Inicio aqui uma série de
ensaios que tem um intuito de rediscutir questões consagradas dentro do
pensamento filosófico. Os ensaios também servem de desafios aos leitores que
queiram propor questões e discussões a partir desses ensaios.
Eu penso, logo de-xisto: ensaio
sobre o ergo
Ego cogito, ergo sum
- Descartes
Não existem escolhas ruins, somente escolhas.
Entre pensar e existir (ser) há algo que não é apenas um detalhe; tal
relação se dá pelo ‘ergo’, o logo de
nossa citação. A ligação que se faz entre pensar e existir é, de fato, penosa;
no entanto, a existência me parece ser um fardo muito maior do que o
pensamento. Existir para o homem envolve escolher. E o que é pensar se não algo
que pode não estar comprometido com o agir? A ação envolve reflexão? De tanto
refletir, podemos deixar de agir. No entanto, não é do pensamento que quero
falar, mas da existência, do pesar que é existir. Existir é difícil! E, no
entanto, não podemos deixar de existir se ainda somos (algo). Entre tantas
possibilidades que a vida nos apresenta, traçamos até o final dela um único. O
que acontece com aqueles todos que não escolhemos? Estaria a nossa felicidade
perdida em algum desses infindáveis labirintos? Poderíamos encontrar o fio que
nos leva até lá? Não seria ela o nosso minotauro que devemos encarar em nossa
existência?








