Não haveriam crenças 'básicas', como quer o fundacionista. Isto é, não haveriam justificadores últimos que não exigem justificação ou pelos menos disposição para justificação. Tais epistemólogos são chamados 'infinitistas'. Há pelo menos três defensores do infinitismo no cenário contemporâneo: Peter Klein, que concebeu a teoria em primeiro lugar, Jeremy Fantl e Scott F. Aikin.

A idéia infinitista pode soar bastante plausível em alguns casos. Tome como exemplo o meu juízo de que Susan Haack leciona em Miami. Parece que eu não posso crer racionalmente na verdade de tal proposição sem ter alguma razão para pensar que isso é o caso. De fato, eu tenho uma razão para pensar que isso é o caso: está escrito no último livro publicado por Susan Haack que ela leciona em Miami. É claro, alguém irá apontar: 'Hey, isso não é razão suficiente para você estar justificado a crer que Susan Haack leciona em Miami -- você precisa além disso crer que o fato de que isso está escrito no livro dela dá suporte suficiente para a afirmação de que ela leciona em Miami!'. E assim é: de fato eu preciso ou crer que há tal conexão confiável entre as duas coisas, ou pelo menos ter uma disposição para crer que há tal conexão confiável. Sem tal conteúdo sequer podemos dizer que tenho boa evidência para crer que Susan Haack leciona em Miami.


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

SEGUNDO PRÊMIO NEWTON DA COSTA DE LÓGICA (2016)


Prêmio Newton da Costa de Lógica 1) Todo ano é atribuido um prêmio 2) São considerados trabalhos ainda não publicados, de um único autor, de 10 a 30 páginas, escritos em inglês. 3) O comitê julgador é formado por 5 pesquisadores representativos de todas as áreas da lógica. 4) O prêmio, além de honorífico, providencia a participação (viagem + hospedagem + taxa de inscrição) a um evento internacional e a publicação do artigo na revista Logica Universalis, Birkhäuser / Springer, Basel 5) Não ha restricões de idade, sexo, raça, nacionalidade, o(a) candidato(a) só precisa estar filiado(a) a uma universidade brasileira e membro da socidedade brasileira de lógica. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Chamada de Artigos


O periódico Investigação Filosófica (ISSN 2179-6742) faz a sua chamada para a publicação de textos no seu vol. 6, n. 2, a ser publicado no final do segundo semestre de 2015, e convida a todos os pesquisadores em Filosofia a submeterem os seus textos. Aceitamos submissões de artigos, resenhas, comunicações, traduções autorizadas e entrevistas. Não discriminamos entre graduandos e pós-graduandos; todos os textos são avaliados anonimamente por membros do corpo editorial, por membros do conselho consultivo ou por algum parecerista externo escolhido por tais membros. Atentamos para a parceria recém estabelecida com o PPGLM/UFRJ, que em muito vem contribuir com o periódico. Pedimos atenção às normas para a publicação de artigos.
http://periodicoinvestigacaofilosofica.blogspot.com.br/

e-mail: ifilosofica@gmail.com








http://ppglm.wordpress.com/

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Novo Volume da Revista IF



Investigação Editorial

Damos aqui inicio ao volume 6, número 1 da revista Investigação Filosófica. O primeiro artigo desta edição trata sobre o conceito de phrónesis na ética de Paul Ricoer. O segundo artigo faz uma leitura crítica dos principais livros que estão disponíveis no Brasil atualmente e os elementos necessários a uma investigação da persona e da filosofia de Sócrates. O terceiro artigo trata de maneira histórica e filosófica as ideias que prepararam o surgimento da teoria geral dos sistemas. O quarto e último artigo desta edição tem como objetivo a compreensão da estratégia de construção da hegemonia para o Ocidente no pensamento de Antônio Gramsci.
Desejamos a todos uma boa e agradável leitura filosófica.




Rodrigo Cid 
Luiz Maurício Menezes

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Por que ser vegetariano?




Muitas pessoas vêem filmes como “A carne é fraca”, emocionam-se e decidem parar de comer carne. Eu mesmo já fiquei sem comer carne durante 4 anos, depois desse filme. Mas há algum dever racional de não se comer carne (de ser vegetariano)?

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Desafiando o realismo científico

Para quem aprecia o debate entre o realismo e o antirrealismo científico, segue o link para o artigo "Algumas razões para levar a sério a metaindução pessimista" publicado na Revista Princípia:

Resumo: O presente artigo tem por objetivo descrever a metaindução pessimista (PMI) e responder a alguns autores realistas que consideram a PMI uma falácia. A maioria dessas tentativas são más interpretações das ideias de Laudan, falhando o alvo. Este trabalho pretende mostrar que a PMI não é uma indução e nem uma reductio, mas um desafio cético. Se isso estiver correto, então a PMI não pode ser uma falácia e o realismo não pode escapar da tarefa de explicar porque o sucesso é um bom indicador para a verossimilhança das teorias correntes.


Palavras chave: indução pessimista, realismo, antirrealismo, Laudan, Psillos.

domingo, 2 de agosto de 2015

EIFIL

Investigação Filosófica

Programação do I Encontro Investigação Filosófica (EIFIL):


21/09 – Segunda-Feira
Local: Sala 320-B

Conferência de Abertura (09:00): A ontologia do poder em Platão e Aristóteles Profª. Drª. Carolina Araújo (UFRJ)

11:30 – Intervalo

Mesa 1

13:30 –Faca perfeita: aquela que não corta? – Platão e as propriedades de suas Ideias inteligíveis – André Luiz Braga da Silva (USP)

14:20 – A deificação do homem: a leitura de Heráclito por Clemente de Alexandria Fernando Rocha Sapaterro (PUCSP-CAPES/FSB)

15:10 – Sócrates, Erótico Cesar de Alencar (UFRJ)

16:00 – A Política de Cléon no Livro IV de Tucídides: Peripécias da demagogia – Maria Elizabeth Bueno de Godoy (USP)

16:50 – O Desafio do Filósofo na República de Platão – Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes (UFRJ)

22/09 – Terça-feira
Local: Sala 320-B

Mesa 2

14:00 – Crença Verdadeira Justificada e Inferência Dedutiva – Bruno Rigonato Mundim (PUC-Rio)

14:50 – O apelo ao axioma da escolha na definição de certas operações aritméticas – Guilherme T. M. Schettini (UFRJ)

15:40 – Perceptron e sinédoque: a sociedade de controle em suas figuras e linguagem – Irlim Corrêa Lima Júnior (PUC-Rio)

16:30 – Da Sociedade a Desigualdade: uma análise do homem em Rousseau – Diogo Luiz Souza de Matos (UEAP)

23/09 – Quarta-feira
Local: Sala 320-B

Mesa 3

14:00 – Da conexão necessária à crença epistemológica: fundamentos da causalidade em David Hume – Cleber de Lira Farias (UFRJ)

14:50 – A estranheza do homem segundo Heidegger– Felipe Ramos Gall (PUC-Rio)

15:40 – A imbricação entre obra de arte e verdade: leituras de Heidegger– Uriel Nascimento (PUC-Rio)

16:30 – Ética do Corpo e Sexualidade em Michel Henry– João Elton de Jesus (FAJE)

24/09 – Quinta-feira
Local: Sala 320-B

Mesa 4

14:00 – Uma Anatomia do Ressentimento em Nietzsche –Andreia Cristini Marcos Overne (UERJ)

14:50 – As duas provas da existência de Deus nas Meditações Metafísicas de Descartes – Juliana Abuzaglo Elias Martins (UFRJ)

15:40 – A concepção kantiana de juízos e a sua tábua dos juízos e das categorias– Pablo Barbosa Santana da Silva (UFF)

16:30 – As mônadas de Gulliver – Raquel de Azevedo (PUC-Rio)

25/09 – Sexta-feira
Local: Sala 320-B

Mesa 5

13:30 – Hierarquias, fatos e estados de coisas – Ana Clara Polakof (PUC-Rio)

14:20 – Chateaubriand, estados de coisas e instanciação – Sérgio Schultz (PUC-Rio)

15:10 – Reflexões sobre os estados de coisas sob uma perspectiva temporal – Ana Maria Corrêa Moreira da Silva (PUC-Rio)

Conferência de Encerramento (16:00): Fazendo e Desfazendo Fazerores Prof. Dr. Guido Imaguire (UFRJ)


terça-feira, 21 de julho de 2015

Ensaio sobre o Sonho


(http://followthecolours.com.br/wp-content/uploads/2015/01/follow-the-colours-Nikos-Gyftakis-03.jpg)


Ensaio sobre o Sonho


Durmo com a mesma razão com que acordo
E é no intervalo que existo.
- Alberto Caeiro, Poemas Inconjuntos

Se o sonho é real, o que é o real dos sonhos?
Incertezas, dúvidas... a existência é penosa para aqueles que sabem que existem e, para estes, não há alívio em viver. As pessoas depositam umas nas outras suas aspirações e vontades lhes dizendo: “você deve... você precisa...”; e o que poderia ser leve e prazeroso, se torna difícil e penoso.
O sonho é um real escape do real. Mas o que o sonho tem de menos real do que o real? Pensemos com certa atenção sobre o passado. O que este tem de real, se o que o mantém é a memória? Seja a memória individual ou coletiva, o passado nada mais é do que memória. Se o passado for esquecido, ele ainda pode ser considerado como existente, ele pode ser considerado real? Teria o passado existência própria? Por outro lado, não é o sonho também memória? Podemos afirmar que sonhamos se não nos lembramos dele?

quarta-feira, 8 de julho de 2015

ENPF-UFOP



Estarão abertas até o dia 15 de agosto de 2015 as inscrições para participação como comunicador no 8º Encontro Nacional de Pesquisa em Filosofia da UFOP, que ocorrerá entre 23 e 25 de setembro de 2015 em Ouro Preto, Minas Gerais. A participação é aberta para qualquer pesquisador das diversas linhas da filosofia e a avaliação dos trabalhos selecionados é feita de forma anônima. São aceitos, preferencialmente, trabalhos que abordem argumentativamente um problema filosófico. Confira mais informações sobre o evento e a forma de inscrição aqui.

Pesquise artigos filosóficos na internet

Loading